27 de outubro de 2018
Município  intensificou ações para amenizar transtornos causados pela chuva forte
29 de outubro de 2018

 

Reta final
A diferença de nove pontos na última pesquisa do Datafolha animou a turma pró-Haddad, mas tanto o instituto como o jornal Folha de São Paulo apontam que Bolsonaro ainda vence na maioria dos estados e grandes cidades. Até o fechamento desta coluna, não havia os resultados do IBOPE — que, segundo disseram, deve largar outra pesquisa.

 

Virada
Quem entende do assunto diz que se houver uma virada em favor de Fernando Haddad isso pode acontecer somente nas urnas, no momento em que o eleitor for votar e resolver mudar de ideia, ou que ainda não esteja certo sobre o voto. Olhando para as pesquisas, isso pode ser uma possibilidade, ainda que remota.

 

 

Militância
Veremos o tamanho do gargalo de cada candidato nas eleições de amanhã, um dia que promete ter lá as suas emoções, sobretudo para quem encara o processo com certo fanatismo. Os brasileiros, em grande parte, acompanham o assunto com cautela. No fundo há aquela interrogação quanto ao futuro, independentemente do vencedor. Em matéria de esperança, o povo já torrou as baterias.

 

Alívio
Só o fato de ligar a televisão e não dar de cara com aquele debate esdrúxulo de acusações já é um alívio para muita gente. As crianças, por exemplo, poderão voltar para a sala de estar.

 

Tranquilidade
Apesar da divisão de opiniões e polarização da discussão, tudo leva a crer que, pelo menos em Foz do Iguaçu, a eleição seja tranquila e muito rápida. O tempo de votação diminuirá consideravelmente, porque os eleitores da fronteira precisarão apertar apenas três botões na urna. Estima-se que o melhor horário para votar seja bem cedo, assim que as os locais abrirem, ou após o almoço.

 

Vermelho
Pois então, Corvo, curiosamente eu estava na Câmara quando o Vermelho falou aos vereadores. Fui com dois amigos reclamar sobre uma galeria de água que explodiu, e faz tempo reclamamos para a prefeitura. Como todo mundo estava no plenário, aproveitamos para ouvir o deputado. Gostei muito da fala, porque é totalmente conciliatória e objetiva em socorrer a cidade naquilo que mais precisamos. Gostei muito do jeitão dele e do modo que falou. Não votei nele, mas taí alguém que quero seguir bem de perto. Vermelho é uma nova liderança.
João Lourenço

O Corvo responde: Vermelho está viajando muito desde que as urnas foram abertas e lhe foram favoráveis. Mas ele fez questão de falar na Câmara de Foz, cidade onde recebeu, de longe, a maior quantidade de votos (20.001). Várias pessoas expressaram contentamento com a fala do deputado eleito.

 

Na Câmara
Corvo, você fez uma série de especulações sobre a briga para conquistar a presidência da Câmara, mas foi muito liso e ficou em cima do muro. Poderia fazer uma análise meio que direta, seu passarinho? Gostaríamos de saber o seu pensamento.
Marcos Barbosa Azevedo

O Corvo responde: nos embates pela mesa diretora do Legislativo fronteiriço há vários nomes aparecendo nas discussões. Pelo menos a conversa anda meio contida pelos gabinetes. O Corvo vai aproveitar a deixa para dar uns pitacos a seguir.

 

Na geral
Há um nome mencionado por quase todos os vereadores, independentemente das recentes ocorrências: Nanci Rafagnin Andreola. Apesar da fatídica viagem ao Rio, a vereadora é lembrada pela experiência, não somente na manutenção da Casa de Leis, como no trato com os colegas. É uma forte postulante. Considerando que muita gente tem contas a prestar, é provável que elejam uma mesa diretora desprezando as encrencas na Justiça.

 

De olho
Beni Rodrigues é outra opção frequentemente ventilada nos encontros para tratar do assunto, ou seja, a escolha da mesa diretora do Legislativo. Ele contaria como apoio da maioria, mas como Nanci, segundo este colunista soube, ainda não possui uma ideia convicta sobre a possibilidade de assumir a cadeira de presidente.

 

Efervescência
Se a Câmara fosse um vulcão, a lava estaria expelindo pelo gabinete do vereador Tenente-Coronel Jahnke. É lá que atua o assessor Marcelinho Moura, sobretudo no tráfego das informações com a prefeitura. Segundo consta, indica cargos, ensina estratégias, apara arestas e apaga incêndios; também espalha a gasolina quando julga nescessário. Ele transita pelos gabinetes sem precisar ser anunciado.

 

Moderação
Em ocasiões de disputa por um cargo tão importante, como é o de presidente do Legislativo, as ações são soturnas, movidas com certo trato. Em geral, quem dá o tapa esconde a mão. Elizeu Liberato atua com esses predicados, pois sabe que se mostrar a cara se tornará um alvo. Como um homem experiente que é na coisa pública, indica, mas não se diz indicado.

 

Suplentes
Algumas pessoas estão brincando com o assunto nas redes sociais. Quem quiser acertar o nome do candidato terá de fazer um exercício de exclusão começando pelos suplentes; eles não possuem vez na disputa, segundo o regimento. Logo, os vereadores João Sabino, Tenente-Coronel Jahnke, Rosane Bonho, Adenildo Rodrigues (Kako) e Anderson Andrade ficarão fora da briga pela presidência.

 

Todos querem
Isto de vereadores dizerem que preferem ficar de fora da disputa pela mesa diretora é uma conversa de fazer até saci pegar no sono. Fazer parte da mesa é uma espécie de lugar ao sol, quando o assunto é posar de autoridade.

 

Lançados para a queimação
João Miranda é um nome frequente nas conversas, quando o assunto é a sucessão de Rogério Quadros. O caso é que deveriam perguntar para ele antes de saírem por aí dizendo que é candidato. No momento, propagar alguém é como jogar na fogueira.

 

Estão de olho
Fora os nomes mencionados, estariam correndo por fora os vereadores Márcio Rosa e Inês Weizemann, mas deverão empacar no crivo das negociações com o Chico Brasileiro, pois, apesar de pertencerem ao partido do prefeito, estão na geladeira pelo simples fato de fazerem oposição. No mais, estão ligados ao grupo do presidente provisório do partido, muito enfraquecido após o resultado das eleições; ele não emplacou candidato de fora.

 

Eleição e churrasco
Segundo o Corvo avaliou entre alguns leitores, muita gente vai antes no açougue, deixa a carne assando no espeto e volta correndo para os serviços gastronômicos. O Corvo, infelizmente, vai trabalhar. Que barbaridade.

 

Contradição
Pois então, seu Corvo, no momento em que a Infraero divulga R$ 100 milhões em melhorias, um teto de gesso desaba em cima de uma visitante. Que tragédia isso! Não em razão da vítima, que foi socorrida e até embarcou, mas sim no impacto que causou sobre os riscos de se frequentar um terminal em obras. A área deveria ter sido interditada. Esse nosso aeródromo…
Tonico Felisberto Mourense Vianna

O Corvo responde: prezado, você está correto, há riscos sim em compartilhar os serviços com obras, ainda mais em tempo de muita chuva e umidade — inimigos do gesso. Mas como o local era uma área vital para os transeuntes, voltou inclusive a funcionar.

 

Comissão de enchente
Parece piada isso, não é? Criaram uma comissão especial para tratar do aguaceiro. É uma proposta do vereador Anderson Andrade, e a tal comissão será formada ainda pelos colegas Jeferson Brayner e João Miranda. Não seria mais fácil a Câmara levar o prefeito para passear nas áreas alagadas? Bom, precisariam comprar um bote salva-vidas e à prova de balas, dependendo do bairro. Os moradores estão tinindo, molhados e com sangue nos olhos.

 

Share

GDIA