No Bico do Corvo Editado por Rogério R. Bonato

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23 de abril de 2019

 

E-mails e e-mails
Desde que o Corvo disponibilizou o endereço colunadocorvo@gmail.com, não param de chegar notas das mais diversas, e a novidade é que são assinadas, ou seja, quem as envia não usa pseudônimo ou se esconde nas iniciais do nome. Isso é muito bom. O Corvo, entre os comentários próprios, aproveitará para “esvaziar” a caixa postal nos próximos dias.

 

Chuvas
Prezado colunista, a prefeitura deve se mexer e armar estratégias de aproveitar a estiagem e realizar obras de prevenção às enchentes. A chuva do sábado à tarde pegou muita gente desprevenida. A gente ouve anúncios daqui e dali, mas quando as obras começarão?
Paulo Roberto Fonseca

O Corvo responde: ao que consta, a prefeitura conseguiu empréstimos, por meio de convênios, para a realização dessas obras. Estima-se que o investimento ultrapasse a casa dos R$ 30 milhões. Os anos foram passando, novos bairros surgindo e, ao que consta, não se preocuparam com a impermeabilização do solo; toda a sujeira, lixo, poeira… entopem galerias e assoreiam os rios que atravessam a cidade, logo, com as chuvas, eles transbordam. A situação chegou ao limite, sem contar que anda chovendo muito mais do que em outras épocas. Sim, a prefeitura precisa dar um jeito na situação, até porque estamos bem próximos de um ano eleitoral.

 

Desvios
Prezado Corvo, eu acho simplesmente ridículo algumas pessoas reclamarem pelo fato de fazerem um desvio em ruas onde haverá um viaduto há muito reivindicado. Francamente, alguém acredita que se pode compartilhar um acesso de entrada e saída da cidade, passando embaixo de pilastras e peças enormes de concreto? Invadindo o canteiro de obras? Nem no Paraguai, onde o trânsito e os motoristas são malucos, isso acontece. É preciso apenas ter calma e respeito, aí rapidinho o motorista suplanta o local sem maiores transtornos.
Lúcia Yamamoto

O Corvo responde: de fato, é preciso paciência nipônica para lidar com alguns apressadinhos. O Corvo viu uma porção de desabafos descabidos nas redes sociais. É simples, as pessoas devem planejar-se para desviar de um local que está em obras, ou seja, pensar um pouco antes e evitar o rebuliço. Este Corvo já faz o desvio quilômetros antes, usando vias paralelas, dando a volta na cidade se for o caso, mas há quem precise de fato passar pelo local onde está a obra ou que more nas redondezas. Tudo faz parte do progresso, ou será que preferem a situação antiga, que era uma vergonha? O negócio é respirar fundo, contar até dez, que logo teremos o viaduto e tudo voltará ao normal. Na verdade, ficará bem melhor!

 

Coelhos perdidos
Corvo, não sou protetora nem nada, apenas sinto um aperto no coração toda vez que vejo bichos sofrendo nas ruas da minha cidade. Na Páscoa, alguém teve a infeliz ideia de soltar coelhos nas imediações da Rodoviária. Vai ver achou que seria algo engraçado, mas deu sim muita tristeza nas pessoas, ao verem os pobres bichinhos assustados, se escondendo, tremendo de medo e com o frio da chuva. Alguém assim deveria ser processado. Uma lástima precisar presenciar algo assim.
Maria do Carmo Lisboa

O Corvo responde: prezada, esta notícia chegou ao Corvo na noite do domingo e havia muitos registros nas redes sociais. Pareceu mesmo ser uma brincadeira de péssimo gosto. Um coelho inclusive foi atropelado. Mas as pessoas se mobilizaram e conseguiram amparar alguns dos pobres bichinhos. Quando o assunto foi parar nas redes sociais, houve uma mobilização instantânea de preocupados com a situação.

 

Atentados
Prezado colunista, não é a primeira vez que travestis sofrem abordagens violentas na Avenida Costa e Silva. Desta vez a agressão foi muito violenta, quando atiraram na perna de uma dessas pessoas que ficam “fazendo ponto” naquele local, diga-se, bem próximo da Guarda Municipal. Isso não é lenocínio, Corvo? Será que essas pessoas não entendem que estão expostas a esses riscos? Lembro que certa ocasião espancaram um travesti na Avenida Brasil.
Raoni Medeiros

O Corvo responde: tentativa de lenocínio ou não, isso não justifica a agressão, ou a tentativa de homicídio. Essa intolerância está além dos limites e não deve ocorrer em hipótese alguma. Faz muito tempo que travestis e prostitutas “trabalham” naquela região e pouco se pode fazer; a prefeitura, polícia, governos… promovem ações sociais, mas um ou dois dias depois estão ocupando a área novamente.

 

Movimento
Corvo, no domingo pela manhã, alguns supermercados não abriram e, diante disso, precisei me socorrer no açougue. Foi muito complicado fazer compras no sábado, com aquele frenesi atrás dos ovos de chocolates. E com os mercados fechados, os açougues mais pareciam os postos de saúde, de lotados, cheios de fila por todos os lados. Era fila para comprar, fila para pagar, uma loucura. Mas, Corvo, descobri que alguns açougues de Foz estão bem equipados e se tornando minimercados, com um pouco de tudo à disposição, o que não é nada ruim. Os preços estavam bem acessíveis. Comprei inclusive um ovo de Páscoa lá.
Marcello Cirilo

O Corvo responde: sim, o Corvo enfrentou situação semelhante, mas foi muito bem atendido. A fila era de fato anormal, apesar de que o açougue que este colunista frequenta é sempre muito concorrido, porque fornece produtos de ótima qualidade. Muitas casas do ramo fecharam com o advento supermercadista, mas as casas tradicionais estão reinventando-se, por isso sobrevivem e conseguem segurar a freguesia. O Corvo conserva alguns hábitos do passado, não muda de açougueiro, barbeiro e jornaleiro.

 

Viagens
Então, Corvo, no espaço de uma semana, todos os vereadores, ou quase todos, viajaram ou para Brasília ou Curitiba, dividindo-se entre as capitais (do Paraná e do Brasil). Acho que só a Nanci não viajou. Ela deve ter pegado algum tipo de ojeriza em precisar viajar, desde o caso do Rock in Rio. Você aprova essas viagens?
Mário Cardoso de Almeida

O Corvo responde: o Corvo não é contra o fato de políticos conhecerem as esferas superiores, no meio em que atuam, mas se temos deputados, representantes tanto em Brasília como em Curitiba, o ideal seria que os nossos vereadores tratassem mais dos problemas caseiros, de outra maneira, com a comunicação tão estreita, nem se precisaria gastar com passagens aéreas, hospedagem e alimentação para esse tipo de contato. Veja, quem diz isso é a população. Num momento em que se prega a economia, toda contenção é necessária. Mas se as viagens produzem efeitos positivos, devemos avaliar melhor os resultados, antes de opinar erroneamente. Às vezes é necessário viajar em busca de recursos e para a facilitação de convênios. Não podemos esquecer que vereadores possuem estreitamento com as bancadas de seus partidos. Isso também não deve ser desprezado. Quanto à vereadora Nanci, o caso Rock in Rio está tornando-se um pouco cansativo. Primeiro, ela não viajou para lá com o dinheiro da Câmara; segundo, nem precisaria de um atestado porque o show ocorreu num dia em que não havia sessão; terceiro, precisa pedir autorização para viajar quem está cumprindo pena ou o prefeito, dependendo da quantidade de dias que ficará fora da cidade. E olha, os resultados na Justiça têm sido muito favoráveis para a Nanci. Muita gente poderá morder a língua em razão dessa confusão. Mas o Corvo é apenas um observador e prefere não emitir opinião. Outros vereadores não viajaram também. Rogério Quadros, Rosane Bonho, João Sabino, Edson Narizão e Nanci Rafagnin Andreola ficaram em Foz.

 

Descobrimento
Pois é verdade, seu Corvo: parece que o Brasil não fez aniversário. O que será que acontece? Em minha opinião, o descobrimento deveria ser mais comemorado do que a Independência, porque veio antes e foi um feito muito difícil. Deveria haver feriado nacional. Paramos para reverenciar a bandeira, mas não para lembrar o descobrimento. O que você pensa sobre isso, colunista?
Marcel Ramalho

O Corvo responde: prezado, há pontos de vista divergentes sobre comemorações. O Corvo não é muito afeto a elas, mas sempre faz questão de relembrar as datas importantes; cada uma possui um significado histórico importante. O Brasil é repleto de feriados nas cidades, estados e em comemorações cívicas nacionais. Paramos tantos dias durante o ano que isso chega a atrapalhar a força de trabalho. Comemorar e relembrar são uma coisa, precisar parar é outra. Trabalhar é bom para o corpo, alma e bolso.

 

Trânsito
Prezado articulista, não sei se você se movimentou pela cidade nos últimos dias, mas fiquei impressionado com o movimento na BR-469. Está ficando cada dia mais complicado atravessar a via. Será que não é possível colocarem uns semáforos por lá? O trecho está se tornando muito perigoso, especialmente para os pedestres e crianças.
Leonor Silveira

O Corvo responde: prezada, faz décadas que as comunidades pedem semáforos e outras formas de assegurar a travessia na BR-469, e a desculpa é que isso compete ao DNIT, porque se trata de uma via federal. Mas agora, como processo de revitalização, devem encontrar uma forma de pelo menos ordenar melhor o trânsito. Para quem já aguardou tanto tempo, não custa esperar um pouco mais. O fato é que depois de iniciarem a obra de duplicação, e que parou, praticamente não há acostamento e os espaços de travessia são muito estreitos. Os ônibus e caminhões passam em velocidade, e o vento chega a empurrar as pessoas para os buracos dos dois lados da pista. É um perigo, além de vergonhoso. Alguém precisa fazer algo, e urgentemente, independentemente do que virá e de quanto tempo levará.

 

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GDIA