11 de outubro de 2018
11 de outubro de 2018

Famigerado trevo
Se o DER fosse uma empresa sanitária, certamente mataria a vaca para exterminar os carrapatos. No lugar de encontrar uma solução para melhorar as condições de tráfego no trevo do Charrua, resolveu fechá-lo, como construísse um muro entre Foz e os bairros além da BR-277.

 

Falta da racionalidade
O Corvo conversou com urbanistas, e as consequências podem ser drásticas para o cidadão, como fosse uma penalização. O motorista que quiser chegar à Vila A, por exemplo, terá de acessar a Avenida Paraná e utilizar a trincheira. Vale lembrar que o trecho é praticamente intransitável em alguns períodos devido ao grande número de veículos pesados que por lá buscam a BR-277. A segunda opção será o acesso pela Avenida JK, uma via congestionada o tempo todo. Por fim, a outra saída é encarar a Avenida Costa e Silva e tentar fazer um retorno um pouco abaixo de onde está o Max Atacadista, uma tarefa que se tornará impossível quando as obras do viaduto forem de fato iniciadas.

 

Último recurso
O cidadão de Foz, as empresas e a massa que se movimenta pela cidade terão ainda de se locomover até o retorno da BR-277 bem acima do Rafain Palace, o que é um absurdo. O DER deveria encontrar formas de aliviar a vida das pessoas, e não complicar como o fechamento de um acesso tão importante, como fosse uma represália frente ao pedido de uma vereadora. É a leitura que a cidade faz.

 

Iniciativa
A vereadora Inês Weizemann fez a lição de casa: cobrou o DER como deveria cobrar, com senso de representante da comunidade, porque conviver com aquele inferno é um transtorno para milhares de famílias. Mães enfrentam o sufoco do trevo para buscar os filhos na escola; trabalhadores se arriscam na hora de voltar para casa; pedestres fazem malabarismo… Enfim, fechar o acesso, permitindo apenas chegar-se à BR-277 sem poder cruzar para o outro lado da cidade, é uma medida sem nexo.

 

O certo
O correto seria construírem a trincheira da Av. Paraná, o viaduto da Costa e Silva e a passagem do trevo do CTG Charrua no século passado, quando começaram a explorar os pedágios. O plano inicial, na verdade uma contrapartida, era a construção de três elevados nos mencionados pontos de travessia da BR-277. As concessionárias terão os contratos encerrados sem cumprir a meta. Isso sim é lamentável. Resta perguntar onde houve a omissão, melhor, a “prevaricação”. Foi do DER/PR? Bom, com tantos problemas ocorrendo lá e casos envolvendo corrupção, pode ser que não tenham encontrado tempo para lidar com isso.

 

Proposta orçamentária
Foz começa a discutir o Orçamento de 2019. Chico fala em quase um bilhão de reais, ou exatos R$ 972.661.045,50. É o que mostra a proposta para a LOA, a Lei Orçamentária Anual. Educação, Saúde e Segurança utilizam mais da metade dos recursos. O restante é dividido em tudo o mais que a prefeitura precisa realizar visando ao bem comum, como é o caso de tapar os buracos da cidade, a maior reivindicação perante a Câmara. Ou isso mudou?

 

Cobrança
E a proposta é algo que gruda apenas no papel, por enquanto, porque até colocar o dinheiro no cofre é preciso antes cobrar os impostos da população, num momento em que o cidadão não anda lá muito contente com a coisa pública, e o Chico sabe disso.

 

Preocupação
O resultado das eleições deixou a fauna política local de cabelos em pé. Se os iguaçuenses levarem a cabo essa “nova ordem” no campo político, de fazer uma faxina até debaixo dos tapetes, o resultado pode ser como salgar a terra, não deixando crescer nem o capim-colonião. Os políticos que se cuidem e tratem de passar sebo nas canelas, do contrário poderá haver uma erradicação dos que se consideram “destaques” na área. Devem é parar de massagear o próprio umbigo e caírem na real. O povo está de olho.

 

Vigia
A turma do Gazeta Diário organizou uma confraternização na semana passada e, tentando evitar os bicões, contratou um serviço de segurança. Lá pelas tantas havia uma porção de pessoas desconhecidas na fila do churrasco, o que de certa forma é normal, daí resolveram procurar o segurança, e onde ele estava? Foi flagrado tocando uma gaita (foto). O figurinha é mais um mascote da redação, o cão da raça giri-lattina mestiço fox paulistinha, cujo nome é Google. É só chamar que ele vem correndo, pois é chegado a ossos de costela e canela.

 

Tradição
Já há pessoas utilizando o termo “nova política”, o que seria uma maneira de desprezar quem está em atividade, com o propósito de renovação em 2020. Precisa ser muito “desantenado” para não crer em uma possibilidade assim.

 

Acomodação política
O Corvo ontem sentiu foi uma choradeira em vários setores da política. Há um pouco de tudo: os que se sentem traídos, os abandonados, os trocados, os superados, os encalhados, os empacados, os desistentes, os mal-amados, os enganados, os refugiados, os apavorados, os vencidos e os vencedores. No meio disso, cada um tenta recompor-se e, pior, localizar-se, porque também existe a ala dos “perdidos”, vagando iguais zumbis pela cidade. O ideal seria caírem na real, baixando a crista, pois o tempo é um senhor remédio e pode curar todas as feridas, só depende da maneira de isso ser administrado.

 

Cabo Carlos
Então, Corvo, quem é esse Cabo Carlos, que fez 13.864 votos para deputado federal, sendo inclusive o terceiro mais votado? Será que ele é companheiro de viatura do Soldado Fruet? Essa onda de militares está pegando, hein?
Jackson Barbosa

O Corvo responde: prezado, o Cabo Carlos é bombeiro do SIATE. Eles está há 28 anos no 9º Grupamento de Bombeiros de Foz. Mas sobre essa leva de militares, o Corvo escreveu, na coluna de ontem, que muita gente iria bater continência na Assembleia, no lugar dos apertos de mão. O site Não Viu? publicou a lista de militares e delegados deputados. São eles: Delegado Francischini (427.749 votos), Delegado Jacovós (61.310), Coronel Lee (58.343), Delegado Fernando (36.937), Delegado Recalcatti (35.348), Soldado Fruet (35.231), Soldado Adriano José (33.757) e Subtenente Everton (13.047 votos). Ai de quem aprontar algo fora da lei na Casa de Leis do Paraná! Bom, pelo menos a Assembleia Legislativa poderá economizar algum com segurança.

 

Direita e esquerda
Corvo, esses dias sonhei que estava assistindo a um debate entre Haddad e Bolsonaro e, do nada, os dois se deram as mãos e disseram que se uniriam por um futuro melhor! Independentemente de quem ganhasse as eleições, dividiriam o governo e administrariam juntos! Que bom se isso desse certo, não é Corvo?
Marcelo Rubens Feitosa

O Corvo responde: acho que isso vai ficar só no seu sonho, querido leitor e assinante. Um sonho muito longe da realidade, diga-se. Na verdade temos o embate entre direita e esquerda e, dependendo, haverá mordidas nas canelas, dedos enfiados nos olhos e onde mais houver um orifício. Tomara que isso não escape do debate e acabe em ignorância, porque ameaças já há de sobra. Quem bom seria se seu sonho se realizasse, mas aqui entre nós a população, dividida, também não aceitaria uma união dessas.

 

Ocupação
Os hoteleiros estão ansiosos por um movimento acima do esperado neste final de semana. Acreditam numa ocupação próxima dos 90%. Em situação assim, o iguaçuense se enfia em casa e nem pensa em concorrer com as filas e o trânsito que há na cidade. Quem trafega pela BR-469, então, chega a sentir pavor. Mas cidade que quer tornar-se turística precisa aprender a lidar com essas adversidades. Filas e aglomerações não são um privilégio de Foz, isso há em Nova York, Paris, Londres… a diferença é que nelas estão acostumados e um tanto adaptados frente a isso.

 

Gazeta Diário
Como o Corvo informou ontem, o jornal não circulará amanhã nem sábado. Aproveitaremos o final de semana para realizar mudança de equipamentos do parque gráfico.

 

Ausências
Com o recesso, deixaremos de publicar as colunas Pet e Meu Jardim. Mas na semana que vem os espaços estarão de volta e com os conteúdos bem interessantes.

 

 

Premiações
As promoções do GDia estão fazendo o maior sucesso nas redes sociais. As páginas eletrônicas voltadas para a galerinha infantil envolvem a cidade e milhares de internautas. O sorteio do Dia das Crianças contemplou vencedores, como é o caso de Cris Dias, que recebeu uma bela boneca confeccionada pelo projeto social “Uma boneca por um sorriso”. A filhota adorou. Cris também recebeu ingressos para a roda-gigante, ofertados pelo Marco das Três Fronteiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais prêmios
Também trocou um sorriso por uma boneca a jovem Kelly Cristina. A sortuda ainda contemplará a natureza, a Argentina, o Paraguai e o Brasil por meio da roda-gigante que está ao lado do Marco das Três Fronteiras! Além de Cris Dias e Kelly, foram marcados para os prêmios: Erick Ghisolfi e João Victor (eles não aparecem nas fotos).

 

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GDIA