6 de outubro de 2018
6 de outubro de 2018

Ecos do debate
Francamente, Corvo, ficou difícil ver o debate pela metade, sem o principal protagonista destas eleições, e não sei se pegou bem falarem dele pelas costas o tempo todo. No fim, é bem provável que o Bolsonaro tenha até crescido nas pesquisas por causa disso. Queria muito saber a sua opinião, Corvo. Vi pessoal falando muito bem, como é o caso do candidato do Psol, e me decepcionei com gente que eu achava mais séria, no caso o paranaense Alvaro Dias. Na sua opinião, quem venceu o debate?
Márcio Villena Feitosa

O Corvo responde: meu caro, não há vencedores em debates, destaca-se o que melhor pergunta e responde aos questionamentos dos oponentes. O Corvo gravou o debate em questão e só o assistiu na manhã de ontem. De fato, sem Bolsonaro, só poderia sobrar para ele. No saldo geral, uns acertaram, outros erraram e houve quem exagerasse. O Corvo fará uma pequena pontuação na nota a seguir.

 

Melhores e piores
No debate da noite de quinta-feira, na Rede Globo, quase todos os candidatos erraram e acertaram com relação aos temas mais palpitantes da nação. O Corvo, com a devida autorização, conferiu a análise por meio da Agência Lupa, da Folha de São Paulo. Aparentemente o candidato Henrique Meirelles estava mais calmo e mais bem preparado; Guilherme Boulos foi o mais filosófico e dissertativo; Geraldo Alckmin, o tempo todo na defensiva, ao contrário da sua propaganda eleitoral; Marina Silva bancou a irritadinha, como sempre; Ciro Gomes dissertou propostas mais que os demais; Alvaro Dias foi quem mais agrediu e brincou com temas de extrema seriedade; e Fernando Haddad tratou de defender os governos Lula e Dilma. O público aplaudia, e Willian Bonner pedia silêncio; no final, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, mas apenas um ainda possui chances de ir ao segundo turno, por isso pisou em ovos o tempo todo.

 

Seu Alvaro
Mas que coisa, hein? Que baita pisada na bola, e na primeira pergunta! O debate virou uma espécie de circo, a começar pela cara do Meirelles no momento em que o Álvaro Dias se atrapalhou. O mico será lembrado por um bom tempo. Mas vai ver era a falta da prática ou a emoção de ficar cara a cara com o Willian Bonner pela primeira vez.

 

Viva a democracia!
Faz muito tempo, os brasileiros não davam tanto valor ao regime democrático; para 69% dos eleitores, continua sendo a melhor maneira de viver, politicamente falando. Desde 1989, na primeira eleição após a ditadura, o povo não sentia o mesmo! O Datafolha que apurou.

 

Pesquisa
O Datafolha divulgou uma pesquisa na noite de quinta; o teor é quase semelhante ao último levantamento do IBOPE antes do debate da Globo. Muita gente está esfregando as mãos para saber os resultados de pesquisas após o debate. O Corvo fechou bem antes de o Jornal Nacional de ontem ir ao ar, mas hoje certamente teremos um novo perfil. Daí é só conferir com o resultado das urnas amanhã. Lá pelas 22 horas teremos os nomes dos novos deputados estaduais, federais e senadores. Saberemos se saíram governadores no primeiro turno; o mesmo serve para presidente. O segundo turno será em 28 de outubro.

 

Em Foz
O presidente da Câmara, Rogério Quadros, fez um apelo dos mais sensíveis pelo voto útil. Resta saber se o eleitor iguaçuense acordará e depositará confiança nos candidatos nativos. Sem representatividade, Foz não conseguirá realizar uma considerável lista de necessidades. Está mais do que certo o vereador, mesmo assim há quem insista em desfilar com gente de fora a tiracolo. Mas amanhã saberemos mais sobre este termômetro, de acreditarem ou não nos candidatos da cidade.

 

Não deixar passar
Está na hora de os iguaçuenses irem para cima de quem atrapalhou os planos da cidade. Não dá para simplesmente esquecer, do tipo deixar para lá. Daqui dois anos essas pessoas aparecerão batendo no peito, forçando a barra no campo político, como isso fosse um direito, uma garantia. Não é assim! O cidadão precisa marcar quem prejudicou a cidade, quem apoiou candidatos de fora e quem entrou na disputa para dividir os votos, sabendo que não possuía chance alguma de eleição. Pelo menos o Corvo vai fazer a lição de casa.

 

Intenções
O que leva alguém disputar uma eleição sabendo que não possui chances? No mínimo, pessoas assim estão tentando fazer vitrine para as eleições municipais. Em condições normais, até faz parte do jogo democrático, mas para Foz a divisão de votos é muito cruel, logo é necessário regular isso. O cidadão desta cidade terá de aprender a fazer contas após as eleições. Basta somar a quantidade de votos literalmente desperdiçados e confrontar com os que faltaram para eleger alguém.

 

Sem celular
Selfie nem pensar! Celulares, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer outro aparelho que prejudique o sigilo do voto estão vetados. Eleitores com biometria e e-Título precisam do celular para a conferência dos mesários. No momento do voto, o celular poderá ficar sobre a mesa receptora de votos ou local escolhido pelo eleitor, conforme está previsto em lei. A maioria desliga e guarda o aparelho no bolso.

 

Cida e os pedágios
A intervenção chamou a atenção, e como, mas a declaração de que as tarifas não sofreriam redução foi como trocar seis por meia dúzia. Cida balançou o vespeiro, porém se o derrubasse poderia dar-se bem melhor. A grana das guaritas será controlada pelos interventores. Aqui entre nós, é o tipo de dinheiro difícil de o usuário receber de volta.

 

Como votar
Por mais incrível que possa parecer, ainda há quem tenha dúvidas sobre o que deve vestir para comparecer às urnas. Há quem levante cedo, tome banho, passe perfume e escolha a melhor roupa para votar. Bom, há quem faça isso todos os dias; é uma questão comportamental e de higiene. Acontece que no dia da eleição, apesar de um momento cívico de grandeza, o eleitor pode votar de bermuda e usar um chinelo, pois a Lei Eleitoral não tem nenhuma proibição sobre isso. É permitido inclusive votar descalço, porque muitas pessoas têm o hábito de tirar os sapatos ao entrar em qualquer recinto. É proibido votar pelado, sem camiseta ou usando traje de banho.

 

Colinha
Não tem problema algum levar uma colinha com os números dos candidatos. Vamos raciocinar: a pessoa precisará lembrar de 19 números, e considerando que alguns não memorizam nem o número do telefone, não é uma tarefa das mais fáceis.

 

Humildade
Na última eleição, o Corvo presenciou uma cena inusitada e de certa forma comum. Uma senhorinha foi ao local de votação e decerto o cãozinho dela foi atrás. Ela o segurou no colo e, prestes a entrar no local de votação, foi impedida. “A senhora não pode entrar com esse bicho no colo; dê aqui que eu seguro.” Ao entregar o cachorro ao auxiliar, ele começou a rosnar e fez o maior auê, mordendo inclusive o homem. Daí veio uma criança, pegou o animal e tudo ficou em paz. Daí a tiazinha perguntou: “Posso votar agora?”. As pessoas disseram que sim, então ela tirou os chinelos na porta e foi-se feliz entender-se com a urna eletrônica.

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GDIA