9 de outubro de 2018
9 de outubro de 2018

Vermelho nas urnas
Mais do que merecida a vitória do Nelsi Coguetto Maria, o nosso querido Vermelho. Ele venceu pela persistência e devoção natural à política. Não parou um instante, rodando por todas as cidades e rincões paranaenses; não houve uma estrada rural por onde ele não tenha passado. Agarrou a oportunidade pelo voto como nunca; pela unha. Eu pessoalmente sinto-me eleito como ele, e é assim que os 70.001 eleitores que depositaram fé no 5577 devem sentir-se. No mais, o que testemunhei foi o erguimento de uma bandeira pela eleição de um candidato de Foz, envergada também por este jornal, incansavelmente lutando por um representante da cidade, dois, três, ou mais se fosse o caso. E lutando contra o vento soprado de insensatez por parte de algumas pessoas, cujo espírito é pobre e descabido. Não acreditar na capacidade de eleição de um destemido e tentar atrapalhá-lo, dividindo e importando votos, é algo que merece ser lembrado, mas não agora; neste momento só há alegria, porque vencer os obstáculos é a prova da competência e do senso de grandeza. É assim que se vence. Foi um projeto, diga-se, muito técnico e elaborado por meio de uma equipe que trabalhou como fosse um relógio, com cada peça em seu lugar e em sintonia com as demais. Mas a bateria, ou o eixo de impulsão, a mola, isso sem dúvida foi o candidato, que foi pra cima e deu o seu recado. Vermelho mandou ver e assim será em Brasília, onde fará valer o crédito nele depositado, não somente aos que acreditaram por meio do voto, mas sim em cada um dos cidadãos desta cidade, região e Paraná. Vai que é sua, Vermelho!
Rogério Romano Bonato

 

Renovação
O Corvo fechou a edição quando cerca de 99% das urnas haviam sido apuradas. Já era possível vislumbrar um resultado, mas este humilde colunista preferiu aguardar os 100%. Acompanhando a apuração, era possível entender os ventos de mudança, com tantos nomes que iam ficando fora, alguns inesperadamente, como o caso de Osmar Serraglio, Reinold Sthephanes, Valdir Rossoni… Quem diria? Os eleitores foram pra cima literalmente, pois uma renovação na casa dos 50% é algo que pode ser considerado histórico.

 

No Paraná
Com a saia-justa em que o Beto Richa se meteu, era possível esperar pelas surpresas, ou seja, o placar desfavorável para alguns de seus aliados, como o Rossoni, e também de inimigos, do tipo Roberto Requião. Os eleitores optaram por sangue novo e gente menos esfuziante. Como disse o Ratinho, houve uma cancela baixada para a tradicional política familiar, pelo menos no governo. Mas alguns filhotes se deram bem, como aconteceu com Requião Filho, Maria Victória, Luíza Canziani e algum outros, federais e estaduais.

 

Oriovisto e Flávio Arns
O professor Oriovisto foi um dos felizes nesta empreitada de superar oponentes. Ele e Flávio Arns eram uma espécie de retardatários e chegaram lá. Mas ao visitarem a redação do Gazeta Diário, meio que anteviram a trajetória. Oriovisto foi quem calculou melhor, especialmente com um Rogério Mainardes na articulação de imagem.

 

Dinastia Reni
A cidade disse bye bye para a deputada Cláudia. Era difícil opinar sobre isso antes da eleição, porque essa gente se irrita facilmente com a verdade e contesta as publicações na Justiça Eleitoral. Mas quando foi que a dona Cláudia acreditou que falar em “mamógrafo” renderia votos? Foi um tiro de calibre 12 nos pés. Isso irritou os iguaçuenses. No geral, fez um pouco mais de 22 mil votos; um fiasco. Em Foz, segundo o TSE, conseguiu ainda a simpatia de 991 eleitores, o que é uma espécie de façanha. Acabou-se a mamata de viver na sombra de gente que faz “caminhões” de votos.

 

Fotos na terrinha
Reza a lenda que trabalhar em Foz não é o suficiente. Os candidatos a deputado estadual não levaram isso a sério, pelo menos na comparação dos números. Nilton Bobato chegou aos 22.200 votos, dos quais 17.251 foram da cidade (4.949 fora). O mesmo ocorreu com Phelipe Mansur; ele fez um total de 18.376 votos, sendo 4.894 em outras cidades. O experiente Professor Sérgio conseguiu 18.513 votos — 10.923 em seu domicílio.

 

Os federais
Vermelho foi o melhor desempenho em Foz, com 20.001 votos, seguido de Giacobo, com 10.080. Cássio Lobato fez 9.375 votos na cidade, e isso surfando a onda do capitão Bolsonaro. Errou, deveria tentar uma vaga na Assembleia Legislativa. Mas a votação extraordinária do Delegado Francischini (427.749) não superou os 7.932 votos em Foz. Voltando aos candidatos à Câmara Federal, Vitorassi, entre os relacionados acima dos cinco mil votos, conseguiu 8.406 eleitores na cidade (total de 10.522). Os resultados, de alguma forma, mostram que os iguaçuenses levaram um pouco mais a sério os nomes da cidade. O caso aí é a grande quantidade de candidatos.

 

Fora de Foz
Vermelho provou a viabilidade desde o início da campanha, porque sempre deixou claro que estava trabalhando em outras cidades e regiões, tanto que fez exatos 50 mil votos fora da cidade. O Corvo está providenciando uma lista de municípios onde o Vermelho foi votado. Ele simplesmente fez o caminho dos demais candidatos, que estão acostumados a peneirar votos em Foz.

 

Márcio Rosa
Aqui temos um caso interessante e que merece comentários. O Corvo adora o vereador, mas não pode deixar de dar um puxãozinho de orelha nele. Márcio, naquilo que chamou de “projeto”, conseguiu 9.275 votos no geral — 6.796 na cidade. Não foi lá uma aventura positiva. Ele acreditou na executiva provisória do PSD em Foz e saiu em cima de outro candidato, o Vermelho. Conseguiu a façanha de prejudicar a colheita de Evandro Roman, que esperava algo em torno de 20 mil votos na cidade. O ex-juiz de futebol ficou nos míseros 3.067 votos e, no geral, fez 67.709, amargando um resultado que não esperava, a suplência.

 

Ai, a executiva…
O presidente do PSD de Foz fez tudo para não aceitar o Vermelho, tanto é que foi brigar em Curitiba. Disse abertamente que trabalharia para Evandro Roman, de Cascavel, forçou a entrada de Márcio Rosa, e deu no que deu: o povo tomou as dores do Vermelho. Onde já se viu acreditar que apoiar um candidato de outra cidade seria algo viável? Certamente Evandro assumirá uma cadeira em Brasília, mas vai precisar de negociação.

 

PSD
Depois das estratégias malfadadas, a esta altura o assunto está na goela dos caciques do PSD — que, segundo informações, não gostaram nada da caolhice presunçosa. No lugar de aceitarem um companheiro com potencial de voto, trabalharam contra ele, o que pode custar a executiva. Não é segredo que até o prefeito Chico Brasileiro vinha encontrando dificuldades no partido, sendo bombardeado com o velho e traiçoeiro “fogo amigo”. Alguém achou que estava por cima da carne seca e virou carniça. Opa, carne podre! O Corvo adora!

 

Hora de festa
O momento agora é de festejar um fato perseguido por três décadas, pois numa eleição assim não deveria haver derrotados, sobretudo levando em conta as dificuldades da cidade. Infelizmente os fatos desagradáveis são lembrados, para que não mais se repitam. Tomara que tenham aprendido a lição. Mas no geral a cidade venceu por 1 x 0; num placar apertado, mas que faz uma grande diferença.

 

O soldado
Devemos escrever que Foz possui um novo fenômeno eleitoral. Trata-se do deputado estadual eleito Soldado Fruet, com 35.231 votos. Em Foz ele conseguiu 27.599. Independentemente da esfera parlamentar, foi o iguaçuense mais votado e com gente querendo esculhambar a campanha dele.

 

Os soldados
Aliás, o que deu de soldados, cabos, sargentos… nessa eleição não foi fácil. Vai haver mais continências na Assembleia e Câmara Federal do que aperto de mãos.

 

Participação geral
Não cabe a este colunista crucificar os que fizeram votos abaixo daquilo que esperavam. Muita gente vai pensar duas vezes em lançar o nome nas próximas eleições, ainda se o assunto for defender mais os interesses da cidade do que seus umbigos.

 

Felicidade
Corvo, vocês aí devem estar bem felizes, porque acreditaram na viabilidade de um candidato de Foz. Isso sim faz uma diferença, pois um jornal deve agir assim, levantar as bandeiras em favor da cidade. E se muita gente não insistisse na teimosia, teríamos outros dois deputados, pelo menos, mais um federal e um segundo estadual. Mas o candidato pensa diferente da cidade, porém pelo visto os eleitores deram uma resposta nisso, não é verdade?
José Valle

O Corvo responde: a soma dos votos de candidatos que sabiam que não chegariam lá é expressiva. Mas vivemos uma democracia, e é bem melhor assim. Foz precisa unir-se para alcançar alguns objetivos essenciais, como é o caso da representatividade política. Deixamos muito a desejar se comparados a outras cidades. Tomara que a cidade pare de cultivar as intrigas e passe a seguir o rumo daquilo que é positivo. Picuinha tem vida curta.

 

Horizonte
Corvo, será que o povo se tocou de que Foz está com tudo? Olha só, elegemos um governador no primeiro turno e um deputado federal do mesmo partido do prefeito. Ainda temos três senadores muito identificados com a região, Oriovisto, Arns e Alvaro. É algo inédito. Espero que se alinhem para resolver de vez os problemas da cidade!
Berenice Rosa

O Corvo responde: é verdade, mas não devemos esquecer que ainda há o Soldado Fruet e também o deputado Giacobo. No mais, o Corvo tem uma lista de candidatos que fizeram pescaria de votos em Foz e que nos devem uma ajuda. Vamos pensar que abrir as portas continua sendo uma premente necessidade.

 

“Mardição”
Corvo, acompanhei bem a guerrinha suja que armaram em Foz, inclusive pedindo para o povo votar em candidatos de fora. E agora? Como é que fica essa gente que disse abertamente que trabalharia para candidatos de outras cidades?
Paulo R Ceres

O Corvo responde: prezado, isso faz parte da democracia. Cada um apoia quem bem entender. O fato é que muita gente resolveu acreditar em candidatos viáveis e votou a favor da cidade. Essas pessoas votaram certo e devem estar felizes. A eleição acabou em Foz e no Paraná; e, aos poucos, principalmente depois do segundo turno, tudo vai encaixar-se em seu lugar.

 

Segundo turno
Bolsonaro recebeu mais de 49 milhões de votos; e Haddad, outros 31 milhões e pouco. Sabemos que na disputa do segundo turno ambos podem contar com adesões. Para onde irão os partidos de Ciro, Alckmin, Marina, Amoêdo, Meirelles, Boulos, enfim, haverá uma nova matemática. Mas há um dado interessante e que pode ser decisivo: a abstenção. Cerca de 30 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas no primeiro turno e, se não quiserem correr o risco de perder o título, pagar multas e essas situações, terão de votar no dia 28 de outubro. Olhando para todos esses aspectos, a eleição começa do “zero”. Não está fácil para o Bolsonaro nem para o Haddad.

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GDIA