Rogério Bonato

22 de setembro de 2017

Brasília

Francamente não dá nem para ouvir falar do que há em nossa capital federal. Nada, absolutamente nada, resulta em favor do cidadão; tudo é corrupção, desvios, manobras para não irem para a cadeia.

Reforma eleitoral
Alguém acredita que os deputados estão sintonizados com a população sobre como fazer eleições no Brasil? Estão é arquitetando formas de reeleição, blindando a renovação política, e isso é tudo o que a população precisa: renovar. Com os mesmos, do alto, médio e baixo clero, não vamos a lugar algum. Tudo vai ficar na mesma.

Na padaria
Perguntei ao amigo que acorda às 3 da madrugada para meter a mão na massa, literalmente, o que pensa sobre a “reforma eleitoral”. Ele foi rápido na resposta: “Não consigo entender essa movimentação toda sobre ‘distritão’, listas, voto vinculado; dá a impressão de que estão fazendo marola para deixar tudo do mesmo jeito”. O meu amigo não está errado. Mas ele vai adiante: “Reforma, na minha opinião, é aquela que derruba a obrigatoriedade de votar, de eleger quem de fato tem chances, e, de alguma maneira, inventarem um jeito de barrar quem de fato atrapalha a vida dos demais”. Sabemos que a discussão deveria ser bem mais ampla.

Querência
Toda cidade brasileira quer ter o seu deputado. Considerando que o Brasil possui 5.570 municípios e 513 deputados federais, é mais difícil entrar na Câmara Federal do que passar em vestibular de medicina. Mas vamos analisar os números às avessas: há no Brasil 513 deputados federais, 81 senadores, 1.059 deputados estaduais e mais 57.931 vereadores; eles perfazem o perfil do Poder Legislativo em quase 60 mil membros, o que quer dizer uma penca de representantes. Isso custa bilhões. O brasileiro ainda não fez uma conta sobre o resultado produtivo desse esforço para sustentar tanta gente e suas mordomias. A ficha ainda não caiu.

Se depender…
Como o povo generaliza, se dependesse da maioria não haveria mais o Legislativo; os representantes seriam juízes ou militares, gente paga para colocar ordem nas coisas. Sem a generalização, vamos entender que elegendo gente que de fato cumpra com a obrigação já estará de bom tamanho.

Discussão
O negócio é discutir, dialogar, encontrar forma para essa tal reforma que pelo visto será adiada mais uma vez. A Câmara terá de deliberar sobre as novas denúncias do MPF contra o presidente Temer. Detalhe, não são mais as denúncias do Rodrigo Janot, mas agora também da sucessora, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, indicada pelo Temer, aliás.

E o que vai ser?
Há um campo muito grande para a análise do tema, com gente acreditando que os deputados não vão segurar as pontas do presidente desta vez. Eu tenho lá as minhas dúvidas. Caso os deputados ouvissem o povo, Rodrigo Maia estaria usando a faixa. E que cargos sobraram para as negociações? O dinheiro, pelo visto, está numa conta bancária controlada pela Justiça, se bem que nem os R$ 51 milhões encontrados num apartamento seriam suficientes para bancar uma ação assim. É verdade, o Brasil não é para amadores.

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