Reciel

19 de outubro de 2017

Colégio Mitre completará 90 anos sem o devido reconhecimento histórico

Fundado em 15 de novembro de 1927, o Colégio Estadual Bartolomeu Mitre ainda não é reconhecido como Patrimônio Histórico do Paraná. Diversas solicitações já foram feitas ao Governo do Estado, mas até hoje nenhuma resposta foi obtida.

Com o tombamento, o colégio mais antigo de Foz do Iguaçu receberia verbas especificas para preservação de sua história e conservação do prédio. “Pleiteamos junto ao Governo do Estado, mas até hoje não foi oficializado nada”, conta a agente educacional Jurema da Rocha Goulard, que está há 19 anos no Mitre.

Segundo ela, a última grande reforma feita no colégio foi em 2000, quando o Governo do Estado autorizou a ampliação e com o apoio da Prefeitura foi construída a Praça das Nações, também conhecida como “Praça do Mitre”.

Devido a problemas estruturais feitos nesta época, em fevereiro deste ano o governo repassou verbas para pequenos reparos, como a troca do forro do telhado. “Começou em fevereiro, mas ainda não terminou. Estamos esperando um novo aporte para melhorias na parte elétrica e pintura do prédio”, contou a funcionária. No Paraná existem 19 edifícios que abrigam, ou abrigaram, instituições de ensino, tombados pelo Patrimônio Histórico do Estado.

Moção de Aplauso

Em reconhecimento a trajetória do colégio, a Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu concederá, no dia 16 de novembro, uma Moção de Aplauso a instituição. A homenagem foi proposta pela vereadora Nanci Rafagnin Andreola. A moção nº 09/2017 será entregue durante a sessão da Câmara, as 9 horas da manhã, e contará com a presença do atual diretor, Laércio Boufleuer e a auxiliar de direção, Regina Salete dos Santos,  além de alunos e autoridades locais. Outras atividades internas com alunos devem ser organizadas pela direção.

 História

Quando foi fundado, em 1927, sob a gestão do prefeito Heleno Schimmelpfeng,  o colégio se chamava Grupo Escolar Caetano Munhoz da Rocha e ficava em frente à Praça Getúlio Vargas. O nome era uma homenagem ao governador do Paraná na época.

As aulas iniciaram oficialmente no dia 15 de janeiro de 1928, tendo como primeiro diretor o Monsenhor Guilherme Maria Thiletzek e os professores João Worth, José Winks (ambos padres), Aretuza Reis e Silva, Francisca Vesini Correa e Otília Schimmelpfeng.

Somente no governo seguinte, em meados dos anos 50, passou a se denominar Grupo Escolar Bartolomeu Mitre, em homenagem ao político, escritor e  militar argentino que durante a Guerra com o Paraguai (1864) impediu que as tropas paraguaias cruzassem o território a oeste do Paraná.

Foi nesta mesma época que o colégio mudou-se para a avenida Jorge Schimmelpfeng, como lembra Jurema Goulart. “Foi no final dos anos 50 que o Mitre mudou para uma pequena casinha de madeira, e depois passou para alvenaria. Naquela época não havia outra escola em Foz”.

Educação

A partir da sua instalação, o Grupo Escolar Bartolomeu Mitre ofereceu o ensino de 1ª a 4ª série as crianças do município. Em 1951, abrigou o Curso Normal Regional – Nível Ginasial. Foi só em 1957 que começou a ofertar os cursos de segundo grau, hoje denominado de Ensino Médio.

A bandeira da escola nas cores bordô e branca – utilizadas até hoje nos uniformes – foi criada em 1976 pelos alunos Inorbel Viega e Enis Aguilar, através de concurso realizado entre os alunos.

Foi só em 1977 que a instituição passou a se chamar Escola Estadual Bartolomeu Mitre, e em 1982 foi  instalado o busto do general em frente à escola, com a presença do bisneto de Bartolomeu Mitre, professores e alunos. Atualmente o colégio conta com 65 professores e 16 funcionários divididos no setor administrativo e serviços gerais. São 960 alunos matriculados nos três períodos, distribuídos em Ensino Fundamental, Médio e CELEM – Espanhol e Inglês.

(Thays Petters /Foto: Arquivos)

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