Agradeço

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13 de outubro de 2017
Sexta-feira 13
13 de outubro de 2017

Agradeço

No passado, esbocei restrições em algumas ocasiões sobre a quantidade de concessões de títulos de Cidadãos Honorários. Mas jamais, em momento algum, expressei contrariedade a algum nome e homenageado. Os vereadores possuem um termômetro bem calibrado sobre a temperatura da opinião pública — e, em algum momento, ao longo dos exercícios legislativos, a regra mudou, limitando um número de concessões para cada parlamentar. Não quero aqui justificar as críticas que fiz, ainda por ser agraciado com a honraria, mas é verdade que ela passou a ser mais discutida, apurada em seus valores, entre os membros da Casa de Leis, de maneira que as pessoas não sejam prejudicadas em caso de a maioria não concordar com a concessão. E é quando se recebe uma homenagem assim que se sabe o peso que ela possui e a diferença que faz. Por isso tenho mais é de agradecer.

Trajetória
É chato escrever na primeira pessoa, vejo isso como um certo abuso, mas como se faz um agradecimento em momento assim, sem discernir o teor do reconhecimento que foi prestado? Escrevo o seguinte: nenhum cidadão faz as coisas, defende a cidade que o abrigou, luta em prol das causas necessárias, para merecer um título de Cidadão Honorário ou Benemérito. As pessoas fazem porque consideram que é necessário enfrentar as situações, e é daí que surgem iniciativas nas mais diversas frentes. Conheço várias pessoas que são assim, “fazem”, independentemente do fato de serem valorizadas ou reconhecidas. Simplesmente fazem porque é preciso. E é daí que o ato se multiplica, quando recebe o apoio de outros. Em minha experiência pessoal, ter uma honraria a esta altura da vida é como ouvir: “Rogério, você fez coisas boas, foi um cidadão que defendeu causas, fez o que precisava ser feito, e isso causou diferença”. Daí o reconhecimento é uma espécie de manutenção no ânimo; motiva, mexe com a gente, leva-nos a fazer mais.

Não é fácil
Gostaria de citar alguns exemplos e neles inserir as dificuldades, coisa que nunca fiz porque sempre as enfrentei com naturalidade. Paguei o preço de cabeça erguida. A Canja do Galo Inácio, por exemplo, era algo impossível aos olhos de muita gente. Onde se viu fazer uma canja gigante, no meio da rua, pensando em nada gastar e em tudo beneficiar uma entidade por ano? “Você é louco”, disse um amigo. Mas ele se juntou aos voluntários, e a canja caminha para o 20º ano e com o apoio da Igreja Católica, na pessoa dos padres Germano Lauck (em memória) e Giuliano Inzis. O evento completará 18 edições no próximo carnaval. Não foi diferente com a Feira do Livro; houve várias reuniões e até uma audiência pública para convencer os setores comunitários. Foi também uma luta para implantar o Carnaval da Saudade, no centro da cidade, onde existe uma igreja evangélica em cada rua.

Conviver com o difícil
Quem não faz nada não enfrenta o “difícil”, não acerta e também não erra. Acontece que o erro ajuda no aperfeiçoamento, e isso pesa favoravelmente na balança do tudo que é feito. Quem não faz nada não ajuda. Eu prefiro a vida toda fazer, acertando e errando, a nada fazer. Assim, um reconhecimento como um título de Cidadão Honorário faz muita diferença e traz a felicidade de entender que a maioria das coisas que fiz valeu a pena.

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GDIA