Eleições 2018: Professor Oriovisto e Flávio Arns, eleitos senadores
8 de outubro de 2018
8 de outubro de 2018

Resultados
O Corvo, para variar, precisou fechar a coluna bem cedo, como acontece em todos os domingos. Sendo assim, não foi possível esperar pelos resultados, mas eles certamente estão no corpo de notícias do jornal. Quando o TSE começou a dar sinais de enrolação, o Corvo enviou a coluna. Mas foi possível analisar vários aspectos do dia de votação.

 

Constrangimento total
Temendo resultados surpreendentes, os institutos tentaram amainar o que seria um fiasco. Diga-se um grande fiasco. Perto do meio-dia de ontem, alguns grandes veículos publicaram em suas páginas eletrônicas resultados bem diferentes dos mostrados nas pesquisas IBOPE e Datafolha ressaltadas no sábado. Em muitos casos com erros gritantes. No Paraná foi mantida a perspectiva para governador, mas no Senado deu foi Oriovisto. A Globo foi ao ar tentar remediar a bola nas costas que levou dos institutos e classificou a situação como “movimentos bruscos”. Foi o que disseram Willian Bonner e Renata Loprete, com caras de poucos amigos.

 

Pânico
As urnas eletrônicas pifaram às pencas e a biometria foi um grande tiro no pé. Às 17 horas, quando deveriam iniciar o fornecimento dos resultados, ainda havia gente votando e as filas estavam enormes. Para não haver dúvida no sistema de urnas eletrônicas, o ideal seria que tudo corresse normalmente.

 

Votação
O Corvo foi votar e havia apenas duas pessoas na frente. Na sessão ao lado, a fila virava o bloco do colégio. Mas os mesários explicaram que aquilo era normal. Em alguns locais, o povo iria mais tarde. Quem trabalha nas eleições sabe. Onde o Corvo esfregou o polegar na biometria e apertou o teclado, os mesários eram os mesmos da última eleição.

 

Colas funcionais
Pelo pouco tempo no local, foi possível notar que muitas pessoas já possuíam uma colinha bem preenchida. Isso quer dizer que o assunto foi pensado e repensado, o que é muito bom para o processo democrático. Mas várias pessoas declararam mudar o voto em cima da hora. Os eleitores demonstravam preocupação com o pleito e, vai ver, isso causou o tal “movimento brusco”.

 

Ausência
Num rápido panorama lá pelas três da tarde, a opinião das pessoas com quem o Corvo conversou era que as áreas de votação estavam livres da ação de cabos eleitorais. Apesar de alguns santinhos atirados ao chão, os candidatos devem ter orientado bem os colaboradores para não fazerem sujeira, porque se denunciada renderia multa e até processo. Deve ter sido uma das eleições mais limpas da história, pelo menos em Foz do Iguaçu.

 

A chuva
Um pouco disso ocorreu em razão da chuvinha chata que persistiu em boa parte do dia. Houve aguaceiro em alguns locais de votação, dando pra ver o que passam as crianças nas salas de aula quando cai água do céu. Teve mesário saindo para buscar bacias e baldes em casa.

 

Barro
Em algumas localidades, o barro causou uma bagunça na vida dos eleitores, como no caso da Escola Anita Garibaldi, nas proximidades do Hotel Carimã. Em razão de uma obra realizada no antigo posto de gasolina, o acesso se tornou uma pocilga. Em condições normais já é difícil passar por lá, por causa dos buracos; com chuva, os eleitores praticaram uma aventura.

 

Policiamento
Havia sim um forte aparato de segurança atuando nos colégios e locais de votação. Foram recrutados policiais rodoviários federais, PMs, agentes da Polícia Federal e soldados do Exército. Segundo informaram, estavam bem armados, inclusive.

 

Bolsonaro de colete
As emissoras de televisão tradicionalmente acompanham a maratona de candidatos em frente às urnas. Jair Bolsonaro foi votar com um colete à prova de balas e facadas também; deu para notar debaixo da camisa. Pudera, em matéria de segurança, ele deve ter tomado lá as suas precauções.

 

Açougues felizes
Se alguém foi comprar um costelão no domingo pode ter se dado mal. O estoque sofreu um abalo no sábado, em razão da infinidade de churrascos que havia pela cidade. No horizonte só dava fumacinha de carne assada. E enquanto o povo tocava uma gaita, chupando um belo osso de costela, com aquela carninha grudada, os candidatos se cruzavam pela cidade, visitando os comilões de mãos engorduradas. Quem disse que eleição não pode ser festiva?

 

Uns e outros
Enquanto alguns festejam a boa votação, houve quem se preparou para não sair de casa nos próximos dias. O fiasco nas urnas não foi pequeno e, ainda por cima, ajudou a dividir os votos. Essas pessoas terão uma pendência política com a cidade. Vão ter de se explicar. Isso não vai passar em branco desta vez.

 

Cadê os caras?
Os candidatos de outras cidades, que tanto visitaram Foz ao longo do processo eleitoral, estavam um tanto ausentes, pelo menos nos dias que antecederam a votação. Claro, foram tratar dos votos em seus domicílios. É assim que Foz começa a experimentar a sensação do abandono, por parte dessas pessoas, e depois de tantas promessas.

 

Não vota
Alguém andou ligando para os candidatos tentando um alívio depois das besteiras que escreveu. Dizia inclusive que votaria neles. Como pode uma coisa dessas? O maledicente nem pode votar, está pendurado em vários processos na Justiça Eleitoral, difamou, fez besteira, mentiu, não pagou as multas e, com isto, perdeu os direitos.

 

Voto duplo
O engraçado é que ao receber os telefonemas, dois candidatos, mais do que precavidos, tiveram o cuidado de gravar a conversa com o “analfa” virtual. Leia-se, dois candidatos a deputado estadual. Nas duas gravações, havia o “choramingo”: “Criticar faz parte do ofício, mas o meu voto você terá”. Que barbaridade.

 

Tem graça?
Contaram para o Corvo que um cidadão, morador em Foz, foi justificar o voto no consulado de Ciudad del Este. Que estranho isso! Qual seria a “estratégia” do figura? Vai ver ele não teve outro recurso, após faltar a uma audiência na quinta-feira, informando que estava em viagem. O Corvo fica sabendo dessas coisas porque há quem faça questão de informar.

 

Acesso
O site do TSE para a divulgação dos resultados foi certamente o endereço mais acessado na tarde de ontem, tanto que ficou congestionado, fora do ar. Demorou até os votos começarem a pingar nas telinhas e telões. Que diferença de anos antes, quando havia gente somando o que saía das urnas. Este Corvo lembra-se bem do tempo em que as urnas eram abertas no Oeste Paraná Clube e Floresta. Os veículos de comunicação montavam mesas com calculadoras e tudo mais; varavam a madrugada na esperança de um resultado. Ontem, o atraso de uma hora foi suficiente para causar desmaios e, em alguns casos, foi preciso chamar o SAMU.

 

Ansiedade
Logo que as urnas começaram a baixar seus resultados, os candidatos praticaram uma espécie de ritual. O Corvo sabe de gente que se trancou no quarto; houve quem estourasse pipoca, igual em dia de jogo de futebol; e em outro caso alguém andou roendo até as unas dos pés. Pensa?

 

Festa antecipada
Assim que as urnas abriram, alguns nomes de Foz apareceram bem colocados, mas a situação foi alterando-se quando as urnas no restante do estado foram sendo abertas. Alguém andou ligando para os amigos dizendo-se eleito. “Calma, ainda falta muito, só 0,4% das urnas foram abertas”, aconselhou um amigo próximo.

 

Será?
O Corvo fechou a coluna com uma palpitação bem no meio do peito. Tomara que a segunda-feira amanheça feliz. Para alguns, as eleições são um chicote, e muito doloroso, dependendo onde pega. Para outros nem tanto. Eita tristeza isso de não poder esperar resultado até o final. Quando a coluna zarpou para a redação, as urnas no Paraná estavam em 98,79%. Amanhã com certeza teremos muito assunto.

Share

GDIA