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Blog dos colunistas

2 de julho de 2017

Denorex
Só os mais antigos (como este signatário) se lembram do xampu que parecia remédio, mas não era remédio. E o bordão da propaganda era ‘parece, mas não é’. A citação cai bem no caso da conjuntura atual brasileira: parece que o país vai acabar amanhã, tamanha a profusão de escândalos políticos e de violência, não é mesmo? É. E a desfaçatez anda tão fora da casinha que um deputado federal de Minas Gerais, Newton Cardoso Junior (PMDB-MG), incluiu no texto da MP 783/17 (que institui o Programa Especial de Regularização Tributária – PERT), da qual é o relator, a concessão de descontos de até 100% nos juros e multas a serem aplicados a quem deixou de pagar seus impostos. Detalhe: há um sem-número de parlamentares em dívida com a Receita Federal, entende? As excelências devem mais de R$ 530 milhões à Viúva…
E a violência anda de tal forma descontrolada que até gente que sequer havia nascido já se tornou vítima: Arthur foi baleado ainda no ventre de sua mãe, Claudineia dos Santos Melo, numa favela (do Lixão) em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Pois é.
Mas noves fora as questões políticas medonhas e a violência desenfreada, notícias frescas dão conta de que o Brasil já está fora da maior recessão de sua história. Nos últimos 12 meses entraram no país cerca de US$ 80 bilhões para investimentos de longo prazo (atenção: não é dinheiro que veio atrás de juros altos, mas à procura de oportunidades de negócios!), ou seja, é dinheiro que veio para aquisição ou participação em empresas nacionais ou para expansão de negócios já existentes. E a pergunta que não quer calar: investidor estrangeiro poria dinheiro num país cujas perspectivas seriam ruins?
Tem mais: no transcorrer deste julho a Itausa (holding que controla o banco Itaú, dentre outras empresas) comprou a Alpargatas por R$ 3,5 bilhões. É bem verdade que a empresa foi comprada pelos irmãos Batista por R$ 2,7 bilhões com dinheiro emprestado pela Caixa Econômica – o que não vem ao caso em tela – mas também não deixa de ser um detalhe, uma evidência enorme de que as coisas estão melhorando e vão melhorar ainda mais, em que pese a política. Parece que tá ruim, mas tá bom!

 

Perguntar não ofende!
Na terça-feira, dia 25 de julho, tomou posse no Ministério da Cultura o Sr. Sérgio Sá Leitão. No ato da cerimônia não passou despercebida a presença do Sr. José Sarney.
Detalhe: o último mandato parlamentar de Sarney terminou em 2014 (ele era senador pelo PMDB do Amapá); Sarney não quis disputar mais uma eleição, segundo sua assessoria à época, alegando que ‘a política andava muito desestimulante’. Na verdade, Sarney não quis mesmo foi passar pela derrota que certamente as urnas lhe imporiam.
O que diabos fazia José Sarney na posse do novo Ministro da Cultura?

 

Cidadania
Foi do advogado de São Bernardo do Campo, Sr. Carlos Alexandre Klomfahs, a ação impetrada na justiça contra o aumento das alíquotas do PIS/COFINS no preço dos combustíveis. Quem acatou a ação popular foi o doutor Renato Borelli, juiz federal substituto da 20ª. Vara Federal do Distrito Federal.

 

Um exemplo a ser seguido
“Em 2018 vou mostrar toda a minha compreensão do que está acontecendo e dar minha resposta contra os corruptos, como cidadão, nas urnas”.
Do procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, provavelmente em resposta à afirmação do presidente Michel Temer acerca da compreensão do povo para os aumentos de impostos.

Sorte e saúde sempre a todos!
Contato: idgarjunior@gmail.com

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25 de maio de 2017

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