Coluna do Corvo

Primeiro de abril!

Deu uma vontade sem tamanho de escrever uma mentirada na coluna de hoje, mas, mesmo quando a gente se esforça pela verdade, muita gente não acredita e, no final das contas, dá no mesmo. Se bem que muitas situações são inacreditáveis. No último sábado, alguém procurou este humilde escriba para informar que um ex-agente da inteligência brasileira estava investigando células terroristas em Foz e que ele é que teria informado o ex-presidente Bolsonaro sobre a existência de grupos radicais na fronteira. Que barbaridade hein? Então o X-9 brazuca, conseguiu achar terroristas escondido? Deve ser muito eficiente, porque a CIA, M15, M16, Mossad e a DGSE — A Direction Générale de la Sécurité Extérieure, onde trabalhava a Pantera Cor de Rosa, não conseguiram.

 

Quem será?

Há uma aposta para saber quem serão os substitutos dos recém exonerados secretários de Meios-ambiente e Mulher. Segundo uma informação, vários nomes fazem parte de uma lista cuidadosamente analisada pelo General Silva e Luna. É possível que carreiristas sejam ungidos ao cargo, sem pressão política. Toda a vez que o prefeito prestigia concursados, ganha pontos com uma leva considerável de servidores. Mas no caso da Pasta de Meio Ambiente o projeto é mais ousado, porque se engalfinha com urbanismo, educação, turismo e entra na mira da Sustentabilidade. Não é tarefa fácil. Vai que numa dessas o governo resolve juntar a pasta com outra, do tipo Turismo & Meio Ambiente?

 

Secretaria da Mulher

Ontem pela manhã havia uma especulação interessante: um homem faria parte da lista para ser o “secretário” da Mulher. Barbaridade! Gritou um gaúcho! Mas aqui entre nós, qual o problema? O Sérgio Caimi não foi candidato pelo PMB – Partido da Mulher Brasileira? É mentira Terta?

 

Dona Noeli

Há uma porção de versões, mais de dez, sobre a saída dela da Secretaria da Mulher, devido ao festerê de quanto assumiu. Mas certamente apenas duas seriam as razões: o fato de não ter se encaixado na função e, a função também não ter se encaixado nela.

 

Substituições

Há uma pesquisa recente informando que a população em geral não está nem aí com as mudanças de secretariado. A maioria dos consultados concordam a mudança e encaram os 100 dias como um período de teste. Foi a coluna publicar que o General pode realizar uma “reforma” ao findar o período, que andam organizando romaria ao gabinete, do tipo: “visitar o homem para saber se ele antecipa algo”. Vão perder é tempo! Quem passa por lá parece ouvir a pedra de limar, afiando o facão.

 

 

Quem será?

O incrível, ou melhor, o inacreditável, é que o “araponga” se identificou num boteco, se avantajando do extraordinário feito. A conclusão é derradeira: não se fazem mais espiões como antigamente! E ainda houve bate-boca. Um jornalista perdeu a elegância e chamou a criatura de irresponsável. Na ânsia de se defender, o 007 às avessas provocou: “espiões são mais importantes que jornalistas”. Qual o quê?

 

E quem é mais importante?

Espiões frequentemente trabalham em segredo, com identidades ocultas, coletam informações sensíveis ou classificadas para governos ou organizações; operam em um contexto de sigilo e segurança nacional e podem usar métodos que seriam inaceitáveis para jornalistas. Em geral possuem acesso a recursos, tecnologias e treinamentos especializados. Não deve ser o caso do Dick Trace travestido. A diferença é que os jornalistas trabalham abertamente, com sua identidade conhecida, buscando informações para divulgação pública; seguem códigos de ética profissional e transparência e, possuem proteções legais em muitos países; coletam informações através de entrevistas, pesquisas e fontes oficiais e não-oficiais com o objetivo informar o público. Não vivem na clandestinidade.

 

Azedando o leite

A movimentação pela criação de uma federação entre o PP e o União Brasil, que já está em fase bastante avançada, pode redesenhar o mapa político do Paraná e colocar em xeque a engenharia eleitoral montada por Ratinho Junior. Ele é hoje o líder inconteste do PSD no estado, sendo o Gilberto Kassab um dos maiores entusiastas de sua candidatura presidencial em 2026, e, todo mundo sabe o quanto o governador tem atuado para manter uma base ampla, diversa e sob controle. Mas a federação pode balançar o coreto, ao oferecer musculatura e palanque a ninguém menos que Sérgio Moro.

 

Reforçando o bíceps

Fora do governo Ratinho e em rota de colisão com o grupo que comanda o estado, Moro anda ensaiando uma candidatura ao Palácio Iguaçu. A federação, que uniria dois partidos com forte presença nacional e capilaridade estadual, pode se tornar a plataforma ideal para o ex-juiz, ex-ministro, ex candidato à presidência e ex quase tudo, recuperar protagonismo político. Com tempo de TV, recursos do fundo partidário e a chancela de uma aliança formal, Moro se credenciaria como principal adversário do candidato que Ratinho pretende ungir seu sucessor. Uma coisa é certa: a escolha precisará ser cirúrgica e como o little mouse nunca se preocupou muito em formar um sucessor, isso abre os olhos dos adversários.

 

Triste e cômico

A ironia é que, na prática, estariam quase todos, Moro, Ricardo Barros, prefeitos, deputados e lideranças do interior, dentro do mesmo barco institucional. Mas no convés, cada um remaria para um lado. Ricardo Barros, que há anos comanda o PP paranaense, até poderia tentar conter a ascensão de Moro, mas não controla os movimentos de quem passou a operar com estratégia própria e independência.

 

Onde é que pega?

Isso ameaça diretamente dois projetos do governador, o estadual e o nacional. No Paraná, o risco é ver sua base se dividir, e, a influência relativizar dentro de uma federação com lideranças fortes e ambições próprias. No plano nacional, a aliança entre PP e União pode se consolidar como uma alternativa de centro-direita, com nomes como Ronaldo Caiado também de olho no Planalto. Se a federação decidir apoiar outro nome ou quiser lançar um candidato próprio, o projeto de Kassab e Ratinho pode ser atropelado antes de ganhar as ruas.

 

O tabuleiro

O PSD é hoje um partido bem posicionado, com base sólida e capacidade de diálogo com diversos campos. Mas em tempos de fusões e federações, quem não estiver no jogo do bloco majoritário corre o risco de ficar isolado ou acabar engolido. Ratinho, que apostou em governar com todos para garantir hegemonia, pode descobrir que, na política, quanto mais gente à mesa, fica mais difícil administrar o cardápio.

 

Construção e desconstrução

Enquanto o governador ele tentava construir consenso, Sérgio Moro pode estar ganhando justamente o que lhe faltava, estrutura e palanque. E com isso, musculatura política para disputar o governo do Paraná e desafiar diretamente o legado de quem se achava vencedor do jogo. A política é mesmo a arte do improvável.

 

Referência

Uma notícia chamou a atenção por esses dias. Não é sempre que a gastronomia e o entretenimento são revisitados com tanta força, como foi o Grupo Capitão ao comemorar o Selo de Qualidade no Turismo do Paraná, concedido pelo Sebrae e Sistema Fecomércio. Todas as casas elaboradas pela dupla Iti e Bebel possuem um diferencial quando o assunto é atender a cidade, e, ao mesmo tempo, visitantes e turistas. Olha que para manter isso em equilíbrio é necessário bem mais que conhecimento. É preciso expertise e sensibilidade.

 

Berço

Muita gente faz confusão, acreditando que os negócios em que estão o Iti, pertencem ao restante do “Grupo Rafain”, ou que a família administra todas essas casas espalhadas pela cidade. Não funciona assim, é certo escrever, que cada filho, filha, genro, nora, netos e netas da dona Philomena e seo Olímpio é que tocam negócios com os ramos familiares que vão se enraizando, hoje na terceira geração, ou seja, não são mais o “N’s” que estão apenas à frente dos negócios. Leia-se assim, porque todos os Raffagnin da segunda geração possuem a letra “N” no nome. Por outro lado, a primeira geração, irmãos de Olímpio, também trabalha a hotelaria, lazer e gastronomia.

 

Muito trabalho e obstinação

Quem diria, essa potência no segmento começou em uma pequena churrascaria, com todos carregando a bandeja. Mas o Capitão Bar, Sushi Hokkai, Maki Sushi e Bona Trattoria, recentemente certificados, são muito bem gestados por profissionais competentes e isso se deve ao bom dedo da dona Isabel Salvatti e do maridão Iti Raffagnin, com 25 anos de batente, formando 13 empreendimentos aqui e do outro lado da fronteira. Independentemente da pujança que envolve a marca onde se encaminham as raízes, os saudosos patriarcas Olimpio e o Santo devem estar muitíssimos orgulhosos.

 

  • Por Rogério Bonato

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