Coluna do Corvo

Cadê o “mundo” iguaçuense?

Parece mesmo ser comum os vereadores desta legislatura ocuparem a tribuna da Câmara discutindo a economia brasileira e mundial, a defesa de suas ideologias, anistia, pesquisas nacionais com a aprovação e desaprovação do governo. Puxa vida, isso a gente assiste nos noticiários. Quando é que vão debater mais a fundo os problemas da cidade e de que maneira amenizar o tormento de uma faixa considerável da população? É vereador da direita defendendo o Bolsonaro e da esquerda, o Lula. Essa queda de braço não interessa muito a população; é bom que saibam.

 

O que o povo espera?

O cidadão anda preocupado com as filas na Saúde, a conversão do asfalto em buraco, o valor do IPTU, dentre outras taxas municipais. A turma da situação poderia muito bem usar a tribuna explicando como isso é calculado e a oposição, oferecendo alternativas, ideais e soluções para o governo aliviar o bolso dos contribuintes. Isso é política construtiva de base, olhando para a cidade. Não dá para ficarem antecipando as eleições do ano que vem, francamente. Este colunista recebe uma porção de mensagens e se baseia na opinião da população. Desculpe se isso é uma ofensa aos legisladores.

 

Educação ameaçada

Quando um professor, orientador, merendeira, enfim, um educador é agredido, todo o sistema sofre, porque a dor é dilacerante se for elevada ao seu esforço e dedicação para com os alunos. Às vezes um professor precisa ser um pouco mais firme, mas isso não quer dizer que os pais do aluno repreendido, sem antes entenderem as razões, partam para a ignorância. Leia-se, essa “firmeza” de alguns docentes, como organização e postura, frente a tudo o que acontece nas escolas. De outra maneira, às vezes, um jovem se comporta em casa, porque a maioria dos pais são bem mais rígidos, mas se transformam nas ruas e escola. Infelizmente a educação apanha com o que essas crianças aprendem nos celulares, redes sociais e isso se manifesta também pela abordagem fora das salas de aulas. Há muitos indivíduos nocivos frequentando o entorno das unidades escolares, recrutando a molecada para as suas ações nefastas. Os recrutados, por sua vez, tentam a todo o custo deformar os colegas e é assim que essa onda se move. Se não agirem assim, sofrerão represálias. Parece coisa de cinema, é cruel, e é verdade.  E isso não ocorre apenas em áreas mais pobres. A luta para melhorar dentro, o que há de ruim do lado de fora das escolas às vezes é inglória. Taí algo interessante para os vereadores levarem mais para a tribuna.

 

Professores são amigos

Segundo dizem os jovens, os professores ainda são os pilares e a inspiração da maioria. Alunos dedicados valorizam os mestres, independentemente as deformações sociais. O ocorrido na Escola Municipal Duque de Caxias não é um ato isolado e por isso toda a classe protesta, pedindo segurança e antes, respeito.

 

Mais educados?

“No meu tempo era diferente, a gente ia para a escola de pé no chão, ao chegar, cantava o Hino Nacional, tomava café da manhã e dividia a “carteira escolar”, de madeira e ferro fundido com outro aluno”. Tinha tinteiro e usávamos bico de pena e nanquim. Uma vez ao ano tirávamos foto na mesa do professor, com o mapa do Brasil ao fundo. Às vezes a professora fazia uso da régua e dava puxões de orelha e quando a gente chegava em casa e reclamava, apanhava de novo, porque os meus pais apoiavam totalmente os professores, eles cuidavam da gente enquanto papai e mamãe trabalhavam. Vivíamos praticamente na escola. Tudo acontecia lá, o jogo de futebol, a quermesse, projetavam filmes do Gordo e o Magro. Hoje isso mudou, professor não pode falar um pouco alto com aluno, senão apanha na rua. A molecada está cada vez mais atrevida e leva a sério o que sai na internet, onde tem gente ensinando como se rebelar e tocaiar um professor na esquina, imagina?”, escreveu o seo Paulo H. V. Pontes, aposentado. A educação tenta acompanhar os tempos, as regras mudam, mas é difícil lidar com tantas diferenças sociais. Professores são heróis cotidianos.

 

Investimentos em habitação

Os governos se esforçam, tentam a todo o custo dar um teto aos que precisam. A Habitação está no topo das políticas públicas necessárias e isso acontece em Foz, embora o ritmo às vezes empaque. Mas vamos dar uma volta pela cidade e ver a quantidade de conjuntos habitacionais, os novos e os antigos, as vilas de Itaipu e o que está sendo preparado, inclusive com nome de cantoras famosas. Outro dado interessante, é a quantidade de habitações populares sendo comercializadas. Não deveria ocorrer dessa maneira. Um mutuário deve respeitar os programas e a sociedade. “Todo mundo quer ‘ganhar’ uma casa para depois vender”, disse em alto e bom tom a diarista desde colunista. Se é uma expressão popular, deve ser bem verdadeira.

 

Obras

Como este colunista sempre fez um balanço das obras de Foz, com ênfase nas estruturantes, algumas pessoas sentem falta da atualização e por isso reclamam. Ontem, passando embaixo do viaduto na Av. das Cataratas foi possível avistar a movimentação de veículos em uma das alças que serve a localidade da Mata Verde. Isso quer dizer que um trecho da Perimetral Leste está em funcionamento. O maquinário quase completou o acesso que faltava no viaduto. A demanda segue o passo e o mesmo ocorre da BR 469, com a instalação de tubulações. Uma hora isso termina e, teremos praticamente outra área Sul.

 

Outra cidade

A mobilidade urbana será favorecida com as obras estruturantes e por isso é importante que funcionem para valer. Reclamam a torto e direito que a Ponte da Integração está parada e está mesmo, mas cadê os acessos? Pior seria fazerem as vias e não existir a travessia.

 

Porto Seco

Dizem os especialistas, que não adianta correm para aprontar a Perimetral Leste, caso o novo Porto Seco não entre em funcionamento. Sem ele, os caminhões continuarão passando pelo centro de Foz e se forem usar a nova estrada, terão que retornar pela BR 277, nas proximidades da Ponte da Amizade. Dá para deduzir a bagunça que isso causará.

 

Cadê o acesso?

O General Silva e Luna, hoje nos “states”, disse que não descansaria até começarem a obra que substituirá o “trevo do Charrua”, fechado desde o funcionamento do famigerado viaduto na BR 277. Famigerado porque não resolveu absolutamente nada. Urbanistas asseguram que além de jogarem dinheiro fora, erraram feio no sentido do trânsito. Poderiam realizar acessos bem mais econômicos e eficientes. Segundo uma informação, há sinalização por parte de um órgão competente e o trevo poderá até ser liberado como era antes, para facilitar o fluxo. Mas será que facilita? O espaço está aberto para quem entende.

 

Trincheira

Segundo um engenheiro, a saída é a trincheira, uma obra econômica e que não complicará o trânsito durante a execução. Há quem defenda um viaduto, mas isso “comeria” parte do Parque de Exposições de um lado e imóveis do outro. Todavia saberemos a quantas o tema anda, depois que o General retornar de uma conferência da OEA.

 

Boas vindas ao outono!

Todas as esperanças na nova estação estão concentradas no alívio das temperaturas, porque o verão que acabou de passar não foi fácil. Já é possível sentir uma brisa fresca pela manhã, mas na parte da tarde, o calor ainda derrete. O verão de 2024/25, encerrado nesta quinta-feira (20), foi o sexto mais quente no Brasil desde 1961, com temperaturas escaldantes, acima da média histórica entre 1991 a 2020. Não foi diferente em muitos países.

 

E o inverno?

Segundo a ciência, com o enfraquecimento do La Niña e o estabelecimento da fase de neutralidade climática nos próximos meses, o inverno terá dias mais frios, em contraste com o ano passado. Massas de ar já deram as caras pela Região Sul e há expectativa que tenhamos mais massas de ar polar avançando pelo centro-sul. Preparem os cobertores e é bom ir retirando as roupas pesadas dos armários, porque cheio de mofo e naftalina ninguém suporta.

 

Onde é que isso ajuda?

O calor é um destruidor dos orçamentos domésticos porque usamos muito os aparelhos de ar-condicionado, ventiladores, refrigeradores, geladeiras e isso consome mais energia elétrica. Mas é preciso cuidado com o inverno também, sobretudo com os chuveiros elétricos. Muita gente demora mais no banho e um chuveiro, dependendo o modelo, gasta mais até que ar-condicionado. E misturando o consumo entre a energia e a água, está feito o estrago. Há quem não viva também sem aquecedores e eles são gastões. No período escurece cedo e as luzes são acionadas por mais tempo. Quem não cuidar, acaba gastando mais. Fora isso há um aumento dos problemas com a saúde, porque o ar fica mais seco e o povo queima lenha, um hábito regional que acaba causando problemas respiratórios. No geral o inverno é bom. Apenas para ilustrar, a melhor época de se entender com o clima em Foz é o início da Primavera. Que bom se fosse sempre assim. Um bom final de semana a todos!

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