Adolescente vítima de tiro em escola de Medianeira tem melhora na saúde
1 de outubro de 2018
1 de outubro de 2018

Reta final
Tomara que na última semana de campanha não façam valer o extremismo do “tudo ou nada”. É quando usam todas as armas na derrota dos oponentes, de um jeito que colocam em risco a democracia. Ao tentar vencer as eleições, dependendo do modo, põem o Brasil a perder.

 

Bolsonaro e as urnas
Eita desconfiança! Parece coisa de piá pançudo jogando figurinha no bafo. Se ganha, fica quieto; se perde, o adversário rouba. Por que será que só ele desconfia do sistema? Vamos imaginar que houvesse um modo de fraudar as eleições, manipulando as urnas: Haddad é quem deveria ter medo, pois o PT ainda é o alvo da Justiça.

 

A Educação vai para…
E dá-lhe o Lula aparecer na propaganda eleitoral dizendo que Haddad fez da educação o melhor ministério do seu governo. Tomara que o Haddad, em caso de vitória, não devolva a gentileza, reservando o mesmo ministério para o ex-presidente. Bom, por enquanto é difícil o Lula assumir qualquer ministério.

 

Visitas
E o candidato do PT marcou uma série de visitas ao Lula. Nesta semana fará pelo menos duas, conforme informaram ao Corvo. O pretexto de ir a Curitiba não é o do comício. Se visitar Lula rende votos, Haddad decerto vai ao edifício da Polícia Federal, dá uma voltinha no saguão, pede para usar o banheiro e, pronto, vai embora. É que as visitas são muito rápidas, dizem, não daria o tempo de espera do elevador.

 

Movimentos “contra”
Corvo, estranho chegar a isso! Gente indo às ruas gritando que é contra isso e aquilo. O ideal não seria se manifestarem a favor de alguém ou da melhoria de um país?
Nereu V. Perviatto

O Corvo responde: infelizmente a nossa política não é a da sublimação de um líder, mas sim à base da exclusão. Não se encontram mais as pessoas tentando vencer pelo caráter e competência, e sim crescendo em cima da desgraça de outras. Nosso prisma político está muito nebuloso.

 

Chuva sacana
Pois o aguaceiro na manhã de ontem em Foz entristeceu quem esperava sair de casa para a festa democrática. Muitas pessoas haviam comprado camisetas, bexigas, faixas e até adereços para enfeitar os carrinhos de bebê, mas a chuva esfriou os ânimos. Sem chance levar uma criança para a rua em condições assim. Idosos, precavidos, também preferiram ficar em casa. Mas ainda há uma semana para demonstrar o patriotismo. O maior evento acontecerá no próximo domingo, quando valerá a força na mente e no dedo para apertar a urna.

 

Anos 60
Prezado Corvo, não sei se esta carta vai lhe interessar, mas vejo as coisas de hoje acontecendo mais ou menos como no início dos anos 60, quando o país elegeu um populista que depois entregou o governo para um comunista; daí os milicos assumiram. Havia na época só esquerda e direita; o general Castelo Branco assumiu e, diga-se, com o apoio de grande maioria dos brasileiros; muita gente foi às ruas apoiá-lo. Depois deu nisso tudo. Francamente, Corvo, vejo perigo dos dois lados: da direita radical, que quer vestir o país de verde-oliva, e da esquerda que nem sabe de onde veio, com os líderes ou na cadeia, ou cumprindo prisão domiciliar, ou usando tornozeleira. Que situação, hein?
Mário Gonçalves Cerqueira

O Corvo responde: prezado, há sim uma onda de incerteza, mas no próximo domingo iremos às urnas e resolveremos essa situação. O brasileiro precisa aprender a aceitar os resultados e também contestar os governantes quando é necessário. Se a população for pra cima dos atos dos eleitos, eles refletirão muito antes das decisões. O segredo da democracia é a participação. Sem isso, a coisa corre solta e perde o controle.

 

Paixão errada
Senhor Corvo, se a paixão pela política fosse igual à do futebol, no Brasil, este país seria mais forte que os Estados Unidos, China, Rússia e outras potências. As pessoas vestem a camisa do seu time, mas não a do país, no momento em que mais se precisa. Não me refiro a candidatos nem a partidos, mas sim a uma tomada de posição tranquila, com tempo, que não fosse movida por uma paixão repentina. Agora o povo está dividido igual colorados e ximangos; só falta saírem por aí se pegando a golpes de facão. Ontem meu filho saiu com uma camiseta vermelha e quase apanhou. Acontece que minha mulher deu a camiseta no dia do aniversário porque o menino gosta da cor, e não por causa de política. Tomara que essas coisas se acalmem.
Roberto Martines

O Corvo responde: é isso mesmo, seu Beto, no dia 8, segunda-feira que vem, muito provavelmente essa rusga aumentará, mas o fato é que no dia 1º de janeiro a vida recomeçará, independentemente do eleito. Teremos de pagar a conta da luz, da água, o preço exorbitante da gasolina e a aberração que é o pedágio. As coisas só vão mudar quando os eleitos e seus ajudantes medirem a febre da opinião pública.

 

Desistências
O Corvo soube de vários candidatos que já jogaram a toalha. Entenderam que não vai valer a pena o desperdício de recursos, uma vez que os eleitores já parecem bem decididos. O Corvo conversou com muitas pessoas, e uma boa porcentagem delas disse que já tinha a colinha completa. Independentemente dos candidatos, o eleitor está decidindo-se para valer.

 

Em cima do muro
E este Corvo também encontrou alguns candidatos pela cidade. A pergunta era: “Quem o senhor apoiará para presidente?”. Apenas um ou dois disseram enfaticamente em quem votariam, mas o resto fez cara de gato gordo, quando o muro alto é um refúgio eficiente.

 

Sem posição
Em condições assim, candidatos a deputado ficam imaginando o que pode acontecer depois de eleitos. No início, a maioria sempre prefere analisar bem o terreno, depois da eleição de governadores e presidente. Mas o caso é que há grande expectativa no acirramento das ideias, e um voto pode decidir uma eleição.

 

Bolsonaristas
Se depender da eleição da Banca do Abel, Foz é mais Bolsonaro do que a favor de outros candidatos. Mas isso tem sido o ambiente de todas as pesquisas registradas no TRE para a disputa em primeiro turno. Assim como a eleição antecipada organizada pelo povo que frequenta a banca, outras tantas ocorreram em toda a cidade, sem muita diferença no placar.

 

Exército nas estradas
Este Corvo pegou a estrada na tarde da sexta-feira e viu soldados do Exército e carros de combate em vários locais. Havia até um congestionamento, pois estavam revistando boa parte dos veículos. As pessoas aceitavam com tranquilidade e até sorriam, porque havia sensação de segurança. “Quem não é bandido, não contrabandeia armas, não trafica drogas… não tem o que temer, dizia uma mulher para um soldado.”

 

Em Medianeira
O que será que deu na cabeça daqueles moleques ao invadirem a escola e atirarem nos alunos? Que sandice! Pelo visto se equiparam, e onde será que adquiriram aquelas armas?

 

Horário de verão
Uma prova de que a economia já não é a mesma: o governo deve prorrogar o início do horário de verão para o finalzinho de novembro. As razões são várias e vão desde a baixa do consumo até as provas escolares. Quem sabe já não aproveitam e acabam de vez com isso!

 

Duke
O Corvo deu um passeio pelos jornais e fez um balanço de uma porção de charges sobre a política atual. O eleito para esta segunda-feira foi o grande Eduardo dos Reis Evangelista, o cartunista mineiro mais conhecido como Duke. Escolhemos três trabalhos geniais do artista. Divirta-se. Eles estão espalhados pela coluna.

 

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GDIA