Como os cuidados íntimos básicos podem melhorar a qualidade de vida das mulheres

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Como os cuidados íntimos básicos podem melhorar a qualidade de vida das mulheres

Um dos objetivos, segundo a médica, é fazer com que as mulheres se conheçam mais e melhor, se amem por inteiro e procurem evitar assim, vários problemas recorrentes em saúde ginecológica

Com mais de vinte anos de experiência clínica, a médica ginecologista Laura Lúcia Martins percebeu, que entre os principais problemas apontados pelas pacientes que atende diariamente em seu consultório, está a falta de informação sobre a saúde íntima. “Algumas mulheres sabem pouco ou quase nada sobre os cuidados básicos com a região íntima ou sobre a própria intimidade e essa falta de informação e de autoconhecimento acabam prejudicando inclusive a autoestima da mulher”, afirma.

Na opinião da médica, a saúde íntima feminina ainda é um assunto muito velado, cheio de tabus e vergonhas que acabam dando espaço para informações desconexas e muitas vezes, sem comprovação científica. “As mulheres ficam perdidas.
Muitas acabam optando por tratamentos e produtos que estão em alta no mercado e às vezes colocam a própria vida em risco, sem ter ideia do perigo ao qual estão se expondo”, alerta.

Informação na rede

Percebendo que muitas mulheres poderiam evitar
certos problemas de saúde praticando algumas ações preventivas, em setembro de 2016, Laura Lúcia começou a gravar vídeos em um canal no YouTube.

Na avaliação dela, o retorno vem sendo positivo e o número de seguidores, que no Youtube chegou a 100 mil em novembro de
2017, já passa dos 330 mil. “São mulheres com dúvidas aparentemente simples, que precisam de informações para as atividades rotineiras de saúde e de higiene íntima”, afirma Laura. “Deixo bem claro que não uso esses canais para fazer  consultas, mas sim para passar informações médicas sérias, atuais e baseadas em estudos científicos”, adverte. Um dos objetivos, segundo a médica, é fazer com que as mulheres se conheçam mais e melhor, se amem por inteiro e procurem evitara assim, vários problemas recorrentes em saúde ginecológica, como corrimentos, coceiras, maus odores, cistites e dores durante as relações sexuais.

Sintomas que muitas vezes incomodam e aumentam a procura ao médico e a perigosa automedicação. “Fala-se muito mais de
sexo do que dos cuidados básicos com a nossa saúde íntima. O sexo só será bom, se a mulher estiver saudável, portanto é importante que ela saiba se cuidar e tenha acesso às informações corretas.” Laura Lúcia afirma que um dos objetivos é falar de
uma realidade que muitas vezes não é tratada pelas mulheres, não é discutida ou que ainda fica entre as paredes do consultório médico, limitando a qualidade de vida e a autoestima das pacientes.

Saia com saia

A preocupação com a saúde íntima da mulher começou bem antes desse trabalho que a médica vem desenvolvendo na internet.
De acordo com ela, em 1997, quando iniciava a carreira como ginecologista e obstetra, percebeu que muitas pacientes sofriam com problemas recorrentes na região íntima. Estudando sobre o assunto, concluiu que muitos desses problemas poderiam ser evitados se a região não fosse abafada, como ocorre, normalmente, quando se usa calças jeans apertadas demasiadamente.
A partir disso, Laura Lúcia passou a orientar as pacientes e em setembro de 2014, a campanha tomou corpo e deixou o limite de seu consultório. “Saia com Saia é uma campanha de saúde para que a mulher conquiste a liberdade de ser saudável”. Esta campanha está baseada em 4 atitudes que ajudam a prevenir pelo menos 8 problemas ginecológicos mais frequentes:

As 4 atitudes recomendadas

– Usar mais saias e vestidos ou calças, shorts e bermudas soltinhos, e evitar a calça jeans apertada todos os dias.
– Dormir sem calcinha.

– Adquirir as calcinhas adequadas.
– Praticar corretamente os hábitos de higiene (lavar, secar, depilar, ter os cuidados básicos durante o período menstrual, com
absorventes, coletores e usar os produtos adequados à região íntima feminina).
Além das redes sociais, a divulgação das práticas é feita também em palestras. Com a divulgação, muitas empresas inclusive,
já trocaram o uniforme das funcionárias, que deixaram de usar calças apertadas e aderiram às saias e vestidos. De acordo com a médica, mulheres relataram melhoras na vida íntima e conjugal, apenas por terem mudado hábitos errados que elas nem sabiam que estavam associados aos problemas recorrentes que apresentavam.

LAURA LÚCIA NAS REDES SOCIAIS:
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