Hipertensão é silenciosa e atinge mais de 30 milhões de brasileiros

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Hipertensão é silenciosa e atinge mais de 30 milhões de brasileiros

Doença pode trazer riscos graves à saúde. Alimentação inadequada, sedentarismo e peso acima do recomendável
são os grandes causadores ou agravantes da doença

Silenciosamente, a Hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, atinge mais de 30 milhões de brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, um em cada cinco jovens com mais de 18 anos tem a doença. Entre 60 e 64 anos a proporção sobe para quatro em cada dez pessoas e acima dos 75 anos, os hipertensos correspondem a mais de 55%. Conhecida como uma doença crônica, é determinada pelos níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias, fazendo com que o coração se esforce mais que o normal para que o sangue seja distribuído ao corpo. “Ela é um dos principais fatores de risco para a ocorrência do AVC (Acidente Vascular Cerebral), IAM (Enfarte Agudo do Miocárdio), insuficiência renal e cardíaca.

Porém, as pessoas não dão a importância devida quando são diagnosticadas, já que começam a tomar a medicação, mas não mudam seus hábitos de vida. “Alimentação inadequada,sedentarismo e peso acima do recomendável são os grandes causadores
ou agravantes da doença. Aí mora o grande problema”, explica a nutricionista Andrea Hallvass.

Andrea é professora universitária e responsável pelo Ambulatório de Hipertensão, na Clínica Integrada de Saúde do UniBrasil – que oferece serviços de diagnóstico, orientação e acompanhamento nutricionais para a comunidade. Para a profissional, em se tratando de alimentação, o sal em excesso é citado como um grande vilão. “Escolhi estudar o sódio em minha tese de doutorado. De acordo com estudos populacionais nos Estados Unidos, Europa e Brasil, existem diferenças entre o consumo e as fontes de sódio entre estes países.

O brasileiro utiliza muito sal para cozinhar, proveniente diretamente do saleiro ou faz uso do sal à mesa. Diferente de outros países nos quais se ingerem muitos alimentos processados ou industrializados”, revela.

“No ambulatório de Hipertensão, ensinamos os pacientes a compreenderem a rotulagem dos alimentos que estão consumindo, assim como a recorrerem a meios que substituam o sódio, como fazer uso de temperos naturais, por exemplo. É possível utilizar ervas secas com o sal normal, o que já diminui a quantidade de sódio que está sendo consumido”, diz a professora. Uma pessoa saudável pode consumir cinco gramas de sal ao dia o que corresponde a duas gramas de sódio ao dia. A professora aconselha utilizar tampinhas de caneta como referência, ou seja, 5 tampinhas de sal ao dia.

 

Para indivíduos com mais de 50 anos ou que tenham alguma doença associada como hipertensão, doenças do coração e/ou doença renal, o consumo do sódio reduz para 4 gramas de sal ao dia ou 1,5 gramas de sódio ao dia. Se considerarmos que 2
pães francês com margarina com sal já atinge cerca de 50% da recomendação da quantidade de sódio para um dia todo.

Novos tipos de sal

A nutricionista vê com bons olhos o aumento da oferta de diferentes tipos de sais naturais encontrados atualmente no mercado, mas alerta que falta orientação para as pessoas saberem qual é o mais adequado. “A opção com menor concentração de sódio seria o Sal Rosa do Himalaia. Se compararmos este sal com o de cozinha, um possui apenas 29%, enquanto o outro, 40%. Já o
Sal Marinho tem a mesma quantidade de sódio que o sal normal e esse ponto mereceatenção. Ele é menos refinado e com iodação natural. O conselho em relação a ele é ter cuidado no seu consumo igual ao com o sal refinado, apesar do sal marinho ter mais minerais e, por isso, ser melhor para a saúde do que o sal refinado, ele não deixa de conter sódio.”

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