10 de outubro de 2018
Prefeitura abre cadastro para castração de cães e gatos
10 de outubro de 2018

Calma… calma… calma…
Pessoas ligadas ao deputado Fernando Giacobo ficaram um tanto agitadas com as manchetes deste jornal nos últimos dias, em especial com o destaque ao “nosso” eleito, o Vermelho. Bateu um ciumezinho, como não déssemos valor à reeleição do Giacobo. É que isso, o fato de Fernando permanecer na Câmara, é absolutamente normal, sem novidade, logo festejamos os novos, especialmente os nativos; isso depois de uma longa, longa, longa abstinência parlamentar. Foz ficou mais tempo sem eleger um deputado do que o Corinthians sem um título. Giacobo continua morando em nosso coração, apesar de andar um tanto sumido da cidade ultimamente e do jornal também. Diz a lenda: quem não é visto não é lembrado. Mas não esquecemos quem nos esquece, pois somos amigos de fidelidade “canina”, como diz o Ratinho. Está na moda dizer assim. Giacobo sempre terá espaço em nossas páginas, elevado o seu destaque no Congresso Nacional.

 

Proporção
Mas também é necessário fazer uma comparação, porque assim vamos justificar o merecido destaque ao Vermelho, que em Foz do Iguaçu fez 20.001 votos, contra os 10.080 do Giacobo. Em Santa Terezinha eles quase empataram: 1.086 para o Giacobo x 1.074 para o Vermelho. Já em Curitiba, enquanto Vermelho, deputado genuinamente de Foz, colheu 2.634 votos, o confrade Giacobo conseguiu 638. Em Francisco Beltrão, 1.999 eleitores preferiram o Vermelho; e 1.278, o Fernando. Em Dois Vizinhos, Vermelho convenceu 5.646 votantes e foi o mais votado, logo Giacobo teve 756 votos. E assim vai, Vermelho vence em uma penca de cidades, e Giacobo em outras, nesse grande bananal conhecido como eleições. Cada um tem a sua praia, e os dois pegaram sol em quase todas as zonas eleitorais.

 

No mapa
Ontem o Corvo fez um exercício de apuração, com base numa lista dos 399 municípios paranaenses, claro, de posse dos dados já sacramentados do TSE. Foi possível cruzar uma série de informações e modelar um desempenho do Vermelho (e de outros candidatos eleitos ou não). Pois bem, ele teve votos em 276 municípios, e não em 263, como noticiamos. Em muitas cidades, o deputado eleito foi o mais votado e disparado em relação aos demais, mas em Foz foi de longe o mais prestigiado. Como Giacobo, há cidades onde ele e o Vermelho conseguiram apenas um votinho, e isso, francamente, é muito importante. A realidade é que hoje Foz e outras cidades contam com mais um deputado para defender os seus interesses, e se trabalharem juntos será muito bom para o desenvolvimento. Sendo assim, queridos fãs do Giacobo, não encarem o panorama como o seu ídolo fosse um rei e o trono estivesse em risco. Vivemos uma democracia, e brigar pelo voto é a essência da garantia das nossas conquistas, entre elas a liberdade. Portanto nos deixem comemorar em paz!

 

Ciclo político
Como no Paraná, muitos considerados graúdos da política estão aposentando as chuteiras. Mas alguém duvida que essas pessoas retornarão? Tomara que respeitem a sociedade, pois foi dela que veio o “basta”.

 

Seu Kossar
Ele foi o marqueteiro-mor do candidato Cássio Lobato, que mesmo surfando a onda do Bolsonaro não teve lá muito sucesso em sua empreitada política — mais uma aventura do que propriamente uma campanha; fez denúncias contra oponentes e teve de devolver direito de resposta. Passado o período eleitoral, Luiz Kossar deu de publicar planilhas sobre o comportamento dos votos nominais em Foz e de que forma eles baixaram. Só que há um detalhe: Foz, com muito esforço e debaixo de uma enorme divisão de votos, em que um dos artífices foi o candidato do matemático Kossar, conseguiu eleger deputados. Se os votos pulverizados fossem “concentrados”, os iguaçuenses estariam bem mais felizes. Agora não adianta chorar pelo leite derramado.

 

Dentadas na bochecha
Morder a língua foi pouco para algumas pessoas que batiam no peito que Foz não elegeria deputados. E agora? E o pior é que, não contentes, metiam o pau nos candidatos e em seus assessores. Incompetente é aquele que não faz nada e vive de desdenhar a vida dos outros; pior, é covarde ao encarar uma campanha, porque, além de não possuir crédito nem expressão, não quer ser visto nem pintado de ouro pelos candidatos; só ouviu “não” ao oferecer os “serviços”.

 

Vergonha
Acreditando na eleição de alguns candidatos de fora, alguns cabos eleitorais da cidade inseriram fotos e logos até na janelinha de identificação das redes sociais. Na segunda-feira isso já havia mudado. Mas há quem tenha substituído a foto de campanha de um não eleito de Cascavel por um eleito de Foz, o que pegou muito mal. Virar a casaca assim, na cara dura, no mínimo chama a atenção. Mas isso é de certa forma normal, porque houve casos da substituição de adesivos da noite para o dia. Outra prática bem esperta: uma pessoa que possui dois carros grudou adesivos de candidatos diferentes em cada um. Dependendo da pesquisa, ele saía com o adesivo de quem estava na frente.

 

Não circula
Aviso aos navegantes, ou melhor, aos leitores: o jornal Gazeta Diário não circulará na próxima sexta-feira, 12 de outubro, feriado da Padroeira e Dia das Crianças. No sábado também não haverá jornal, quando aproveitaremos a pausa para seguir nos ajustes gráficos. Toda ocasião em que o jornal não circula, devido a feriados e demais ocasiões que ocasionam uma baixa nas vendas de rua, os anúncios são repostos, o que não causa danos aos clientes. Os feriados estão na programação de assinaturas também. Este jornal possui um perfil de rush, logo, quando não há movimento, é melhor economizar papel.

 

Dívidas
O primeiro turno terminou recentemente, e ontem já havia alguém em frente ao jornal queixando-se de calote de candidato. O Corvo aconselhou o “cobrador” ir procurar a Justiça Eleitoral. Isso dificilmente vai acontecer porque, ao que consta, a prestação de serviço foi informal, daquelas que não dá para prestar contas. Logo esses assuntos vão para cima da mesa dos juízes.

 

Limpeza
Pois é, seu Corvo, tenho a relatar que não vi um único santinho jogado na rua. Será que fui um felizardo ou os comitês de campanha se comportaram, fazendo a lição de casa como manda a lei? Poderia ser sempre assim.
Elenice Bendo

O Corvo responde: surpreendentemente maneiraram. Vai ver foi por causa das multas e penalizações, diante da proibição de espalhar papéis na boca de urna. Mesmo assim há alguns registros de emporcalhação.

 

“Veio” Chico
O jornalista Chico de Alencar fez muita gente rir com a sua mais recente sacada, diga-se, genial. Segundo ele, para muita gente este mês será lembrado como “outubro Vermelho”. Sempre sutil o nosso bom e velho amigo. O Corvo é fã roxo do Chico.

 

Outro Chico
Já o Chico prefeito está juntando um pouco dos cacos que restaram pelo caminho. Seu partido, o PSD, elegeu o governador Ratinho no primeiro turno e em Foz fez um deputado, apesar de pedir votos para dois. No mais, os candidatos a estadual apoiados pela prefeitura não foram felizes. Bobato foi o terceiro mais votado, com 22.200 votos, e o Professor Sérgio, que arrebentava a boca do balão antigamente, vem logo atrás, com 18.513. Se Inês Weizemann não desistisse, o resultado seria pior. O que será que aconteceu? Chico precisa rever urgentemente as bases e dar uma arrumada na casa. Mas como escreveu um leitor na edição de ontem, a eleição do Ratinho pode efetivar uma ponte muito sólida com o governo.

 

Soldado e deputado
O eleito Soldado Fruet está bem operacional em suas rondas pela cidade. Está mandando ver, prendendo traficantes, suspeitos e quem der moleza na vida do crime. Disse que atuará assim, como sempre atuou, até o dia da posse na Assembleia Legislativa. É bem provável que nas férias de deputado ele peça para voltar aos camburões, pois assim não perderá a prática.

 

Chuva e buracos
Se trafegar pela Avenida das Cataratas já era uma missão quase impossível, imagina depois de vários dias de água caindo do céu? Abriram-se crateras de todos os tamanhos. Será preciso muito empenho da tal usina de asfalto para tapar o estrago.

 

Share

GDIA