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16 de abril de 2019

Outra bola fora
Abraham Weintraub, em seu discurso de posse, disse: “Se o Brasil tem uma filosofia de educação tão boa, Paulo Freire é uma unanimidade, por que a gente tem resultados tão ruins comparativamente a outros países? A gente gasta em patamares do PIB igual aos países ricos”. O que ele tem contra Paulo Freire? Se o Brasil da direita ou da esquerda, em algum tempo, investisse ou acreditasse um pouco no educador, este país seria bem mais educado. O fato é que não fizeram absolutamente nada.

 

O diesel e as consequências
Quem vai saber como o Bolsonaro recebeu as palavras do ministro Paulo Guedes em Nova Iorque, ao repetir várias vezes que o presidente “nada entende de economia”? A interferência na Petrobras, pelo visto, fez surtar o economista; a maior empresa brasileira ficou 32 bilhões mais pobre da noite para o dia. Além do mais, isso mexeu com as bolsas. O caldeirão pode ferver hoje no Palácio da Alvorada.

 

As câmeras
Da última vez que a prefeitura colocou câmeras nas unidades básicas de saúde foi um quiproquó! Fizeram queixa no Ministério Público e, depois de uma delongada batalha, os equipamentos foram retirados. “De onde se viu vigiar servidores? E os doentes, coitados, moribundos, sendo filmados em condições constrangedoras.” Não foi diferente no caso das escolas públicas, onde até alguns pais não se conformavam com o fato de os filhos serem vigiados. A visão é bem distorcida sobre monitorar os edifícios públicos, e isso logicamente favorece quem não quer os locais vigiados.

 

Privacidade
O caso é que o sistema de monitoramento não é instalado com a finalidade de violar a privacidade de pacientes e alunos, e sim para ao menos intimidar a bandidagem. Não há um dia em Foz que uma creche, escola ou posto de saúde não seja invadido por depredadores. Além de roubarem botijões de gás e equipamentos como computadores, destroem o restante, com uma marca muito característica da doença influenciada pelas drogas. Os invasores barbarizam onde entram. No mais, vigiar locais públicos ajuda, e muito, em caso de esclarecer ataques a servidores e crianças que estão nas escolas. Mas existe o lado da legalidade, e é aí que a coisa desanda.

 

Prognóstico
Depois das últimas e tenebrosas ocorrências, quem será que vai contestar a instalação de equipamentos de monitoramento? A prefeitura pode espernear diante dos recursos, pois eles, decerto, não foram incluídos no orçamento, levando em conta o histórico, porque, além do preço de instalação dos equipamentos, pagaram inclusive a retirada, o que dá vontade de chorar, levando em conta o esforço público. Mas no fundo até o governo deve ser a favor da vigília eletrônica. Chico terá pelo menos como se defender, argumentando que obedeceu ao Legislativo. Mesmo assim corre o risco de levar uma raquetada no âmbito da improbidade, destino final dos que desafiam a Constituição. Mas a esta altura até a opinião de promotores e juízes deve ter mudado, do contrário não se preocupariam com o monitoramento no Judiciário.

 

Extermínio de pragas
Quem cuida da saúde precisa começar a pensar duas, três, quatro vezes antes de consumir algum produto com origem agrícola. Muitos agrotóxicos voltaram às listas de fornecimento; hoje são 2.180 rótulos no mercado. Uma barbaridade! Claro, isso vai influir na fila dos hospitais, o que é ruim para um país que não investe em prevenção e parece não se importar muito com o estrago que alguns pesticidas causam no organismo humano.

 

Placas irregulares
Era o que faltava! Hoje há muita gente rodando com o veículo em nome de terceiros, porque ficou simplesmente inviável a transferência. E depois das placas novas, pior ainda. A operação está pela casa dos R$ 500, ou seja, R$ 200 pela documentação e R$ 300 pelo par de placas de metal; e há quem corra o risco de pagar tudo de novo, porque andaram fabricando e instalando placas irregularmente. E isso se dá pela brecha que o governo abriu aos oportunistas, porque R$ 30 a menos pode fazer a diferença para quem não possui dinheiro. A obrigação de aderir ao sistema de placas do Mercosul elevou o processo de transferência de um veículo em R$ 1.000! Um absurdo! Em muitos casos, o veículo nem vale isso.

 

Vai mudar?
Corre o boato de que, inconformado, o presidente Jair Bolsonaro vai dar uma ré no emplacamento novo, mas se fizer isso poderá prejudicar milhões de pessoas que fizeram a substituição. O governo poderia, sim, dar uma dura nos Detrans e baixar o valor do licenciamento e também tabelar o fornecimento da placa. O Corvo fez uma pesquisa sobre o custo do emplacamento. Dois pedaços de metal galvanizado, de 40 cm de comprimento por 13 cm de altura, com 1 mm de espessura, custam em média R$ 10. Muitos fornecedores vendem por quilo. O trabalho de estampar, mudando apenas os moldes alfabéticos e numéricos, não sai por mais de R$ 25 pelo par de placas; e o processo de pintura ou cobertura do metal, nas cores especificadas, ficaria, segundo informações, R$ 32. A mão de obra de instalação, na realidade o aperto de quatro parafusos (nem lacre é necessário), sairia R$ 15. Isso somaria um total de R$ 82. Os fabricantes estão lucrando R$ 218. Fazer e instalar placas de veículos parece ser um negócio muito lucrativo. O Corvo vai abrir uma fábrica!

 

Correios contaminados
Por mais que denunciem e criem alertas, aparatos e maneiras de identificar as remessas, os Correios ainda enviam produtos ilegais, sem notas fiscais ou de procedências suspeitas. E isso depois de o Ministério Público Federal intimar a empresa. Quer dizer, não há verificação física daquilo que é enviado; apenas a comparação das notas fiscais e declarações de conteúdo. Pelo montante das apreensões, não ocorreram as medidas anunciadas no ano passado, em outubro, quando houve a intimação do MPF.

 

Não diminuíram
Não faz muito tempo, o Corvo recebeu uma cartinha assim: “Seu Corvo, como é que nos dias de hoje, com a globalização na informação por meio da internet, ainda existe uma empresa como os Correios? Vai ver é por isso há tantas crises, greves. Os Correios devem ter deixado de ter utilidade como em outros tempos”. O leitor Raimundo Faria merece uma resposta, pois na verdade, com o aumento da abrangência na área da comunicação e o encurtamento das distâncias, aumentaram, e muito, as relações comerciais, portanto os Correios passaram a ter até mais trabalho no envio das remessas, fruto de um relacionamento muito maior entre as pessoas e empresas.

 

Carta ou e-mail?
Já que o assunto são os Correios, aqui vai um lembrete aos leitores: quando este colunista escreve que recebeu uma “carta”, é apenas um jeito carinhoso de mencionar a chegada de uma colaboração. Embora enviada pelos meios eletrônicos, a comunicação não perde o sentido de “carta”, porque foi escrita, elaborada por meio de palavras; o que mudou foi o envio.

 

Quem será?
Embora ainda falte tempo para o xique-xique e o mexe-mexe político, as pessoas começaram a perguntar: em quem vamos votar ano que vem? Bom, nem falta tanto tempo assim para as eleições, e no segundo semestre os partidos vão pegar fogo, pois 2020 será ano político a partir do 1º de janeiro, no qual o bicho pega até no aspecto legal/eleitoral. Mas a pergunta é boa: quem serão os coadjuvantes no processo eleitoral da cidade? Teremos mesmo um coronel surfando na onda do Bolsonaro? Ou alguém da esquerda vai ressurgir das cinzas? Chico vai enfrentar a reeleição? Bobato vai tentar a carreira solo? Paulo vai livrar-se do processo que lhe resta? Mansur topará encarar outra vez a disputa? E os nanicos, quais serão os nomes? De fato haverá muito o que se comentar e escrever. Vai ver é por isso que a curiosidade começou a aumentar.

 

Encontro de futuro
O Corvo soube que o encontro entre o DGB de Itaipu e o reitor da Unila foi muito frutífero e amistoso. Aliás, esta tem sido uma das características do general Silva e Luna: receber bem os visitantes, como aconteceu com o reitor Gustavo Vieira. Como não seria diferente, a obra da sede da universidade ocupou boa parte da conversa. Não demorará, teremos novidades. Quem apostava no “fim” da Unila pode começar a mudar de ideia. A iniciativa pode ganhar até mais força, dependendo dos ajustes.

 

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GDIA