2 de outubro de 2018
2 de outubro de 2018

Mitos de campanha
Um dos corvos ouviu sonoramente: “Quando o Bolsonaro assumir, vocês jornalistas terão que submeter as matérias de vocês para uma banca nomeada pelo presidente em cada cidade; se a banca não aprovar, a matéria não vai sair”. O que o Corvo fez? Mandou o fanático ir lavar os pés e dormir. Coisa assim jamais ocorrerá em qualquer governo que se diz democrático e respeita a Constituição; aliás, um livrinho que o Jair Bolsonaro vive exibindo aos eleitores. Manifestações assim é que acabam prejudicando o candidato em sua corrida à presidência. Bolsonaro até pode ter fama de brigar com jornalista, mas ao que se sabe não ameaçou com censura.

 

Constituição
Uma das propostas do “polêmico” Bolsonaro é exatamente a leitura da Constituição nas salas de aula, medida que os demais candidatos deveriam anunciar. As aulas de OSPB (Organização Social e Política Brasileira) fazem falta porque encurtam o caminho ao discernimento dos direitos e deveres. Se o fanático bolsonarista que ameaçou o Corvo tivesse frequentado uma aula de OSPB ou EMC (Educação Moral e Cívica), enfrentaria um jornalista (no exercício de suas funções) com uma excrecência dessas, de impor a censura. Eu hein, sair para fazer uma matéria debaixo de chuva e precisar lidar com esse tipo de truculência…

 

Saia-justa
Aliás, o Bolsonaro ocupa boa parte do tempo tentando desmentir ou explicar coisas que não disse e que jamais passaram por sua cabeça. Se a ideia é “moralizar” a nação, isso pode estar distante dos paus de arara, punção, garrote e tapa na orelha. Basta a sociedade cumprir as leis e ajudar a erradicar o vírus da corrupção, hoje em estado endêmico. As liberdades e os direitos civis, arduamente conquistados, não podem ser ameaçados.

 

E a censura…
O ministro do STF Luiz Fux está experimentando um pouco dessa bola dividida, de proibir a jornalista Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) de entrevistar o Lula e, pior, ameaçar censurar a publicação caso o trabalho já fosse realizado. O que é isso?

 

Biografia
Contaram para o Corvo que pelo menos 12 escritores, com o perfil de biógrafo, já foram consultados para um trabalho assim com o ex-presidente. O escolhido para uma tarefa dessas saberá que vai vender milhões de cópias. Se os livros de José Dirceu vendem uma barbaridade, imagina uma obra do tipo Mein Kamp do Lula? Bom, não poderá usar o nome Memórias do Cárcere, com certeza. Ricardo Kotscho parece que entrou na fila dos biógrafos.

 

Análise
Muita gente diz que não entende a “onda Bolsonaro”. Aqui entre nós, ela não é nada difícil de ser entendida. Num país de tantos corruptos e caras de paus na ativa, com situações tão revoltantes frente a população, qualquer militar da reserva ganharia eco. Ainda mais se esse milico for um deputado federal. O fato é que poucos imaginavam que a faixa “verde-oliva” emplacaria com tanta força. Esses dias o Corvo ouviu um desabafo: “Pensa os militares fazendo um mutirão nos hospitais, transformando-os em unidades de campanha; atuando nas escolas; construindo estradas, ferrovias e aeroportos; fazendo do Brasil um grande e ativo Projeto Rondon”. Na prática isso pode ser um pouco diferente, porque vai faltar dinheiro. Vamos olhar para a intervenção no Rio de Janeiro: sem dinheiro nada anda; não fizeram cócegas nos criminosos.

 

Últimas pesquisas
O banco BTG Pactual recebeu e publicou o resultado da FSB Pesquisa. Segundo o instituto, Jair Bolsonaro segue na liderança com 31% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad com 24%. Na pesquisa anterior, de 24 de setembro, Bolsonaro tinha 33%; e Haddad, 23%. Eles oscilaram na margem de erro. A pesquisa foi feita nos dias 29 e 30 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Registro no TSE: BR-05879/2018.

 

Torcida
Na luta pelo convencimento dos eleitores para ganhar no primeiro turno, Bolsonaro precisaria contar com a queda de Alckmin, o que parece não acontecer. Do jeito que o ex-governador de São Paulo está batendo, será difícil aliar-se a Bolsonaro e menos ainda ao Haddad. Na finaleira, os números prometem “muitas emoções”, do jeitinho que o “rei“ Roberto Carlos costuma falar.

 

Foz e os protestos
Se todas as hordas de protestos saírem às ruas ao mesmo tempo, teremos uma grande confusão. Imagina de um lado os bolsonaristas, de outro os lulistas e no meio os barakatistas? Será o balacobaco!

 

Ventania
Esses dias o Corvo escreveu sobre os perigos de estacionar ao lado ou próximo de uma árvore nesta época do ano, quando a natureza faz aquele estrago. Domingo o que se via eram árvores e galhos voando para tudo o que era lado. Ah, painéis de propaganda também.

 

Com ou sem chuva?
Alguém telefonou para especular sobre a abstenção nas eleições. Segundo o eleitor, ela será “histórica”. Se chover, pior ainda. O caso é que as pesquisas não apontam para essa tendência. Ao que consta, o eleitor está, sim, querendo votar para valer.

 

Agitação
Ontem havia focos eleitorais pelo menos em algumas áreas comerciais da cidade. Mas o Corvo percebeu que se tratavam das mesmas pessoas. Elas começaram na Vila A e depois estavam no Porto Meira. Duas Kombis estão fazendo o transporte dos cabos eleitorais de um lado a outro. Isso não é proibido. O que não pode é a Kombi carregar eleitores no próximo domingo.

 

Olho vivo
A Justiça Eleitoral está montando um aparato de fiscalização. Segundo consta, há pessoas de olho nas manifestações de candidatos. Um cabo eleitoral confidenciou ao Corvo que, por várias vezes, alguém passou fotografando a turma abanando bandeirolas. O Corvo avisa: isso pode não ser o pessoal do TRE, e sim oposicionistas trabalhando. O trabalho de denúncias está mais para eles do que para quem atua nos fóruns eleitorais.

 

Tranquilidade
O Corvo foi buscar a segunda via do título (dentro do prazo), e não havia uma única alma no Fórum Eleitoral da Av. Costa e Silva, a não ser os funcionários. Eles disseram que está tudo muito tranquilo e, ao que consta, os eleitores atenderam aos prazos e chamados.

 

Dúvidas
Muitas pessoas telefonam para este jornal querendo saber sobre os locais de votação. Estamos avaliando a possibilidade de publicar uma relação, claro, antes das eleições. Isso não é uma promessa, mas sim um desejo, por enquanto. Aguardamos as informações atualizadas.

 

Cartilha
Este colunista deu uma passada de olhos no trabalho do Observatório Social de Foz do Iguaçu (OSFI), a cartilha Somos todos cidadãos – Transforme sua indignação em atitude! Ela será distribuída aos estudantes do ensino médio. Tomara que antes ainda das eleições, se a intenção é a formação de cidadãos críticos, “cientes da importância de acompanhar a gestão pública”.

 

Os temas
A publicação ensina como é viver em sociedade, a educação fiscal, os tributos, o que é corrupção, controle dos gastos públicos, transparência e a estrutura dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Muita gente não sabe a diferença entre os poderes, inclusive políticos em exercício de mandato, o que é impressionante. Ainda há vereadores prometendo obras, coisa longe de suas competências.

 

Destruição
Corvo, pasme, na noite de domingo para segunda-feira, já havia gente tentando arrancar pedacinhos de cerâmica do mosaico nos canteiros centrais da Avenida Jorge Schimmelpfeng. Parei o carro e dei uns berros, mas a molecada fez que não ouviu e ficou de risadinha. Como pode isso? As pessoas ficaram trabalhando meses naquele trabalho e mal conseguiram terminar, esses pivetes que não sabem o que fazer da vida já estavam destruindo? O que será que há na cabeça desse povo, hein Corvo?
Josvel Santana

O Corvo responde: pois então, não faz muito tempo havia gente arrancando grama do canteiro da Avenida das Cataratas. O que custa pedir mudas no horto? Foz precisa urgentemente realizar uma campanha para combater a destruição dos bens públicos. O problema é conseguirem aprovar uma licitação que permita contratar uma agência de publicidade. Ao que consta, neste século será difícil.

 

Dom Dirceu
A comunidade cristã está enlutada. Apesar das encrencas com os padres, Dom Dirceu era muito querido; todos os que em algum momento se tornaram desafetos estavam demonstrando o respeito.

 

No Oeste
O atentado na escola saiu de Medianeira para o mundo! Que tarefa a do gordinho, hein? Garrucha, bombas caseiras e petardos de São João? Será que isso valeu a pena? Que tristeza: dois amiguinhos feridos e um risco de se tornar paraplégico; o pai preso por porte ilegal de armas (pagou fiança e saiu) e os autores no centro de detenção. Não foi uma aventura adolescente que mereça ser lembrada com risos. Infelizmente. Que isso sirva de lição. Vingar-se em razão do assédio, assim, não é o melhor caminho.

 

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GDIA