19 de outubro de 2018
19 de outubro de 2018

 

Guerra fria
Um leitor enviou carta para esta coluna referindo-se ao período eleitoral de segundo turno como fosse uma guerra fria entre os candidatos. É, na verdade, uma guerra suja. Infelizmente não há outro nome. O que se vê na televisão, nos horários destinados pelo TSE, é troca de acusações e todos os tipos de agressões jamais vistos em campanha alguma. Propostas, os candidatos manifestam nos pequenos espaços de noticiário, isso quando algum fato estridente entre eles não rouba a cena.

 

Guerra louca
A luta pelo poder no Brasil se tornou um arranca-rabo de cortiço, com mordidas na canela e dedos nos olhos e em outros orifícios. Em algum lugar, isso parece filme dos Três Patetas. E do lado de fora o povo brasileiro, sedento de informações que o levem a votar, a escolher quem vai tirar o Brasil do buraco.

 

Tortura
As imagens utilizadas pelo PT são cruéis e chocantes, a começar pelo horário em que são exibidas. Tem muita criança perguntando aos pais o que é um pau de arara. Ir pra cima do Bolsonaro porque em algum lugar ele disse ser a favor da tortura é uma coisa, torturar os telespectadores é outra.

 

Campanha barata
O seu Bolsonaro que não venha com essa história que está fazendo a propaganda de TV sem recursos, porque isso não cola. Ele pode não possuir recursos financeiros, mas em matéria de qualidade deve haver muita gente oferecendo-se, de graça, ainda por ele distanciar-se nas pesquisas. Tomara que não mandem a conta, igual fizeram alguns marqueteiros no passado, em boa parte na cadeia, em prisão domiciliar ou respondendo a processos. Marcos Valério que o diga.

 

Bolsonaro ligth
Na frente, rumo ao isolamento, Jair Bolsonaro parece que migrou da direita para o centro. Baixou a bola nas questões mais estridentes. Voltou atrás sobre muitas privatizações, mudou o discurso da economia e ressalta a Constituição em primeiro plano. Não há o que uma campanha não mude na vida de um candidato, não é?

 

Concordância
Dois amigos conversavam no boteco, e o cara da camisa vermelha perguntou para o da verde e amarela: “O que você gostou de ouvir do meu candidato, o Haddad?”. O amigo respondeu: “Ah, gostei das coisas sobre educação, cultura e também sobre emprego. E você o que gostou do Bolsonaro?”. O simpatizante do PT disse: “Eu gostei muito quando ele falou que um soldado de 20 anos, ao trocar tiros com um bandido e acabar matando ele, deve ser condecorado e não processado; gostei também da proposta de tornar as fronteiras mais seguras”. Um olhou para o outro e, do nada, trocaram as camisas, igual fazem os jogadores de futebol no final da partida. Vai-se lá explicar o comportamento do brasileiro…

 

Cláusula de barreira
Que bom seria que a incompetência partidária fosse mais agravante e diminuísse toda a montoeira de partidos em Foz do Iguaçu. Foz do Iguaçu é uma cidade de presidentes de associações, entidades filantrópicas, clubes de serviço, clube de mães, entidades ligadas a alunos, professores. Também não faltam os presidentes de sindicatos, clubes dos bolinhas, ligas de futebol… “Eita” terrinha para ter presidente disso e daquilo. E quando alguém não arranja uma presidência, logo inventa de abrir um partido político, assim receberá, pelo menos, convite para coquetéis. Partido sem representatividade tem mais é de fechar as portas.

 

Mais um processo
É lamentável, mas desde o início da atual legislatura muito tempo foi desperdiçado em encrencas na Casa de Leis, com pepinos voando na cabeça de uma porção de vereadores. Primeiro houve as cassações, depois a fatídica viagem ao Rio da Nanci, e agora o suposto nepotismo da Rosane. Quando nossos queridos representantes atuarão 100% em favor das necessidades do cidadão?

 

Nova pendenga
O vereador Kako mandou ver num pedido de “providências” contra o Tenente-Coronel Jahnke. Pelo visto armaram uma cama de gato e alguém teria sido flagrado usando um computador do gabinete do vereador coronel para agitar as redes sociais.

 

Rapidinho
A alegação é que uma pessoa entrou no gabinete do ex-comandante do Corpo de Bombeiros e, como por milagre, a postagem saiu no Facebook. Mas e se a pessoa em questão tinha um celular, como iriam saber? Bom, em todo o caso, o Jahnke tem esse incendiozinho para apagar. Como ele entende do assunto, tomara que não falte água.

 

Cabedal
Há muita gente gabando-se equivocadamente da quantidade de votos que fez nas eleições, a começar pela frágil aparência que foi o resultado das urnas, em especial dos candidatos a deputado estadual. Na proporcionalidade, a maioria não se elegerá para a vaga de “ascensorista”, se bem que nem em elevadores públicos usam mais esse tipo de profissional, muito menos para inspetor do quarteirão. O Corvo fez questão de analisar um por um, e há quem de fato saia dessa enrascada.

 

Phelipe
Seu Phelipe Mansur, por exemplo, é um caso bem raro de potencial conservado, porque, apesar da votação menor que a esperada, o índice de fidelidade é alto, o que o credencia para as eleições municipais. Não devemos esquecer que o número de Phelipe começava com “45”, ou seja, a legenda mais desgraçada (literalmente) do Paraná, levando em conta o que aconteceu com o Beto Richa. Independentemente de ser verdade ou não, o que afetou Beto e por tabela os candidatos de seu partido, todo mundo sabe (até os adversários) que Phelipe é vinho de outra pipa. Se quiser já terá um pé na Câmara.

 

Lição
Corvo, será que a cidade aprendeu a lição, que isso de lançar muitos candidatos só atrasa a nossa vida? Olha aí o resultado! No mais, ficam fazendo esses exercícios matemáticos estapafúrdios, em que a soma dos números não bate com o final da conta. Esse tipo de coisa é leite derramado, seu Corvo. Me diga, na próxima eleição teremos essa leva de candidatos?
Márcio Vieira

O Corvo responde: prezado, você deve referir-se à eleição de 2022, certo? Porque na próxima eleição, em 2020, para vereadores e prefeito, teremos quase uma centena de candidatos, com certeza. Mas é difícil a cidade aprender porque isso depende muito dos políticos, e eles têm o pensamento fixo no poder. Bom, com a cláusula de barreira pode ser que o número de candidatos diminua em 2022. Isso se não resolverem fazer outra reforma política eleitoral de araque, no meio do caminho.

 

PSD
O Corvo está bem ligado nas movimentações em direção ao partido do governador eleito Ratinho Jr., do prefeito Chico Brasileiro e do recém-eleito deputado federal Vermelho. É que muita gente fica telefonando e querendo saber como isso vai ficar. Ou melhor, como é que vai ficar a executiva provisória? Se houve um setor derrotado, foi essa executiva provisória de Foz, ao apoiar candidato de fora, Evandro Roman, e que acabou não se elegendo; pior, ele teve os votos desviados por outro candidato do mesmo partido e que entrou na disputa em cima do laço. Que tragédia, hein? Ratinho deve estar de olho no que houve. Mas o destino aplica essas facetas inexplicáveis.

 

Cadê os royalties?
O Corvo leu no Não Viu?, em primeira mão, mas a notícia correu feito coisa ruim. “Esclarecimento sobre o repasse dos royalties no mês de outubro: Em atenção às recentes publicações na imprensa sobre a suspensão do repasse de royalties da Itaipu por falta de dotação orçamentária da União, a binacional esclarece que o pagamento está sendo feito normalmente pela empresa ao Tesouro Nacional. No entanto, devido à explosão da cotação do dólar nos últimos meses, a previsão orçamentária do governo foi insuficiente para garantir o repasse em dia”. Vixe! Prefeitos que utilizam os recursos para ajudar no pagamento do 13º estão fazendo fila pra se jogar da ponte!

 

Paraguai sem tomates
Que coisa isso, hein? A coitadinha que tinha uma quitanda e vendia ovos, pepinos, tomates e batatas comprados no Brasil virou inimiga da lei no Paraguai. Levar produtos daqui para lá é contrabando; essas pessoas podem pegar até cadeia. Os produtores estão em pé de guerra. Francamente, alguém já viu tomate na salada paraguaia? Atualmente nem a mandioca é de lá.

 

Buracos
O Corvo pede aos leitores que não telefonem desaforando este colunista por causa dos buracos na cidade! Ou vão queixar-se com o prefeito Chico Brasileiro, ou com São Pedro, que não para de mandar chuva.

 

Santa Bárbara
Além das rezas para o Chico “B” e o “São Pedroca”, tinha gente acendendo velas para a santa dos relâmpagos, ventania e raios. Ontem de manhã, ela se vingou de quem andou macetando a imagem de Nossa Senhora nas redes sociais. Tinha gente pensando em começar uma arca de Noé, para escapar do que parecia ser um dilúvio.

 

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GDIA