No Bico do Corvo Editado por Rogério R. Bonato

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23 de outubro de 2018

 

Semana fatal
Se as pesquisas estiverem certas, o que poderá mudar em uma semana? É o que muita gente se pergunta. Que ventos favoráveis ajudarão Haddad e diminuirão a força de Bolsonaro? Ou o Bolsonaro liquidará a fatura de vez aumentando o eleitorado? Acontece que o desfecho parece certo, e o espaço de seis dias, antes do domingo, 28, não será suficiente para alterar a intenção da maioria dos brasileiros. O destino está chegando.

 

Faces do voto
Há quatro modalidades de votantes: os crentes, em Bolsonaro; os resistentes, em Haddad; os que estão inconformados com as únicas opções; e aqueles que não votarão. É simples assim. Deus ajude o povo brasileiro!

 

Domingão
Sem chuva, clima aprazível e um céu de brigadeiro fizeram a receita para uma bela passeata pró-Bolsonaro na manhã do último domingo. O Corvo viu o ato de relance, mas olhou atentamente uma porção de fotos. Houve, segundo consta, algumas tentativas de migração em Foz, e não tão bem aceitas como esperavam os oportunistas de plantão. Infelizmente, nesta cidade, sempre há quem não saiba viver sem a “tetinha”, e daí tenta arrumar-se a qualquer custo.

 

Ao longo…
Desde o início da discussão, o país vive esta possibilidade de polarização entre a esquerda e a direita. Francamente, é difícil compreender a ausência de um candidato de centro, capaz de motivar os brasileiros ao que é certo; alguém com a força necessária de encontrar a saída sem o radicalismo proposto pelo Jair Bolsonaro ou o exercício assombrado de Fernando Haddad, com os ecos da banda podre petista torturando-nos.

 

Lembranças
A tortura esteve presente nas campanhas, com a lembrança de supostos torturadores, os que foram anistiados e os punidos. É difícil saber o que dói mais, se a tortura física, impune e truculenta, ou a tortura aos cofres públicos, que também mata e causas sequelas. Na verdade não há comparação entre as torturas, isso não deveria existir de modo algum, mediante uma população que é tão sofrida e “torturada” pelo meio político, com a safra contínua de inescrupulosos, caras de pau, mentirosos e que tratam o ofício como um negócio de pai para filho. O brasileiro que trate de pensar muito nisso ao longo da semana.

 

Sem ameaças
Muitos estão atônitos e há até casos de depressão mediante a condução eleitoral. Mas a população precisa manter a esperança, pois qualquer que seja o resultado o eleito terá de governar constitucionalmente, e isso dificilmente será transgredido. A mão da mudança é do povo, e a que afaga também belisca. Se o Brasil atravessa esse viés é porque a população assim desejou. Tudo acontece na força e na razão da democracia, com ou sem a emoção.

 

Bolsa Atleta
A Operação Pecúlio deu a pegada inicial e no máximo dez pessoas estavam no alvo das atividades suspeitas na área do esporte em Foz. E foi um escândalo, o ó do borogodó. Na recente iniciativa do Ministério Público do Paraná, o barulho é bem maior e envolve muito mais gente, com as ações por meio de parentescos beirando um ultraje. A Secretaria de Esportes da cidade virou um “negócio de famílias”.

 

Absurdos
O envolvimento de crianças, inclusive, merece um capítulo à parte, como se “jogo de amarelinha” estivesse incluído em modalidade olímpica! E o rei momo atleta de bolão? Que barbaridade!

 

A próxima discussão
Dia desses o Corvo mencionou a quantidade de encrencas envolvendo a Câmara desde os tempos da Pecúlio. E ao que consta, as investidas continuam, ou em razão das denúncias de quebra de decoro, ou a rebarba da Pecúlio, suas fases e desdobramentos. Anderson Andrade que se prepare, pois parece ser a bola da vez.

 

Nova visão
Antigamente, o fato de ser suplente de vereador era uma situação até entediante, porque dificilmente o eleito abandonava o cargo, a não ser que concorresse a deputado. Com tantos imbróglios, o fato de ser suplente está mais valorizado. As chances de assumir aumentaram consideravelmente.

Na sequência
Contaram para o Corvo o que muita gente não imagina: durante as fases da Operação Pecúlio, a Polícia Federal se concentrou nos casos mais consistentes. Passaram a peneira e foram em cima daquela penca de crimes e evidências. Acontece que o Ministério Público estadual está fazendo outras peneiradas, e os grãozinhos inexpressivos revelam outra quantidade de situações estranhas à boa condução da coisa pública. Segundo informaram, há novas vertentes administrativas do governo Reni em investigação; áreas que não foram abordadas nas fases da Pecúlio.

 

Esfinge
E com mais essa, o seu Reni Pereira continua no consciente popular das encrencas. Que coisa isso, hein? A cidade quer esquecer, mas está difícil. Não será de admirar caso resolvam inaugurar uma estátua para ele no Museu de Cera. Motivos há e não são poucos.

 

Rota Oculta
Os desdobramentos da operação que investiga irregularidades no transporte escolar “metropolitano” podem acertar outro alvo: o transporte coletivo em três cidades. Há ações indiretas que estão coçando a cabeça de muita gente. Leia-se “metropolitano” quando se fala na ligação entre Foz, Santa Terezinha, São Miguel e Medianeira.

 

Madrugada
Alguém telefonou para o Corvo, na madrugada de domingo, informando que houve plantão noturno no departamento de trânsito de uma cidade próxima. Além das luzes acesas, era possível notar o vaivém de sombras na repartição. Não eram fantasmas.

 

À tona
Mas há pelo menos um caso intrigante que envolve o setor de transporte: onde foram parar os 11 ônibus vendidos por uma empresa iguaçuense cujo pagamento, ao que se sabe, alguém esqueceu de providenciar. Como a empresa teve um rodízio de gerentes nos últimos anos, o caso parecia cair no esquecimento. A memória se arrefeceu com a prisão de algumas pessoas.

 

Ligação
Disseram para este colunista que ônibus convertidos para o serviço escolar abasteciam nas bombas de diesel de pelo menos uma empresa que atua nas linhas do transporte coletivo, e isso ocorreu por um bom tempo. Alguém estaria preparando um pacote de denúncias sobre este caso e outras particularidades, como o uso de peças via almoxarifado alheio.

 

Guerra de mobilidade
Faz tempo que há encrencas entre taxistas e motoristas de aplicativos. Isso não é novidade em Foz; a situação era um tanto velada, mas de uns tempos para cá se tornou mais agravante, perdeu o controle, porque está mexendo no bolso de todo mundo. Com tantos veículos levando gente pela cidade, é natural que a concorrência afetasse o segmento. As cooperativas de táxi não engolem de modo algum a invasão de no mínimo três aplicativos, pois além deles lidam com táxis paraguaios, “remisses” argentinos e outra leva de clandestinos. Antes dos arranca-rabos recentes, os taxistas estavam apanhando quietinhos. Foz era um paraíso se comparada com o que havia em outras cidades.

 

Nem pensar
“Depois que passei a usar o Uber, nunca mais sequer pensei em entrar num táxi; é mais barato, prático, eficiente e, em muitos casos, até mais confortável. Outro dia fui do boteco para casa de BMW”, disse um amigo ao Corvo. A situação desvalorizou até as negociações com os “pontos” de táxis, que apesar de licitados eram negócios de certa forma lucrativos quando negociados. Os táxis hoje vivem o mesmo dilema das linhas telefônicas, quando serviam até como investimento. Tudo muda, mas isso não precisa ser na base do sofrimento.

 

Canal das arábias
O amigo e jornalista Yassine Hijazi inaugurou a rádio on-line. Uma ótima iniciativa e totalmente aprovada pelo Corvo. Uma pena alguns espíritos de porco já começarem a bagunçar o coreto, como é de costume. Há quem se queixe pelo fato de a programação ser bilíngue (árabe e português). Na fronteira há programas de rádio em espanhol, guarani, português e o “idioma brasileiro mal falado”, do tipo “nóis veio”, “nóis fumo” e “nóis imo”. Diante de distorções linguísticas assim, programas em árabe, chinês, coreano… são muito bem-vindos.

 

Audiência
Considerando a colônia formada por pessoas de origem árabe em Foz, islâmicas ou não, a iniciativa de Yassine tem tudo para ser o maior sucesso. E os assuntos não faltam, eles vão desde relações diplomáticas, discussões sobre conflitos, história, colonização, cultura até gastronomia. A cotação do quibe, por exemplo, anda além da faixa de mercado, e seria uma boa o Yassine abrir uma discussão acerca de questões pitorescas assim. Que nada, é brincadeira do Corvo. Desejamos sucesso ao amigo!

 

Madrugando
O jornal passa por todo um processo de fechamento modificado. Obedecendo aos horários, este Corvo precisa fechar a coluna bem cedo, logo algumas cartas e assuntos serão encaixados posteriormente. Fica este aviso aos navegantes.

 

 

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