Beni Rodrigues pede a união de todos e cobra fim da fila na saúde
11 de fevereiro de 2019
11 de fevereiro de 2019

Esforço
O deputado Hussein Bakri, que é líder do governo na Assembleia e um dos caciques do PSD, ao que consta, tem uma missão das mais difíceis em Foz do Iguaçu: causar uma aliança com os nativos do seu partido. Bakri, em sua última passagem pela fronteira, visitou e conversou longamente com o prefeito Chico Brasileiro, do PSD, e com os vereadores da oposição, que também são do PSD. Vai entender! Só mesmo em Foz para algo assim acontecer.

 

Corrida eleitoral
O cidadão acredita que está longe a eleição para prefeito, mas os políticos pensam diferente; para eles isso acontecerá amanhã. E no PSD as coisas parecem mais fracionadas pelo momento. De um lado há o Chico Brasileiro lutando para destravar a cidade e brigar pela permanência na cadeira de prefeito; de outro lado estão os vereadores de seu partido e alguns aliados, evidentemente torcendo contra e começando a esboçar uma candidatura de Márcio Rosa. Pelo menos é o que dizem à boca pequena.

 

Unção
Os políticos em exercício no PSD de Foz apostam fechados numa coisa: o vencedor dessa queda de braço terá o apoio inconteste do governador Carlos Ratinho! Isso pode ser um doce sonho dourado, com castelos e princesas, do tipo decoração de baile de debutantes. Ratinho já pode estar de olho no processo e contar com outras possibilidades, outra carta na manga. Alguém pode ter recebido a unção e a esta altura estar de corpo fechado.

 

Perdedores
Essas birras e briguinhas iguais às que ocorrem no PSD de Foz enchem os picuás de políticos que pensam grande, cujos objetivos são bem outros, além de ficarem empacando no ego de gente que se complica por não possuir habilidade no tabuleiro político. E nesse tocar de “bola pra frente”, quem briga perde.

 

Visita
Phelipe Mansur, superintendente de Governança do estado, visitou Foz e deu uma passadinha pela redação. Ele mostrou um calendário de atividades e falou um pouco de cada um dos objetivos, que não são nada fáceis de concretizar. O caso é que eles estão sendo vencidos, como foi o estacionamento no hangar do jatinho usado pelo governador. O mesmo ocorrerá com a desativação da ilha e da chácara do Canguiri, que já foi inclusive residência oficial de Roberto Requião. Enquanto governador, era lá que ele fazia churrascos, criava uma raça de veados africanos e colhia mexericas deliciosas, do tipo poncã, quase do tamanho de uma abóbora. Ratinho quer o local na versão de um colégio agrícola.

 

Ponto estratégico
A missão de Phelipe requer paciência, passo a passo e, mais do que tudo, habilidade. Se ele conseguir passar um “x” em cada tarefa, ganhará a simpatia não só da estrutura de governo, como da população — que quer o fim das mordomias, uma promessa de campanha do Ratinho Jr.

 

Grampo de Inês
O assunto parece que ganhou um novo patamar: a Polícia Científica vai estudar que tipo de bagulho era aquele embaixo da mesa no gabinete da vereadora. Mas como foi encontrado com o fio cortado, sem equipamento de transmissão, tem tudo para ser uma armação, ou para dar um susto na vereadora, ou para fazê-la de vítima — o que, parece, não deu certo. O assunto está mais para a chacota do que para crime. Contudo deve ser, sim, apurado, como alertou o presidente da Câmara, Beni Rodrigues. O caso é que alguns vereadores não se conformam com a exposição e não levam o caso a sério. “O que tem acontecido na Câmara nos últimos anos daria para escrever um roteiro de comédia”, descreveu um vereador, que pediu para não ser identificado. Sobre a Câmara virar roteiro, isso mexe com o imaginário de muita gente; aliás, as fases da Operação Pecúlio já causam essa sensação de histórias em quadrinhos.

 

Pecúlio
Parece que a Pecúlio não está totalmente encerrada como dizem. Na semana passada, um depoimento teria causado um novo foco. Por enquanto ele parece uma vela acesa, mas dependendo pode virar em fogaréu. O assunto, ao que parece, decorre do período de administração do Hospital Municipal. Isso está longe de ter um fim.

 

Velofoz
Muitas pessoas enviaram “cartas” para o Corvo sobre a “pista de arrancada”, cujas obras foram homologadas pelo prefeito Chico Brasileiro. As opiniões se dividem. O local custará cerca de R$ 4,1 milhões e, segundo a prefeitura, pode converter-se num atrativo turístico. Mas será que há público tão grande assim para ouvir cantadas de pneus? O Oliveirinha garante que sim. Ele vive organizando competições, e elas agregam bom público.

 

Alívio
Muitas pessoas acreditam que o investimento causará uma diminuição nos “arrancadões” pelos bairros da cidade. Isso é difícil, porque os irresponsáveis que organizam essas algazarras não são chegados em organização nem em esperar um dia da semana para correr numa pista.

 

Sambódromo
Uma leitora enviou e-mail assim: “Corvo, faz tempo Foz clama por um sambódromo. Entra e sai carnaval, e não há espaço para os blocos. Agora vão gastar quatro milhões numa pista de velocidade? Puxa vida, hein Corvo”! Foi o que escreveu a dona Mare Azevedo, que mora no Porto Meira. E o Corvo responde aqui mesmo: sambódromo em Foz? Os blocos carnavalescos desfilariam uma vez por ano, e os arrancadões acontecem todos os finais de semana. É uma situação bem diferente. É fácil resolver o problema: liberarem o Velofoz no carnaval! Desta maneira, automobilistas e sambistas estariam contemplados.

 

Blocos
Taí uma velha e boa pergunta: existem de fato blocos carnavalescos organizados em Foz? Apenas para explicar, um “bloco de carnaval” é uma entidade como as demais e, para existir de fato e direito, necessita de estatuto, endereço, CNPJ e prestar contas em dia. Se existir um bloco assim na cidade, uma entidade carnavalesca verdadeira, ela poderá requisitar verbas públicas, se é que há destino para isso no orçamento. O que há são blocos organizados por foliões, nos quais arrecadam para fazer fantasias ou camisetas, que depois serão vendidas, juntamente com bebidas e churrasquinhos, em dias de carnaval de rua.

 

Escolas de samba?
Foz já contou com pelo menos quatro agremiações denominadas “escolas de samba”; fundaram até uma “liga” para congraçar as entidades, mas com o passar dos anos o assunto degringolou. Houve um ano em que a turma brigava para receber verbas públicas e, no dia do desfile, o que se via eram as mesmas pessoas desfilando numa escola e trocando a fantasia para entrar em outra. No mais, as “escolas”, cujos nomes eram pronunciados em “carioquês”, dificilmente reuniam mais de 150 componentes, incluindo a participação de argentinos e paraguaios. A miscigenação étnica foi extremamente saudável para o relacionamento fronteiriço, mas o samba no pé… Se bem que em várias ocasiões houve candidatas dos países vizinhos nos concursos de Rainha do Carnaval.

 

Batucada polivalente
Moradores dos bairros frequentemente reclamam dos ensaios de “baterias” no aproximar dos carnavais. Aliás, há reclamações também em junho, quando o ritmo muda para fanfarras ensaiando para o desfile de aniversário da cidade.

 

Cheiro agridoce
Seu Corvo, resido no Jupira e fiz a minha mulher lavar a casa por causa de um cheiro ruim que havia. A coitada quase se matou de tanto trabalhar, e o cheiro ficava mais forte, daí percebemos que vinha do lado de fora. Passamos dois dias sem abrir as janelas. Coisa mais esquisita! Daí, dias depois, fomos saber que se tratava de um corpo humano em estado de putrefação e que estava num córrego nas proximidades. Corvo, eu não sabia que cadáver fede assim, com esse cheiro estranho. Acho que nem urubu chega perto.
Sandro Valeiros

O Corvo responde: é por isso que surgiu a tradição de velas aromáticas antes dos enterros, para prestar homenagem e velar o cheiro do corpo. De fato, o odor humano é muito forte, tantos dos mortos como dos vivos. Há gente que não cuida da higiene e acaba fedendo mais do que defunto, só que não percebe. Que barbaridade!

 

Flanelinhas
Pois veja, senhor Corvo, de quem sou admirador e leio a sua coluna todos os dias: li a matéria sobre a invasão de flanelinhas nas ruas de Foz e tenho a relatar que fui uma das vítimas dos insultos proclamados pelo senhor que cuida as vagas de estacionamento na Avenida Brasil. Ele ocupa a área perto da Paraguaçu e, em razão disso, é conhecido assim. Ele me abordou e pediu dinheiro. Eu não tinha, porque não ando mais com moedas e valores em espécie, e quando eu disse que só tinha cartão, ele me chamou de “vaca mentirosa” e ainda por cima falou: “Então eu vou ter que comprar uma maquininha de passar cartão, pra receber um troco dos muquiranas”. E saiu reclamando e gritando pela rua. Minha netinha ficou chocada com a situação. Corvo, por que a prefeitura não recolhe esse cidadão para atendimento médico? Ele está visivelmente doente.
Ana Lúcia Medeiros

O Corvo responde: prezada leitora, o “flanelinha” em questão é muito conhecido e já se tornou, para algumas pessoas, uma figura folclórica da cidade. Lamentamos que isso se dê na situação em que ele se encontra, o que assusta algumas pessoas. A Assistência Social, atendendo aos pedidos de comerciantes e transeuntes, já encaminhou o cidadão citado várias vezes para atendimento, mas ele se recusa a receber tratamento e até abrigo com acompanhamento; foge e volta para aquele local, na Avenida Brasil. É uma situação complicada, mas que muitas pessoas já relevam por saber como ele é.

 

Chuva de domingo
Depois do calor intenso durante a semana, desabou aquele temporal ontem pela manhã. E a água despencou forte, o que prolongou o soninho de muita gente. Mas o Corvo, que estava no supermercado, não gostou nada do que viu pela cidade, porque alguns pontos alagaram rapidamente. Não demorou, os guinchos passaram a circular, socorrendo os motoristas à deriva nas poças d’água. Desentupa, Chico! Destrave e desentupa!

 

Praça Getúlio da Paz
O antigo edifício da Câmara, que depois abrigou a Procuradoria do Município, e que agora receberá o Protocolo-Geral, mesmo que provisoriamente, está na Praça Getúlio Vargas, que é separada da Praça da Paz apenas pela Rua Rio Branco. É que na ânsia de prestar o serviço, alguns veículos informaram que o prédio está na Praça da Paz. Bem que poderiam unificar as áreas públicas.

 

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GDIA