Câmara agenda diversas audiências públicas para dar voz à população
3 de outubro de 2018
3 de outubro de 2018

Cartas
A disputa eleitoral tem provocado algumas discussões de alto nível, e isso se mede por meio das cartas que chegam a este Corvo. Muito do passado está sendo lembrado, como os personagens dos desenhos animados que marcaram épocas. Os editores da coluna estão encontrando dificuldades para publicar tudo o que chega.

 

Eleitor imune
Desde ontem, até a próxima terça, 9 de outubro, uma normativa (no artigo 236 da Lei 4.737, o Código Eleitoral) assegura que nenhuma autoridade poderá prender ou deter qualquer eleitor. Mas é bom o povo não se folgar, pois quem aprontar e for pego em flagrante delito vai sim amargar o Sol nascendo quadradinho.

 

Festa antecipada
Contaram para este Corvo que um candidato está organizando uma baita festa para o domingo à noite. Mandou comprarem bebidas, carne para churrasco e rojões. Quando disseram o nome dele, o Corvo estranhou, porque o concorrente à vaga de deputado estadual nem aparece nas pesquisas. Pelo telefone, ele disse: “Estou organizando a festa sim, independentemente de vencer, pois só pelo fato de poder participar já estou muito feliz. Se perder, só não soltarei os rojões e posso até vendê-los para quem de fato chegar lá, assim alivio um pouco os gastos de campanha”. Isso que é contar com o ovo na galinha em grande estilo!

 

Não acaba
Já outro candidato está espalhando que, no domingo à noite, lançará a campanha rumo à prefeitura em 2020! Segundo ele, não quer perder o embalo. “Política é assim, se a gente deixar a poeira baixar, fica mais difícil.” Não seria o caso de esperar o resultado das urnas para avaliar se vale a pena? Vai que recebe apenas o voto dele mesmo…

 

Otimismo
A euforia de alguns candidatos causa uma espécie de cegueira, o que os faz acreditar em qualquer coisa, até mesmo na falácia de alguns institutos mequetrefes e que vivem de mordida na ponta das urnas. Depois do resultado, haverá rios de lágrimas em muitos locais da cidade, com entupimento de bueiros inclusive.

 

Dupla paulada
O amanhecer de ontem pode ter sido o pior em toda a vida de Fernando Haddad. Primeiro saiu o IBOPE com o crescimento de Bolsonaro em quatro pontos e o aumento estelar na rejeição do petista, o que pode ser um sintoma de derrota no primeiro turno; paralelamente, desabou o balde de água gelada com a delação de Antônio Palocci, liberada parcialmente na semana decisiva em matéria de formação de opinião do eleitor. O juiz Sérgio Moro demonstrou o quanto ama o PT e seus aliados.

 

Nebulosidade
Os entendidos no assunto “pesquisas eleitorais” garantem que os números do IBOPE são uma espécie de derretimento da máscara, ou seja, reconhecem que Bolsonaro pode ser muito mais forte do que se imaginava. A divulgação da próxima pesquisa nos dará uma ideia real do que acontece.

 

 

Saída estratégica pela direita
O candidato Jair Bolsonaro deu uma de Leão da Montanha, ao se esquivar sobre a desconfiança nas urnas, ou se o resultado não lhe for favorável. Para remediar, disse apenas que não ligaria para o Fernando Haddad em caso de vitória. Há quem de fato creia no coelho da Páscoa…

 

 

 

 

 

Agenda entupida
O jornal Gazeta Diário, ao longo do período de campanha, recebeu todos os candidatos que resolveram fazer visita à redação. Não houve um único caso de visita que tenha passado em branco, até mesmo para postulantes de outras regiões. Acontece que de ontem para hoje choveu candidato em frente ao edifício do jornal; muitos deixaram para a última hora, e isso complica a publicação de matérias em razão da falta de espaço.

Cegueira
Os leitores sabem que o Gazeta Diário acompanhou a campanha sem paixões e até com certa frieza, porque qualquer pisada fora do gramado pode resultar em multa. Mas há um momento que merece ser comentado: na edição de segunda-feira, saíram as duas matérias sobre os movimentos pró e contra o Bolsonaro. Os destaques foram similares, mas parece que isso não foi o suficiente para os envolvidos nas manifestações. Bolsonaristas e contrários a ele se consideraram em desvantagem para o outro lado. Paixões afloradas causam esses efeitos. Nessa briga entre coxinhas e mortadelas, sobra para quem não tem culpa. Veja as fotos publicadas dos eventos realizados no último domingo.

 

Imundice
Mas é necessário destacar que houve sim um diferencial entre as duas manifestações, e isso ficou gravado nas paredes de várias residências e estabelecimentos comerciais, como é o caso do dizer “Lula livre”, grafitado sem piedade, a exemplo de outras oportunidades, o que gerou até processos. Essa mania de pichação mexeu inclusive com alguns simpatizantes do Haddad, completamente contrários aos exageros. É o tipo de imundice que faz as pessoas migrarem para o outro lado.

 

Uma coisa ou outra
Na verdade, essas manifestações não conseguem ser disfarçadas, o que é muito ruim em matéria de política, quando o ideal é o preto no branco. A manifestação contra o Bolsonaro, por exemplo, possuía várias vertentes, como a eleição do Haddad, xingamentos contra a Justiça e ministros, e a libertação do Lula, que não foi preso por perseguição, e sim por atos corruptivos. Um processo eleitoral deve abrir os olhos dos eleitores e fazer a sociedade pensar, não acirrar ânimos pela brutalidade e ignorância.

 

Ícones
Corvo, parece que você tem alguma coisa contra algumas medidas do tempo dos governos militares. As aulas de OSPB, o Projeto Rondon, até o Sugismundo, foram muito eficientes; não se esqueça de que o Zé Gotinha também surgiu na mesma época. Dependendo da opinião de algumas pessoas, até Itaipu seria desnecessária. Pensa no que seria o sistema elétrico hoje sem a binacional?
Thadeu Gustavo Berdilinni

O Corvo responde: calma lá, amigo, o Corvo sempre mencionou OSPB, Sugismundo, Projeto Rondon e similares como importantes, mesmo que isso causasse revolta em algumas pessoas. Estudar a Constituição, como as regras do trânsito e muitos outros assuntos, deveria fazer parte dos bancos escolares, pois teríamos cidadãos mais preparados. A Carta Magna, como exemplo, é estudada apenas em cursos superiores. Já o Zé Gotinha, criado pelo artista Darlan Rosa, chegou depois dos militares, em 1986. Eles voltaram aos quartéis um ano antes. Um detalhe, Darlan recebeu várias críticas porque o Zé Gotinha lembrava o Gasparzinho, “o fantasminha camarada”. Mas vai ver a intenção era não atemorizar as crianças na hora da vacina.

Eleição da “corrupção”
Corvo, entenda bem, considero que esta eleição é um marco sobre a lembrança dos casos de corrupção. Veja a questão dos pedágios: muita gente não entendia ou imaginava a razão de a BR-277 não ser uma autoestrada, totalmente duplicada. De que jeito? Se a grana foi parar no bolso dos corruptos, como iria sobrar para as obras? Por isso a sociedade quer mudar, acreditando que as coisas vão melhorar. Uma pena que há muito radicalismo na pregação de alguns políticos.
Jaime Bretas

 

Ignorância
Para muitos brasileiros, generalizar é a saída para o contraditório, o que é um pecado. Este Corvo viveu na prática boa parte dos períodos militares. Como em todos os governos, houve avanços e também retrocessos. O fato é que o cidadão precisa aprender a respeitar as liberdades democráticas e evidenciar programas muito sérios na área da educação, saúde, habitação, lutando contra a corrupção, que desvia a promoção do desenvolvimento. Punir a corrupção nem sempre intimida os corruptos. Um estado mais bem preparado por meio da educação vai corrigir as deformações no futuro. O problema é a falta de paciência diante de tantas aberrações descobertas todos os dias.

Desde o início
Sem querer despertar ciumeira, se há duas pessoas tinhosas que se consideram anti-PT em Foz, antes mesmo dos times de futebol para que torcem, são Antonio Hernandes Gonzales Junior e Marcelo Angeli. Eles estão na batalha muito antes do surgimento das denúncias no mensalão. E foi até a organização das plataformas pró-Bolsonaro. Fizeram adesivos, cartazetes, bandeiras, trouxeram o Pixuleco, não pararam por um segundo. São obstinados com “O” maiúsculo.

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GDIA