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Vereadora de Foz do Iguaçu afirma que ex-assessor nunca foi seu sogro

Em nota, Rosane Bonho rebate denúncia de que tenha praticado nepotismo ao nomear ex-padrasto do marido

A vereadora Rosane Bonho (PP) negou que tenha praticado nepotismo, ao nomear Francisco Gardacho, seu suposto sogro, como assessor parlamentar na Câmara de Foz do Iguaçu. Ela é alvo de uma denúncia protocolada na última quinta-feira (2), pelo advogado William ElquederSilvestri, pedindo investigação sobre o caso. Segundo a vereadora, seu sogro se chama AlcidirBonho e “nunca foi nomeado na condição de assessor”, ressaltou em nota de esclarecimento.

Francisco Gardacho foi nomeado em fevereiro de 2017, em cargo de comissão a pedido de Rosane Bonho. Ele acabou exonerado, segundo nota da presidência da Câmara de Vereadores, em julho passado. Na ação, Silvestri pediu a cassação do mandato da vereadora por quebra de decoro parlamentar, tendo como base a possível prática de nepotismo, quando há favorecimento dos vínculos de parentesco nas relações de trabalho ou emprego.

“Primeiramente, o assessor Francisco Gardacho, o qual a mídia o qualificou como seu sogro, não ostenta tal condição”, ressalta a nota de Rosane. AlcidirBonho é pai de seu marido “e atualmente mora na cidade de Maquiné-RS, o que pode ser facilmente comprovado através do CNH de Alcindo Bonho”, informa a nota da vereadora, que tem em anexo cópia do documento.

“Portanto, o sogro da Vereadora Rosane Bonho se chama AlcidirBonho e nunca foi nomeado na condição de assessor”, reforça. Rosane afirma que, “vale salientar que o assessor Francisco Gardacho e Alcindo Bonho mantinham uma relação de amizade e não parental, descaracterizando assim, por falta de vínculo afetivo, civil e financeiro, toda e qualquer alegação inverídica de que seriam filho e padrasto”.

“Além disso, a figura de padrasto nasce na ausência, falecimento ou abandono do pai biológico, o que não é o caso, pois o pai (AlcidirBonho – sogro da vereadora) está vivo e mantém contato com seu filho (Alcindo Bonho – marido da vereadora)”, continua Rosane.

 

Indução

Na nota, ela afirma ainda que as suposições “fantasiosas” tentam induzir os cidadãos em erro, uma vez que, afirmam que o assessor Francisco Gardacho foi exonerado com data retroativa à publicação de uma notícia que ocorreu em 26 de julho deste ano.

“Entretanto, a notícia foi publicada no dia 26/07/2018 e pedido de exoneração do assessor foi protocolado no dia 16/07/2018, ou seja, data anterior a publicação da notícia e não retroativa”, ressalta o esclarecimento, que traz em anexo imagem do protocolo.

O ato de exoneração de Gardacho, ainda segundo a vereadora, tem a data do dia 17 de julho, “como pode ser provado através da portaria. Vale lembrar que o ato de exoneração foi voluntário do assessor, ou seja, por motivos pessoais, a fim de iniciar um tratamento médico, declarado por ele no momento do protocolo”, frisou a vereadora.

 

Compromisso

Rosane Bonho encerra a nota afirmando que contesta com veemência as alegações infundadas de que tenha praticado nepotismo em seu gabinete. “Reiteramos nosso compromisso com a verdade, já que nosso mandato tem sido pautado pelos princípios da gestão séria, transparente, participativa e primando sempre pela honestidade”, disse.

E completou: “Princípios esses que sempre foram nossa marca e norte tanto na área pessoal, profissional e religiosa. Nada, nem tampouco algum tipo de orquestração contra meus princípios vai nos fazer desviar dos objetivos de servir a população que espera em nós homens e mulheres públicos a execução do verdadeiro papel a que fomos confiados, SERVIR ao próximo”.

(Ronildo Pimentel Freelancer / Foto: Divulgação)

 

 

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