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Saúde retoma crescimento após descaso de antiga administração

Adoção de novos sistemas, planejamento e transparência em ações possibilitaram mais eficiência nos serviços

O quadro dentro da saúde pública de Foz do Iguaçu vem sofrendo mudanças sob a nova administração. Depois de um período conturbado, com gargalos crônicos que iam do atendimento à espera por especialidades, os primeiros resultados começam a mostrar uma outra realidade.
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são exemplos desse crescimento. Com atendimentos mensais de nove mil a dez mil pessoas por unidade, as UPAs iniciam a restauração de uma saúde marcada por escândalos de corrupção no governo de Reni Pereira. “Nossa principal preocupação sempre esteve ligada ao pilar que é a saúde. Para sua reconstrução, buscamos restabelecer investimentos e contratações e colocar essa oferta de serviços em dia para melhor prestar esse atendimento à comunidade”, disse o prefeito Chico Brasileiro.
Os primeiros resultados já podem ser vistos. Nas UPAs João Samek e Dr. Walter Cavalcanti, a média de atendimentos fica entre nove mil e dez mil todos os meses. Mas os números podem variar e alcançar novos recordes históricos, sem que a qualidade do atendimento seja afetada. Um desses exemplos veio no último final de semana de 2018, quando foram atendidos 800 usuários num único dia. “O serviço está em pleno funcionamento justamente para oferecer essa segurança a quem procura”, disse o diretor de Urgência e Emergência, Adriano Pavan. “Todos os usuários foram atendidos dentro da ordem de prioridade que a classificação de risco requer.”
Mesmo com a chegada do período de férias e a redução da equipe, as dificuldades em cada uma das unidades têm sido contornadas com sucesso. “Nos prevenimos e estamos atendendo com seis médicos em cada UPA 24 horas”, explica.
A adesão a novos serviços dentro da UPA João Samek, como o atendimento ortopédico ao trauma, implantado em 2018, possibilitou mais agilidade aos usuários que necessitavam antes buscar atendimento especializado no Hospital Municipal. Hoje, pacientes de ortopedia somente são transferidos para o hospital quando há necessidade de cirurgia.

Oportunidade
Outra importante conquista registrada veio no primeiro quadrimestre de 2017, quando foram ofertadas pela prefeitura cinco mil consultas especializadas. Uma evolução de 500% no último quadrimestre de 2018, alcançando mais de 30 mil consultas.
O atendimento a essa demanda foi possível devido à contratação de mais médicos especialistas, dando andamento a um gargalo histórico de espera. Em um ano, consultas em especialidades como neurocirurgia, neuropediatria, ortopedia, otorrinolaringologia, dermatologia e urologia chegaram a dobrar devido às novas contratações. Os novos credenciamentos médicos ainda incluíram a oferta de especialidades como cirurgia vascular, cirurgia torácica (consultas), de aparelho digestivo, por exemplo.
A demanda represada também está sendo desfeita com novo prestador credenciado, o Hospital Cataratas, com especialidades como urologia, ginecologia, cirurgia geral e otorrinolaringologia. “Essa fila ficou durante um longo período represada e estava estagnada, mas estamos movimentando novamente. De abril a novembro [2018], já fizemos 500 cirurgias no novo prestador”, confirmou a diretora de Assistência Especializada, Jassiara Morais.
Os números somam-se aos do Hospital Municipal, que realiza em média 200 procedimentos eletivos por mês.

Oftalmologia
Um novo contrato com empresa da cidade de oftalmologia também auxilia na oferta de oito médicos oftalmologistas. “Antes essa empresa era de fora. Com a empresa local conseguimos avançar, pois são realizados uma média de cem atendimentos diários.”
Além disso, consultas e procedimentos como cirurgias de catarata, pterígio, yag laser e outros serviços conseguiram ser ofertados à comunidade sem efeito de mutirão, em atendimento contínuo.
Outra medida adotada pela Secretaria de Saúde foi trazer para sua administração a Central de Regulação de Cirurgias — antes administrada pelo Hospital Municipal —, para dar mais transparência e conhecimento da demanda represada. “Isso significa maior monitoramento e agilidade. Estamos reconstruindo e fazendo o trabalho todo às claras; nosso sistema de informação era obsoleto.”
Hoje o município conta com médicos em 23 especialidades. Ainda neste mês será realizada licitação para contratação de reumatologistas.

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GDIA