Chuva destrói parte de microcentro em Ciudad del Este e assusta turistas

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Chuva destrói parte de microcentro em Ciudad del Este e assusta turistas

Uma forte tempestade na madrugada de segunda-feira (11), destruiu parte do microcentro de Ciudad del Este, no Paraguai. A chuva rompeu uma parte do asfalto nas Avenidas Adrián Jara e Piribebuy, arrastou escombros de várias calçadas recém inauguradas e espalhou vários quilos de lixo.

Pela manhã, moradores, comerciantes e turistas se depararam com a situação caótica e tiveram dificuldade para abrir os estabelecimentos devido ao acúmulo de entulhos trazidos pela enxurrada. Abalados, os empresários lamentaram a situação e a má qualidade das obras realizadas para “resolver” os problemas estruturais do município.

Boa parte dos turistas desistiram das compras ao verem o estado das ruas, que ficaram alagadas e cheias de lama. O lixo das calçadas se misturou aos entulhos das obras, entupindo bueiros e piorando ainda mais a situação. Cruzar algumas vias da área comercial a pé, se tornou uma missão impossível em poucos minutos de chuva.

Empresários e taxistas reclamaram dos prejuízos e do transtorno provocado pelo atraso na conclusão dos trabalhos da quarta fase de reformas na região central. “O problema é que toda obra que começam na cidade, demora muito tempo para ser concluída, ou acaba ficando esquecida. Qualquer chuva que cai é suficiente para causar essa bagunça. Espanta os clientes e faz com que os turistas levem uma impressão ruim da nossa estrutura”, disse o presidente da Associação dos Trabalhadores e Comerciantes Independentes (ATRACI), Javier Miranda.

Segundo Miranda, os transtornos com canos quebrados, ralos entupidos, buracos no asfalto e nas calçadas e lixo são praticamente diários e os materiais usados nos reparos não são de boa qualidade. “Toda reforma que iniciam aqui fica pela metade ou nunca está bem feita, por isso, sempre que cai uma chuva como essa tudo vai embora outra vez. Falta comprometimento, seriedade com o trabalho porque todo reparo normalmente dura apenas uma semana, e o problema reaparece, muitas vezes pior”. Contou.

Lojas de rua

Três anos após a retiradas das barracas de rua em Ciudad del Este, apenas 60% dos comerciantes receberam lojas novas. A ação foi iniciada em agosto de 2014 com o objetivo de revitalizar e melhorar a aparência das principais vias de comércio da cidade.

Na época, a situação causou revolta nos camelôs, que só acalmaram os ânimos após receberem a promessa de que seriam construídas lojas fixas e regulamentadas para os trabalhadores. Segundo o presidente da ATRACI, a ação ficou apenas no papel, pois até o momento, a situação segue sem resposta e mais de 2 mil comerciantes continuam alojados provisoriamente em tendas a céu aberto, aguardando o término das obras. (Foto: Vanguardia – PY)