O Brasil e o Oscar

Opinião
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O Brasil e o Oscar

Está errado dizer que o Brasil nunca ganhou um Oscar. É certo dizer que o nosso país nunca trouxe uma estatueta pelas mãos de um brasileiro. Em quatro edições do prêmio da Academia do Cinema norte-americano, o Brasil esteve entre as produções consagradas, mas dividindo a honraria com outros países. Isso aconteceu neste final de semana, com um dos produtores do filme Me Chame Pelo Seu Nome (coprodução de quatro países); em 2005, no memorável Diários de Motocicleta (coprodução com oito países); O Beijo da Mulher-Aranha (Brasil e Estados Unidos), em 1986 ; e em 1960, com o clássico Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, como o melhor filme estrangeiro. Indicações houve uma penca, mas ninguém subiu ao palco para agradecer a família e mandar um recado.

O brasileiro do Oscar


Como nenhum mortal foi competente o suficiente para impressionar por meio de ideia na cabeça e uma câmera na mão, o recurso foi buscarem um ser do Rio Amazonas, totalmente desconhecido por nós. E o “bicho-deus garanhão” foi lá, ajudou a papar quatro estatuetas e ainda por cima pegou a atriz principal. Que barbaridade. Ganhou inclusive na categoria Melhor Filme, embalado pela Carmem Miranda.

Só dá o Brito
Corvo, vocês não se cansam de publicar matérias sobre esse cara? Chega, já está preso, com a carreira política comprometida, a candidatura a deputado no brejo; vamos mais devagar. Já é a quinta ou sexta matéria de capa abordando o médico.
Osmar V. Braz

O Corvo responde: prezado, este jornal acompanha os fatos e mantém os leitores a par de cada acontecimento, ou seja, cobre cada uma das etapas do processo. Prisão, suas decorrências, denúncia e, ontem, o recebimento dela. Outras manchetes ainda serão publicadas, porque não podemos virar as costas para os atos suspeitos de corrupção. Isso interessa à grande maioria dos cidadãos de nossa cidade. Se a intenção do Dr. Brito era ficar famoso, pode acreditar que o meio escolhido não foi dos melhores.

Inês mártir
Prezado senhor Corvo, se a ex-prefeita interina ou provisória (como o senhor insiste) hoje é uma pessoa conhecida, é graças a vocês da imprensa que não saem do pé dela. Certas pessoas não merecem destaque em suas atividades, porque crescem até com os escândalos em que acabam envolvendo-se. Para vocês o que fazem são críticas, mas para eles é confete e serpentina.
Nathália Brandão

O Corvo estranha essa onda de recriminação à cobertura das confusões no setor político. O que acontece? Será que a população está calejada, cansou e não quer saber mais das coisas, ou isso é estratégia de cabos eleitorais na tentativa de diminuir o impacto dos feitos de seus patrões? A política não é uma caixinha de surpresa, pelo menos não deveria ser. É coisa séria. Quem atua com serenidade e competência não precisa de guarda-chuva nem de sombrinha para não tostar na opinião pública.

Saúde geral
Corvo, fico lendo, ouvindo e assistindo a essa discussão sobre o setor de Saúde. Não é possível que nesta cidade não exista um mortal com competência para gerir um setor tão importante. E esse Comus, só vejo o órgão criticar e apontar defeitos. Cadê as soluções? O prefeito deveria criar uma força-tarefa formada por vários setores, com gente das faculdades, hospitais particulares, contadores, advogados, enfim, administradores todos deveriam encontrar soluções definitivas. De blablablá já estamos com o saquinho cheio.
Márcio R. B. Vieira

O Corvo responde: pode ser que sua opinião esteja correta. Como a Saúde atente todos e possui um orçamento tão alto, natural seria a sociedade organizada unir-se e ajudar a pelo menos detectar o que não vai bem. Mas, prezado, problema está nesta palavra simples de apenas cinco letrinhas, uma consoante e quatro vogais: união. Foz é difícil no quesito.

Ovos de Páscoa
Senhor Corvo, dei uma volta pela cidade e conferi os preços dos ovos de chocolate. O preço não está dos mais acessíveis, tanto que as redes supermercadistas estão parcelando os produtos em suaves prestações. Pensa Corvo, você comprar chocolates para a família para celebrar a Páscoa e terminar de pagar quando Jesus nascer, no Natal! Complicado isso. Pede para o pessoal dar uma melhorada nos preços, Corvo.
Ramira Conceição

O Corvo responde: o problema é o preço do produto em todo o país. Em São Paulo e Rio ele é ainda maior, o que não dá para entender. Mas, segundo uma pesquisa, tudo depende da demanda. Vamos ver o que vai acontecer daqui em diante. As pessoas que se dedicam ao feitio artesanal dos confeitos pascais também estão reclamando muito do preço da matéria-prima. Fazer ovos de Páscoa em casa deixou de ser um bom negócio. Em contrapartida, os supermercados estão apostando num crescimento de 20% nas vendas em relação ao ano passado, e isso se deve às novidades.

Praça da Bíblia
Em breve a cidade conhecerá outra ode ao desperdício: a nova Praça da Bíblia. O local recebeu um pergolado em forma de cocar, sustentado por estrutura tubular, um incremento que não serve para nada e coisa alguma. E pensar que o espaço, vital para o lazer de quem mora nas proximidades, ficou um tempão fechado. É mais uma marca “made in Reni”, para atarraxar a cabeça do cidadão.

União e as rodovias
Corvo, pois então, se o governo federal retomar as estradas paranaenses, será que vai cobrar pedágio? Se cobrar, com certeza o preço aumentará e a qualidade dos serviços empobrecerá. É difícil saber o que será pior, como em tudo neste país. Pelo menos gastaremos menos ao viajar, mas daqui uns tempos as estradas estarão parecendo queijo suíço novamente. Deveriam entregar as praças de pedágio para as Forças Armadas: teríamos tarifas baixas, estradas ótimas e materiais bélicos de ponta, comprados com o dinheiro das guaritas. Os soldados ganhariam bem e os batalhões de engenharia viveriam felizes com as atividades.
Vinícius Xande

O Corvo responde: em partes a sua observação é verdadeira. As obras coordenadas por militares são bem mais baratas, de qualidade e são entregues no prazo. Resta saber se isso é tarefa dos militares. Se o fato deles entrarem em ação para combater o crime já está gerando tanta polêmica, imagina ocupando as praças de pedágio?

Exército em campanha
O Corvo tem um pensamento sobre a participação das Forças Armadas no combate ao crime: os bandidos fazem o que querem, barricadas, matam policiais e inocentes a sangue-frio, contrabandeiam armas, munições e drogas, formam milícias, dominam os presídios, pintam e bordam. A sociedade não encontra solução para enfrentar esse tipo de situação, e os milicos entram em ação. Daí os tanques invadem as favelas, e os comandantes admitem que soldados são treinados para a guerra e por isso jamais atuarão com a complacência das polícias; e, por fim, isso põe medo nas organizações que defendem os direitos humanos. E não estamos em guerra? Precisamos deixar de ser hipócritas e assumir que estamos vivendo um conflito. Vamos deixar os homens fazerem o trabalho, e fim de papo.

Animais abandonados
Pois é, seu Corvo, a coisa está mesmo feia. Ontem deixaram em frente de casa uma caixa com uma gata e uns cinco gatinhos dentro, todos de olhinhos fechados ainda. Pior, estavam molhados e tremendo. Temo que não sobrevivam a essa maldade. Será que a pessoa pelo menos não poderia esperar a chuva passar? Eu e minhas filhas ficamos com dó e trouxemos os bichos para casa. E agora? Como vamos fazer? Esse assunto está perdendo o controle.
Maísa Simão

O Corvo responde: o Corvo, juntamente com os responsáveis por várias ONGs voltadas ao amparo dos animais, estuda o compêndio de leis municipais e federais para começar uma campanha de denúncia contra quem trata a bicharada com tanto desrespeito. É muita maldade, e isso só vai diminuir quando sentirem a dor no bolso, por meio de multas. No mais, o governo também precisa de novas iniciativas se a ideia é resolver o problema e conscientizar o povo. Aguarde as novas iniciativas deste jornal e seus meios de apoio.

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GDIA