Bom dia, leitor!

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11 de setembro de 2017
Na geral
11 de setembro de 2017

Bom dia, leitor!

‘Carpe diem’!
– Hoje, dia 11 de setembro, é comemorado o ‘Dia do Cerrado’.
– Nesta data, em 2001, ocorreu o atentado às Torres Gêmeas em Nova York, EUA. Já faz 16 anos que ocorreu essa tragédia.

Merdinha e bundão
Foi com estes adjetivos que João Pedro Stedile convocou seu ‘exército’ para apoiar Lula no dia 13 de setembro em Curitiba: “Agora, dia 13 de setembro, quando aquele merdinha do juiz de Curitiba [vaia]; tá bom, não é merdinha, é bundão, o Moro, que não tem moral nenhuma para criminalizar o Lula, nós dos movimentos populares estaremos lá em Curitiba pra dizer pro Moro: não mexa com o Lula que mexe com nóis”.
Bem, vamos aguardar a quarta-feira, não é? Vamos ver a quantas anda o generalato de Stedile.

Doença holandesa
“O pré-sal foi um dos grandes males para o Brasil”. Palavras de Antônio Palocci Filho ao juiz Sérgio Moro na semana passada. Ele disse ainda que o governo não soube lidar com a riqueza e o pré-sal se tornou um grande problema: “Porque se fez todo tipo de iniciativa, de processo sem controle, sem estudos adequados, sem cálculos adequados. E muitos projetos acabaram não saindo do papel”. Palocci se referia, entre outras coisas, às refinarias Premium 1 e 2 (que seriam construídas no Maranhão e Ceará), que custaram R$ 6 bilhões e jamais se materializaram.
Em tempo: a Holanda, nos anos 60, se beneficiou muito da venda de gás para outros países e isto gerou uma valorização extraordinária de sua moeda, o que redundou no encarecimento dos produtos manufaturados que exportava. Sua indústria quase foi à lona.

Despreparo e amadorismo
Com o pré-sal (que o ex-presidente Lula chamava de bilhete premiado) e o despreparo agora revelado e assumido pelo ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma Rousseff, o que era para ser motivo de comemoração (e riqueza) virou questão de polícia.
Os governos petistas meteram os pés pelas mãos na questão petrolífera brasileira, adotando o método de partilha em lugar das concessões, do conteúdo mínimo nacional (coisa que nenhum país líder em equipamentos faz) e na corrupção que afundaram a Petrobras e a tornaram a petroleira mais endividada do mundo.

Ah, Geddel..!
Agora que Geddel Vieira Lima foi preso, depois de a Polícia Federal ter descoberto que ele tinha um ‘bunker’ onde guardava R$ 51 milhões, ele não escapará da necessidade imperiosa de uma delação premiada. Por que? Porque Geddel é peixe menor, bem menor que Antônio Palocci Filho – que está preso há quase um ano (dia 26 próximo faz um ano) e foi condenado por Sérgio Moro a 12 anos e 2 meses de prisão. A delação de Geddel é pule de dez; uma questão de tempo.
Detalhe: há quem diga que Geddel Vieira Lima fazia para Michel Temer o serviço que Antônio Palocci Filho fazia para Lula.

Castelo de cartas
A Lava Jato segue sua trajetória e vai deixando marcas. Não com a brevidade que o senso comum deseja e sem o estardalhaço que certas editorias tanto prezam. Na semana que passou, com a prisão de Geddel Vieira Lima pela Polícia Federal e o depoimento devastador de Antônio Palocci Filho ao juiz Sérgio Moro (a respeito da aquisição de um prédio para o Instituto Lula), ficou claro que a alta cúpula do PMDB em geral e o presidente Michel Temer em particular terão outros ainda mais sérios problemas com a Justiça Federal num futuro breve; e o ex-presidente Lula terá piorada sua situação que já anda complicadíssima.

É segunda-feira, leitor. Coragem e força no recomeço, ok?
Que sua semana seja de trabalho bom e recompensas ainda melhores.
Sorte e saúde a todos, sempre.