Paraná registrou 1.714 mortes em rodovias que não foram duplicadas

31 de janeiro de 2019
Foz perde para o Cascavel CR em pleno estádio ABC
31 de janeiro de 2019

Na manhã de 10 de setembro de 2011, uma van que transportava estudantes de Balsa Nova dirigia-se a Foz do Iguaçu, onde os alunos participariam de uma competição de karatê. Entre Matelândia e Medianeira, a van bateu de frente contra um caminhão câmera fria. Cinco pessoas morreram, sendo três adolescentes.

Acidentes como esse poderiam ter sido evitados se a BR-277 tivesse sido duplicada em 2004, como estabelece o contrato original da concessão do pedágio no Paraná. Contrato que foi mutilado ao longo de 20 anos, por meio do pagamento de propina, ocasionando a supressão de obras de duplicação e aumento abusivo das tarifas.

O Ministério Público Federal (MPF) não tem dúvidas quanto a isso. “Se as obras de duplicação que estavam programadas no anel de integração tivessem sido realizadas, muitas mortes teriam sido evitadas”, disse o procurador do MPF, Deltan Dallagnol, em sua denúncia envolvendo o governador Beto Richa e mais 32 pessoas.

Adelino de Souza Freelancer /Foto: Divulgação)

Share

Leia mais sobre este conteúdo e outras informações na edição impressa.

GDIA