Bom dia, leitor!

Corvo acompanhado
12 de setembro de 2017
Na Geral
12 de setembro de 2017

Bom dia, leitor!

‘Carpe diem’!
– Hoje, dia 12 de setembro, faz um ano que o ex-deputado Eduardo Cunha foi cassado por 450 votos a 10 pela Câmara Federal.
– Nesta data, em 1962, o presidente americano John Kennedy proferiu na Universidade de Rice discurso que inaugurou a corrida espacial para a lua.

Reforma da Previdência
Voltou a fazer ruído a discussão quanto a apreciação da Reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. Em maio, quando explodiu a notícia dando conta dos diálogos gravados entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer, todos os trabalhos ficaram paralisados, uma vez que a oposição se fortaleceu com o discurso segundo o qual a Previdência é superavitária, não poderia ser reformada com a retirada de direitos adquiridos em anos de luta e toda a canseira e calor que debates do tipo suscitam.
Agora que Joesley caiu em desgraça e suas gravações correm sério risco de serem tornadas ilegais, o Palácio do Planalto já fala em retomar os trabalhos com vistas a aprovação da reforma.

Combinou com os russos?
Talvez em razão do tanto que anda interessado em melhorar sua popularidade e imagem, o presidente Michel Temer adota uma posição bastante proativa. O zum-zum-zum da Reforma da Previdência é prova disso. Entretanto, noves fora o fato de Joesley Batista se ver enroladíssimo com a Justiça Federal e o bambu de Rodrigo Janot estar acabando antes que ele consiga apresentar novas denúncias contra o presidente, há um terceiro fator a rondar a sorte do presidente e da cúpula de seu partido: Geddel Vieira Lima não ficará em silêncio por muito tempo, ainda mais agora que está preso. E Geddel terá muito pra contar depois que as traficâncias do operador Lúcio Funaro vieram à tona após a celebração de acordo de delação premiada, o que comprometerá Michel Temer e a cúpula do PMDB (leia-se Romero Jucá, Eliseu Padilha e Moreira Franco).

E daí?
Bem, quando Rodrigo Janot apresentou denúncia por corrupção passiva na Câmara Federal contra o presidente Michel Temer, este se movimentou com as forças que tinha para se articular no Congresso de modo a barrar a aprovação da denúncia. Hábil negociador, o presidente lançou mão das inarredáveis emendas parlamentares para ‘convencer’ os congressistas a votarem a seu favor.
E agora? Bem, agora o chumbo é muitíssimo mais pesado que o de Rodrigo Janot. Não vão ser as gravações de um ‘falastrão’ que envolverão o presidente em novo escândalo, mas alguém de seu convívio íntimo – Geddel Vieira Lima – e um operador que tem informações como datas, valores, números de contas bancárias – Lúcio Bolonha Funaro, ambos presos.
O tempo nos dirá quantas vidas tem o presidente.

Cana dura
E por falar em Lúcio Funaro, seu acordo de delação premiada redundou numa condenação que implica o pagamento de R$ 45 milhões em dez prestações semestrais (cinco anos para pagar, portanto), o cumprimento de 2 anos em regime fechado e outros seis em prisão domiciliar – com regime progressivo a cada dois anos: fechado, semiaberto e aberto.
Mas não é só isso: Funaro cumprirá ainda outros 4 anos de serviços à comunidade e mais 6 anos de cursos a serem definidos pelo Ministério Público Federal.

Bye, bye Brasil!
Deu no blog de Claudio Humberto: o plano de Joesley Batista com a gravação de Michel Temer era implodir os Três Poderes da República, vender tudo o que tinha e se mandar: “Tem que ser ‘tchau’ e não voltar aqui mais nunca”. A estratégia era se blindar da Justiça Federal e se mudar para os EUA, onde seu grupo controla 57 empresas.

É terça-feira, leitor.
Que o dia seja de surpresas para lá de boas.
Sorte e saúde a todos, sempre.