Paletós à venda

DONNA DELUXE
8 de fevereiro de 2018
Opinião
9 de fevereiro de 2018

Paletós à venda

E as sentenças dos nobres ex-vereadores iguaçuenses começaram a tilintar. Paulo Rocha pegou seis anos, mas iniciará a pena em liberdade. Se acontecer de surgir outra condenação, as coisas se complicarão. Fora a encrenca criminal ainda há a civil, aquela em que o apenado precisará enfiar a mão no bolso e devolver algum.

Apoderar
O verbo é um tanto difícil de conjugar, mas é fato que algumas “otoridades” se “apoderavam” de parte dos salários dos assessores. E vejam o destino: além de perderem um pedaço considerável da grana mensal para quem os nomeava, no fim os assessores respondem juntamente com os divinos mestres. Que dureza, hein? Corruptelas, corruptos e corrompidos.

Dúvida cruel
A edição de ontem deste jornal despertou um tema palpitante em decorrência da “ordem de serviço” para a realização da Perimetral Leste. Seria a ordem para iniciar a obra ou a ordem da ordem, da ordem, que ordena o início do processo de licitação? Uma coisa é bem distante da outra. Se houve o certame licitatório, o ministro dos Transportes pode sim assinar uma ordem de serviço para começar a cavoucar a terra, rasgar o chão e finalmente iniciar as devidas providências para uma obra tão esperada. Mas como surgiu essa dúvida, sobre a existência de uma licitação que ninguém até agora viu, ou soube o resultado, que tipo de “ordem” o ministro assinará?

Arquivos
Este Corvo pediu uma verificação nos arquivos do jornal para saber se de fato a licitação ocorreu no final do ano passado, segundo uma fonte. Mas até o fechamento desta coluna estavam solicitando as informações ao Ministério dos Transportes e à assessoria do deputado Giacobo.

Garupa 1 x Prefa 0
Pelo menos os oito motoristas do aplicativo Garupa que levaram pito do Foztrans, mais multas e a apreensão de seus veículos, saíram por cima na queda de braço com o Foztrans. A juíza entendeu que a lei municipal não voga sobre a discussão nacional. É a história de que o peixe menor não deve beliscar o tubarão ou a baleia.

Aprovação
Embora o Foztrans e a prefeitura defendam o sistema formal de transporte na cidade, e sofram com a pressão das cooperativas, taxistas e mototaxistas, o usuário se mostra empolgado com a possibilidade de contar com os “aplicativos”. A propaganda advinda dos grandes centros já é suficiente para credibilizar a novidade. A medida judicial protege oito motoristas, mas caso outros sofram sanções e resolvam procurar a Justiça, os precedentes são muito favoráveis.

Forças maiores
Diante da perspectiva de um retorno dos cinco vereadores afastados, quem assumiu no lugar está tratando de passar sebo nas canelas. A vereadora Rosane Bonho, que assumiu no lugar do Queiroga, disse para um reservado grupo que fará uso das “forças maiores” para permanecer no cargo. Neste caso leia-se Cida Borghetti, quem Rosane apoia incontestemente. Como a “força” será usada, ao estilo He-Man, é que ninguém ainda imagina.

Dona Cida
A vice-governadora parece não querer saber de muita conversa; será candidata de um jeito ou de outro. Segundo consta, houve faíscas nos corredores do Palácio Iguaçu na semana passada. Quem conhece bem o estilo Beto Richa assegura que tudo faz parte de um bom jogo de cena. Beto atira no pardal, mas acerta a pomba.

Vitorassi e o PT
Se existe homogeneidade no cenário político local, o resultado é o grude entre Dilto Vitorassi e o PT. Para alguns, foi fácil o Vitorassi sair do partido, mas o PT jamais saiu de dentro dele. Embora Dilto cobice a volta para Brasília (e quem não cobiça), há uma séria dúvida e vontade de colocá-lo na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa, para a qual teoricamente ele estaria eleito. Mas, segundo consta, o PT está reorganizando-se e não quer errar. O projeto do Partido dos Trabalhadores é ousado, ainda mais se levarem em conta a situação do grande líder, Luiz Inácio Lula da Silva, e o novo paredão que deve enfrentar: a chácara em Atibaia.

PT livre, leve e solto
Se havia um partido difícil em matéria de discussão interna era o PT em Foz do Iguaçu. Sem Vitorassi lá então ninguém arriscava abaixar para pegar o sabonete. Acontece que com a encrenca que se formou em torno da sigla, muita gente vazou para outros partidos, o que em teoria deixou o clima mais leve e em condições de uma reconstrução sem o risco de tantas facadas nas costas. Vitorassi voltou e levou com ele o sindicato dos motoristas. É uma base a se considerar.

Intimação
Muita gente imagina e fala alto da tristeza que será o Dr. Brito receber uma notificação sobre o processo de cassação na penitenciária. Imagina? O cara deve sentir-se num corpo anestesiado. Quem viveu experiência assim, de olhar o que há em volta e não mexer nem a ponta dos dedos, sabe o que é. Chega dar um arrepio só de imaginar.

Destino
É amigos, a vida é assim imprevisível. Num dia é só alegria, logo noutro é tristeza e desilusão. Mas isso não acontece de graça, as forças da natureza não se juntam contra alguém do nada. Sempre há motivos. O canto da sereia é medonho de se ouvir.

É carnaval
Hoje o pé da gente já amanheceu querendo arrastar na sandália, porque o brasileiro mexe o esqueleto ao ouvir uma marchinha, samba ou ritmo carnavalesco. Não há recurso contra isso. Mas quarta-feira tudo voltará ao normal e o Brasil começará o ano pra valer. A quinta-feira pós-carnaval será o primeiro dia útil de 2018.

Aniversariou
O chefe fez aniversário ontem. Fabius Augusto comemorou seu dia com os companheiros de empresa. Pediu para o Corvo fazer um agradecimento público aos colaboradores e agradeceu as singelas lembrancinhas. Ganhou foi uma camisa supimpa.

A melancia
Corvo, essa sua melancia de pendurar no pescoço de políticos sem juízo está ficando famosa até na capital. Eu estava pela Boca Maldita e alguém apareceu com um exemplar do Gazeta Diário, comentando a sua iniciativa. Quem vai levar a primeira “melanciada”, Corvo?
Júlio Benites

O Corvo responde: prezado, a intenção não é minimizar nem causar prejuízo à fauna política iguaçuense. Pelo contrário, a intenção é diminuir a aventura por parte de uns e outros. Política não é para se aventurar, e sim prestar serviço, melhorar a vida do cidadão. É daí que surgiu a “melancia no pescoço”. Quem atrapalhar a eleição de candidatos com chances vai ganhar sim o troféu.

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GDIA