Pesca entre casais

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Pesca entre casais

Pois então Corvo, isso de marido dizer que vai sair para pescar e tentar escapar da esposa não cola mais. O ICLI inovou com o campeonato de “pesca entre casais”. O cabra vai para a pescaria mas tem de levar a patroa. É a oitava edição do evento e acontece neste dia 26 de novembro.
VAK

O Corvo responde: pois então, acabou-se a mentira sobre pescaria também, porque o pescador que costuma chegar com peixe comprado vai ter de fisgar alguns de verdade.

Epidemia
A constatação de que há mais de 800 cães com leishmaniose confirmada em Foz só neste ano é um dado muito temerário. Foi o CCZ quem divulgou a informação, que é “alarmante”, conforme matéria publicada ontem neste jornal. 285 desses pobres animais tiveram de enfrentar a eutanásia. Uma tristeza. Tantos animais nas ruas e doentes nos faz pensar no perigo de um surto de raiva. A população de cães e gatos espalhados nas ruas está fora de controle. A prefeitura precisa encampar urgentemente uma política para lidar com o tema, antes que ele fuja do controle. Segundo estudo divulgado na reportagem do Gazeta Diário, Foz tem cerca de 60 mil cães, e 12 mil estariam com a doença.

Famintos
E dá dó ver os cachorrinhos perdidos. É de chorar. Os pobrezinhos, desorientados, correm de um lado a outro, reviram sacos de lixo e, em muitos casos, são atropelados, pois não sabem o que é o trânsito; muitos foram criados dentro de casa, no conforto, até os donos se cansarem e praticarem essa crueldade que é abandonar os bichinhos.

2,5 bilhões
Muitas pessoas não possuem a dimensão da marca que foi atingida por Itaipu. É que os números lá são sempre tão grandes que a notícia sobre a produção acumulada de 2,5 bilhões parece coisa comum. Para se ter ideia, conforme a capa da edição de ontem, essa energia iluminaria o Brasil por mais de cinco anos; a Argentina, durante 19 anos; e o nosso afortunado sócio, por mais de 176 anos! Entre outras, pelo fato de vender a energia é que se tem a dimensão do quanto foi bom o negócio para o Paraguai. Nossos parabéns ao parceiro, um país que está convertendo-se no centro dos negócios da América do Sul. O Paraguai é hoje um porto seguro para investimentos.

Conciliação
Tomara que o MPF e o município consigam entrar num acordo na audiência que acontecerá na Justiça Federal. O fato é que a prefeitura terá de apresentar pelo menos um projeto para acolher os dependentes químicos. Imagina a saia-justa, hein seu Chico! Mas é conversando que surgem as soluções e os entendimentos.

Câmara quer saber…
Enquanto pode ocorrer o armistício na Justiça entre MPF e prefeitura, o presidente do Legislativo, Rogério Quadros, entra no caldo e quer explicações. Pode ser uma forma de ajudar na solução do problema, ou pelo acompanhar a complexidade das coisas. Haja complexidade no gesso em que a prefeitura já está desde o início do governo. Se já é difícil administrar em períodos de normalidade, imagina agora depois do “furacão” Reni.

Explicação
Alguém andou usando “falsas” palavras e mencionou que elas foram proferidas por magistrados. Quer dizer, colocaram asneiras no ar, como fosse da boca de juízes. E há quem queira saber se isso é verdade. Segundo contaram para este Corvo, está para ser expedido, de ofício, um “pedido de explicações” muito duro de ser explicado. Oh dó do mancebo que causou a trapalhada! Que coisa, hein? Se houvesse um manicômio municipal, um leito já estaria antecipadamente ocupado.

Loucuras
Do mesmo jeito que o MPF está cobrando as unidades para tratar dependentes químicos, pode cobrar a construção de um manicômio, pois demanda é o que aparentemente não falta.

 

Lembranças
Corvo, vi a manifestação do seu confrade Rogério Bonato no púlpito da Câmara. Achei a fala muito boa e interessante. Longe de ser um discurso, ele lembrou os amigos; entre eles o nosso querido e inesquecível “Dudu”. Eu colocaria o Eduardo Constantinópolos, apesar da irreverência, como um boa-praça, um dos caras mais geniais e de humor elevado que eu conheci em toda a minha vida. Só não dava pra fazer negócio com ele, no mais era um bom papo, conhecedor da música e da vida. Bonato também lembrou o Antonio Cirillo e a dona Rosa. Para quem não sabe ou não se recorda, foi na noite em que recebeu o título de Cidadã Honorária de Foz que a dona Rosa sofreu um acidente ao voltar para casa. Não se recuperou e foi rápido até a sua despedida. Ao citar tanta gente, e com tanto carinho, Bonato mostra conhecimento sobre as raízes da cidade, das quais faz parte contemporaneamente. Boas e gentis palavras.
Ronaldo B. W. Baptista

O Corvo responde: sim, as palavras foram generosas, e ele fez questão de dividir a honraria com os amigos, o que foi muito bacana. E é verdade, tudo o que se faz é, de certa forma, dividido e assumido pelas pessoas; não haveria Feira do Livro sem público, nem jornais sem leitores; não existiria televisão sem telespectadores; e rádio, sem ouvintes; não haveria a Canja do Galo Inácio sem as entidades, nem o Festival do Humor caso os cartunistas de todo o mundo não abraçassem a ideia. De fato o Bonato tem razão em dividir a honraria com os amigos. Na foto, ele exibe o título de Cidadão Honorário com o amigo Elson Marques. Esses dois têm muitas histórias para serem contadas.

Gasolina
Prezado senhor Corvo, fui ao Paraguai e abasteci o meu carango. Enchi de gasolina até derramar porque o preço é muito atrativo. Saí do posto praguejando contra o governo brasileiro e os distribuidores de combustível. Não é possível que sejamos autossuficientes em petróleo e a nossa gasolina seja uma das mais caras do mundo. Mas Corvo, mal passei a ponte, o meu carro começou a dar umas “tossidas”, “tossiu”, “tossiu” até que parou. Não teve jeito, tive de colocar em cima de um guincho. O mecânico levou um dois dias para fazer o diagnóstico, e enquanto isso gastei com o táxi. Depois veio a conta e uma porção de peças substituídas. Corvo, sem brincadeira, ele me mostrou a maçaroca que a gasolina paraguaia causou no meu tanque e na injeção do automóvel. Nunca mais, que droga, não pensei que fosse tão complicado abastecer fora do país.
Valter Durval Benício

O Corvo responde: viu só? Certa ocasião o Corvo mencionou algo assim e quase apanhou na rua do povo que vai abastecer no Paraguai e Argentina. O que adianta a gasolina ser mais barata e mais forte, se os postos não fazem manutenção adequada nas bombas e tanques? E este Corvo teve um problema semelhante e também pagou caro. Economizamos na gasolina e gastamos no mecânico. E no caso do Corvo foi pior porque a confusão aconteceu na estrada, de madrugada. Imagina um carro parado na estrada, longe de tudo, de madrugada e num feriado? E foi por causa da gasolina paraguaia. O Corvo se sentiu o maior burro de todos os tempos. O negócio é abastecer do lado de cá da fronteira.

Meme
As redes sociais e a internet estão tomadas por sarrinhos, alguns geniais, sobre um recente caso de briga no centro da cidade. O tema se tornou tão interessante e curioso para os internautas que chegou a se formar uma fila em frente ao quiosque do qual o arranca-rabo aconteceu. O dono não entrega cópia nem pagando, mas se diverte revendo as imagens. Está, aliás, dando-se bem com o movimento, pois quem aparece para assistir ao fiasco pede um pastel e um refrigerante para adoçar o bico. Que feio isso de sair brigando e apanhando na rua!

Queda nos empregos
Que coisa, hein Corvo, enquanto há no Brasil um aquecimento no setor de empregos, em Foz eles caem em 28,3%? Vai explicar a situação, seu Corvo? Cadê o tal progresso na cidade? Não me venha com explicações sem nexo, por favor, mas o que acontece?
Maurício Vargas

O Corvo responde: no Brasil abriram-se 76 mil vagas de emprego apenas em outubro. A explicação é que a informalidade rouba muito dessa mão de obra disponível, ou as pessoas estão na maioria empregadas. Vá procurar um pedreiro para ver se encontra!

Nota do Bonato
Pois é, gostei da brincadeira. Minha nota de hoje é sobre a paulada no PMDB do Rio de Janeiro, com a prisão dos corruptos no setor de transporte e mobilidade. A Justiça Federal não brincou em serviço, mas onde se viu a Assembleia Legislativa mandar soltar preso? Pior, mandaram soltar bandidos, ao que consta. Mas segundo um blogue carioca, há desembargadores na cola dos que assinaram o pedido de soltura. Mais gente pode esquentar a cama de cimento no presídio.
RB