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15 de janeiro de 2019

Unila
Corvo, como é que vai ficar a Unila? Sabe nos dizer? A universidade está formando pessoas de vários países, com alguns dos quais o Brasil pode inclusive cortar relações diplomáticas. Será que não seria o caso de fazer um “balanceamento” na entidade? Veja as declarações de uma ex-integrante, ela soltou o verbo contra um governo que mal se instalou. Não seria muito radicalismo?
João Paulo Silvestre

O Corvo responde: calma, a Unila é um projeto muito ambicioso, e integração é uma ideia de governos, independentemente da postura ou linha. Claro, a entidade deve passar por ajustes, mas ainda é cedo para saber o que haverá. De outra forma, devemos atentar para a qualidade dos cursos, quando vários estão entre os melhores do país e recebem notas máximas. Deve-se abrir um grande debate quanto à instituição.

 

Haiti
A notícia sobre a formação da primeira turma de haitianos na Unila deixou muita gente sensibilizada. Mas muita gente quer saber qual será o destino dos novos formados. Retornarão ao Haiti, ainda sofrendo as sequelas do terrível terremoto e da bagunça política, ou ficarão pelo Brasil? Como sabemos, este país deixou de lado a complacência com o Pacto Global para a Migração. Aliás, a professora Marina Machado Gouveia, como lembrou o leitor, pregou a língua nas políticas de educação do novo governo — em que, se sabe, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana ainda não foi pauta de discussão. Pode ser que agora seja.

 

E o Haiti, como anda?
Até hoje não se sabe com exatidão o número de vítimas em razão do terremoto de 2010. Os dados oficiais oscilam entre cem mil e 200 mil pessoas. O fato é que o mundo prestou toda espécie de ajuda humanitária, incluindo o Brasil — que, além de enviar tropas, ajuda médica e todo o tipo de assistência, recebeu milhares de haitianos, possibilitando trabalho e estudo a eles. O caso é que o país não se recupera porque a horda de corruptos, bandidos e aproveitadores é imensa. Surrupiam dinheiro, donativos e até a água enviada para as famílias afetadas. O país já era paupérrimo antes do terremoto; depois, tornou-se terra arrasada, sem lei. Está difícil viver por lá, disse um haitiano que o Corvo conhece e que já se radicou na fronteira.

 

Táxis em Foz
Um taxista amigo confidenciou ao Corvo que há muitas preocupações no setor em que atua. O número de corridas caiu violentamente, o que está tornando o futuro meio incerto para um grande número de profissionais. “Está meio complicado competir com uma frota tão grande de aplicativos. Hoje ela é duas vezes maior que as licenças para levar passageiros. No mais, mesmo com tecnologia semelhante, muita gente prefere aplicativo. Até a minha família já chama o Uber, dependendo do tipo de corrida.” É, pelo visto, a situação está mesmo bem complicada.

 

Sucatas
Se a Guarda Municipal, de fato, apreender e recolher todas as sucatas abandonadas e as ambulantes em Foz, precisará de um pátio bem maior que o da Receita Federal para abrigar tanta lata velha. Se passarem pela Av. Morenitas, terão de levar junto uma frota de cegonhas, pois os guinchos não darão conta de recolher tantos cacos sobre rodas. No mais, é bom os guardas tomarem vacina ou levarem junto agentes sanitários, pois não está difícil contrair tétano com a ferrugem nas latarias.

 

Pior ainda
Na verdade, é de dar medo andar atrás de algumas vans com placas paraguaias. Alguém enviou carta para o Corvo informando que, um dia desses, uma roda se soltou de uma van e fez “o estrago” no veículo que vinha atrás, para variar, de um gaúcho que veio conhecer a cidade com a família. Que coisa, hein? Quando não é buraco estragando o passeio dos visitantes, é pedaço de carro largado pelo caminho. Tá difícil!

 

Novos bairros
No início, a novidade de nominar as localidades deu um nó na cabeça das pessoas, mas aos poucos o povo foi sossegando e entendendo melhor a iniciativa. A onda foi positiva. Se perguntarem a dez iguaçuenses se aprovam a medida, oito responderão que sim; um dirá que não sabe do que se tratá; e outro que ainda não entendeu direito o caso. A nova lei, pelo visto, emplacou sem maiores problemas. Ponto para o Elsídio Cavalcante e sua equipe.

 

Blue Park
Corvo, fui conhecer a estrutura da nova praia artificial e saí de lá maravilhada. É tudo tão genial que chega um momento achamos que estamos no litoral, com aquele barulhinho de ondas quebrando. Recomendo levar um bom protetor solar, porque se não me engano a água é salobra; isso mais o Sol dá aquela queimadinha de deixar marca de biquíni.
Naiara Baptista

O Corvo responde: várias pessoas ligaram perguntando os preços. Adultos paga R$ 100; e crianças, R$ 50. Os menorzinhos pagam uma taxa bem cômoda e ainda ganham uma boia de braço. Vale ressaltar que os valores estão em acordo com o que se oferece e bem inferiores em relação à concorrência. Ir e voltar de uma praia do Caribe, por exemplo, custa infinitamente mais. Vale a pena. E o Blue Park está preparando novos atrativos para o longo do ano.

Construção civil em alta
Há muitos empreendimentos de vulto na cidade e, claro, é grande a concorrência na mão de obra. A prova disso é a quantidade de paraguaios, bolivianos e até argentinos trabalhando nas obras espalhadas por Foz; chega a haver indiferença em alguns casos, como na foto enviada ao Corvo ontem. Os responsáveis pela construção avisaram em letras garrafais que “não tem vaga”, e alguém passou e respondeu: “Nem queria memo”. Hilário!

Férias e trânsito
Corvo, você já comentou várias vezes sobre o assunto, mas moro no Remanso Grande, que agora vai chamar-se Mata Verde. Toda vez que preciso pegar a BR-469, nas tardes de domingo ou no período do rush, tenho de ficar um tempão no acostamento, aguardando uma brecha no trânsito. Que barbaridade! E a minha filha, que mora na Vila Carimã, enfrenta situação pior. Será que não daria para instalar um semáforo nesses cruzamentos?
Eures Rocha

O Corvo responde: isso é assunto do DNIT, mais do que enrolado com as obras de duplicação da via, mais a perimetral e tudo o mais. Difícil colocarem semáforos. E em época de férias, quando o tráfego dobra, pior ainda. Todas as travessias são perigosas e são consideradas críticas em matéria de acidentes. Nas saídas da Vila Carimã é a mesma coisa, especialmente próximo ao trevo com a Argentina. Mas parece que há uma solução em vista. O Corvo ficará de olho e informará os leitores.

 

Depredação
Corvo, outro dia estava próximo de uma dessas árvores digitais e um rapaz passou e atirou uma lata de refrigerante nela. Chegou dar dó porque ainda havia líquido na lata. Pelo barulho, pensei que havia se quebrado um dos painéis. Daí dei um grito e sabe o que aconteceu? O moleque se aproximou e mostrou o que parecia ser uma arma. Não sei se era de mentira ou de verdade, o caso é que me piquei para uma loja ao lado. E olha, a árvore digital está num local bem movimentado; imagina se estivesse em área distante?
Madalena da Silva

O Corvo responde: o índice de depredação em Foz beira o assustador. Há pessoas totalmente desconectadas com a realidade e vai ver é por isso que não se importam com as iniciativas que visam a beneficiar o público. O importante é denunciar, porque o cidadão estava destruindo um bem que é do povo.

 

Molecagem
Corvo, fui ao supermercado BIG e fiquei assustado. Três moleques de rua invadiram o estacionamento com bicicletas. Eles primeiro subiram a rampa que dá na laje e depois ficaram dando fina nas pessoas e veículos que estavam lá, dando tapas e pontapés nas portas. E se quebram um retrovisor, por exemplo, quem vai indenizar? Falei com um segurança, e o pobre coitado disse que é comum aquele tipo de atitude. Eles entram e vazam com a maior velocidade.
Cleber Rudnei França

O Corvo responde: prezado, este Corvo já presenciou cena semelhante. Pior, esses meninos se aventuram pelas ruas com muita irresponsabilidade, sem dar a mínima atenção ao trânsito. Depois, quando acontece de serem atropelados, os motoristas ficam em sérios apuros, porque a lei é bem dura.

 

 

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GDIA