No Bico do Corvo Editado por Rogério R. Bonato

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16 de fevereiro de 2019

Análises
Ontem o telefone do Corvo não parou um segundo. A notícia de capa do jornal, com o título “Paulo é inocentado em uma das ações que o tiraram da prefeitura”, causou um certo furdunço. Causou foi um “grande” furdunço. Na verdade, duas ações arrancaram o Paulo Mac da cadeira de prefeito, depois de vencer a eleição: essa em que foi absolvido na quinta-feira, referente ao Festhumor, e uma segunda por contratar os serviços para captação de recursos em favor do município. Paulo já se livrou de uma — segundo os advogados, a que era mais cabeluda. Resta a segunda, cujo resultado pode ser manifestado a qualquer momento.

 

A segunda ação
O Corvo vai explicar por cima, sem o juridiquês: Paulo, enquanto prefeito, descobriu que havia milhões em verbas nos programas do governo federal que seriam destinadas aos municípios por meio de projetos. Para conseguir esses recursos, precisava de uma estrutura especializada na captação, o que normalmente era um serviço prestado por meio de empresas a custos elevados. Paulo peitou o que identificou como uma espécie de cartel dos lobistas e fez diferente; contratou os serviços de uma pessoa com pareceres e o fez, segundo ele, de maneira transparente, tanto que houve um resultado surpreendente em favor dos cofres públicos. A captação teria superado a casa dos R$ 192 milhões em obras e programas dos mais diversos, o que demonstrou a capacidade da técnica Regina de Fátima Xavier de Cordeiro, pessoa muito competente e que não custava mais de R$ 5 mil ao mês.

 

Modernidade
O Brasil ainda é muito atrasado quando o assunto é captação de recursos, ao contrário de muitos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o lobismo não é crime, pelo contrário, é como asseguram o modo de vida. E no caso de Foz, Paulo e Regina, houve grande economia aos cofres públicos, porque não se pagava comissão sobre a captação, e sim um valor mensal para que o serviço fosse realizado. Não havia essa mão de obra especializada no quadro de servidores, alguém antenado e que ficasse o dia todo lendo os editais, conversando com os ministérios e autarquias. Mas o assunto foi parar na Justiça e ainda está rendendo. Vamos aguardar a decisão. A Justiça é soberana.

 

Expectativas
Este colunista pode publicar o que as pessoas expressaram; neste caso, devemos levar em conta que há uma porcentagem muito grande da população simpática ao Paulo, em razão de suas gestões à frente do município. Mas a expressão dos leitores e colaboradores pode não estar em acordo com as leis. Há, porém, quem garanta que se o Paulo livrar-se desses dois problemas, que lhe roubaram a cadeira de prefeito, pode ser reconduzido ao cargo, porque a eleição não teria sido anulada, e sim houve um pleito suplementar. Bom, corrigindo a linha de pensamento, só resta um pepino na horta do ex-prefeito.

 

O suplementar
Houve uma “eleição normal”, a que acontece a cada quatro anos, e o vencedor, no caso Paulo Mac Donald Ghisi, teve processos julgados antes da diplomação, o que o impossibilitou de assumir o cargo. Assumiu a presidente da Câmara e foi realizada a eleição suplementar, na qual o Chico venceu Phelipe Mansur e governa a prefeitura por um período mais curto. A suplementar está prevista no Código Eleitoral em casos específicos, como ocorreu em Foz. O comentário é que Paulo, inocentado, poderia reaver o cargo de prefeito, porque as condenações lhe causaram um prejuízo injusto, mediante as decisões futuras. Na linha de raciocínio do leitor e colaborador que pediu para não ser identificado, a eleição suplementar é que enfrentaria um processo de anulação. Pensa?

 

Na Justiça
Claro, Paulo, em caso de comprovação da inocência nos dois casos, terá de mover uma “maratona”, um caminho tortuoso no Judiciário, mas que não é impossível de realizar. Há vários casos assim, portanto, convertidos em precedentes. Resta-nos aguardar, porque lá em 2016, quando surgiu a possibilidade de afastarem o prefeito eleito, muitos especialistas garantiram que haveria muitos rounds nessa briga.

 

Desbloqueadores
A notícia de que há uma quadrilha usando desbloqueadores de alarmes em Foz causou um movimento fora do comum na busca por soluções para evitar o furto de veículos, bem como outras maneiras de aumentar a segurança nas residências. No caso dos veículos, volta à cena o velho e eficiente corta-corrente. Contra ele não há remédio.

 

Identificação
E a polícia pede ajuda da população na identificação do indivíduo e não envia uma foto? No caso, o suspeito de desbloquear os alarmes seria um boa-pinta, bem vestido e que usa óculos escuros. É pouco para a identificação. O que a redação conseguiu e que pode ajudar na busca do suspeito foi um vídeo. A foto publicada ontem na página 09, com uma tarja negra cobrindo o rosto do suspeito parcialmente, foi a única pista que conseguimos para a ajudar as autoridades. Aí fica difícil, mas vai fazer-se o quê? Acontece que quem trabalha na área da informação entende esse tipo de situação; como o “elemento” é um suspeito, não foi julgado nem condenado, por isso é um tanto perigoso acusá-lo.

 

Lá vem aumento
As empresas que fazem o transporte em Foz se queixam do ICMS sobre os combustíveis no Paraná e, em razão dessa incidência, pediram aumento de tarifa. Mas veio a intervenção, todo um esforço concentrado para o pagamento dos funcionários de uma empresa, e o pedido foi protelado. A prefeitura está coçando a cabeça para decidir porque sabe que a maré não está para peixe.

 

Ninguém entende
E o usuário não quer saber se a culpa é do ICMS, do ar-condicionado, da intervenção ou qualquer outro problema; ele não quer o aumento. E no mais, muita gente faz os cálculos e garante que é mais barato movimentar-se com o uso dos aplicativos, dependendo do destino. Nem tanto, o Corvo, por exemplo, não conseguiu fazer essa mágica.

 

Aplicativos
E os centenas de motoristas de aplicativos querem mudanças na regulamentação dos serviços. Argumentam que em Foz, ineditamente, “regulamentam os motoristas e não o aplicativo”. Pois o Corvo acredita que deveriam regulamentar também os veículos, porque alguns não deveriam prestar o serviço. Deve haver muitas denúncias sobre isso.

 

Farmácias nas UPAs
É o que os vereadores estão pedindo, porque as Unidades de Pronto Atendimento estão localizadas em pontos distantes, e o doente que sai de lá precisa peregrinar até encontrar um plantão para comprar um remédio. Esses dias o Corvo passou por situação semelhante. Foi ao médico de noite e só havia farmácia aberta na Avenida Brasil. Para quem tem um carro já é um tormento, imagina para um doente a pé e sem recurso?

 

Rosane e a saúde
Criar uma “taxa de turismo” para empregar o dinheiro na saúde pode não ser uma maneira de resolver o problema. Era o projeto da vereadora e que, por orientação jurídica, foi retirado. Uma decisão acertada. Dinheiro do turismo deve atender ao setor. A saúde em Foz possui muito dinheiro, o problema está na administração e na demanda de pacientes de outras cidades. A saúde em Foz é um buraco que só aumenta. Uma barbaridade!

 

Vermelho
Seu Corvo sem vergonha, está tornando-se o porta-voz oficial do Vermelho. Se ele fizer uma radiografia, o senhor, decerto, vai aparecer grudado nas partes íntimas dele. Mas se está publicando é porque o deputado está trabalhando, o que é algo bom. Também considero que o Vermelho está movendo-se muito bem para um estreante. Está superando as expectativas.

O Corvo responde: prezado, o que motivou o Corvo a escrever as notas foi a matéria publicada na página 04, da edição de ontem, na qual o deputado alcançou destaque ao defender o pacto federativo e a reforma tributária na Confederação Nacional de Municípios. Mas o Corvo optou por publicar aqui notas com o tom bem-humorado, como apreciam os leitores.

 

Pedágio
Se o governador Ratinho Junior conseguir diminuir a tarifa dos pedágios em 50%, cairá nas graças dos usuários. Mas há quem defenda que a redução deve superar a casa dos 70%. E sobre o assunto, a possibilidade de as cooperativas agrícolas assumirem os pedágios começou a ser rediscutida. A solução pode estar aí, porque cooperativas possuem outras finalidades, mas escoar a safra é a mais complicada delas e que impõe prejuízos por causa do valor praticado nas guaritas. Se as cooperativas entrassem no negócio, teríamos pavimentação mais adequada, resistente e estradas duplicadas, e isso em pouco tempo. É o que garante um especialista no assunto. Resta saber se as cooperativas vão querer.

 

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