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30 de setembro de 2018

Nas arquibancadas
Quem diria, a política brasileira acabou em discussão entre as torcidas de futebol! O rabo mordeu literalmente o cachorro. Os corintianos e santistas disseram que farão oposição ao Bolsonaro. Já no Palmeiras, time cujo candidato veste a camisa, os torcedores resolveram ficar em cima do muro.

 

Rumo ao segundo turno
Como esperado, os demais candidatos e seus partidos aliados começam a discutir quem vai apoiar quem entre a direita e a esquerda. O Brasil se prepara para uma espécie de plebiscito. É o que dizem os cientistas políticos. Ciro já admitiu começar uma discussão com Haddad; Meirelles está no mesmo rumo. Dos demais ainda não sabemos nada.

 

Mudança do discurso
Bolsonaro virou alvo da maioria dos veículos de comunicação. A Folha de São Paulo, por exemplo, arranca o couro dele de hora em hora. As declarações do vice estão balançando a cristaleira. A repercussão sobre pagamento de dívidas e de 13º estão fazendo o capitão repreender o general.

 

IBOPE Paraná
Os matemáticos avaliam a possibilidade de a eleição ficar no primeiro turno no estado, isso se o Ratinho sustentar os números. Será que ele segura? A tendência é da consolidação, porque as baterias não fizeram muito efeito sobre sua candidatura. Só a Cida oscilou, os demais cresceram praticamente o dobro, mas não superaram a faixa dos 10%, em que está o candidato do MDB, João Arruda. Ratinho manteve o índice de crescimento.

 

E o Senado?
Taí uma briga de foice no escuro. Com a queda de Beto Richa, mediante as denúncias, prisões, etc., os votos foram pulverizados entre Arns, Oriovisto e Canziani. Todos estão na faixa do empate técnico. O desenho aponta para um funil com gargalo bem estreito.

 

Não dá para apostar
É impossível prever qual será o segundo senador eleito pelo Paraná. Este Corvo não apostaria de jeito nenhum. Requião está em situação muito estável, mesmo assim despencou quatro pontos. Deve ser o efeito pedágio. Já Beto Richa deve ter perdido o sono faz tempo, pois cai sem paraquedas. O maior crescimento é de Oriovisto; saiu de 1% para os 16%.

 

É sábado
E hoje teremos uma pequena amostra do que será a semana que vem, pois muitos candidatos vão colocar seus blocos na rua. Tomara que respeitem aos preceitos higiênicos não emporcalhando a cidade de papel, entupindo as galerias pluviais nem causando poluição visual. Por favor, não me apareçam no boteco pagando churrasco!

 

Seu Ziraldo
Corvo, verdade, levei um susto quando li na Folha de São Paulo que o Ziraldo estava com problemas sérios de saúde. Mas, meu caro colunista, acompanho as notícias sobre ele, e não faz muito tempo, em 2013, na Alemanha, foi o maior sufoco e, em 2009, em Curitiba também. Ziraldo vive morrendo! Isso acontece com ele e o Ruy Castro, que já gastou as sete vidas.
James Santana

O Corvo responde: depois de aplicar um baita susto no Brasil, porque o cartunista tem esse poder de chamar a atenção, Ziraldo acordou cheio de conversa, movimentando bem os braços e as pernas e já articulava um jeito de fugir do hospital. Mas os médicos estão receosos, pois o AVC foi hemorrágico, e dos bem fortes. Ele segue em observação e em recuperação. Segundo um sobrinho, “já está no celular”.

 

A praça é nossa?

Se for, faça o favor, Corvo, alguém tem de cuidar mais dela. Ontem fui levar a minha neta passear de carrinho de bebê na Praça do Mitre e passei raiva. Arrancaram até a placa de bronze onde há estátua do general. E aqueles bancos cheios de chicletes grudentos? E aquele chafariz de água imunda, cheio de copos de plástico, fedendo? É isso que chamam de praça? Como você diz, Corvo, que barbaridade!
Francisco Coelho

O Corvo responde: prezado, a praça está muito feia mesmo, e pensar que ela foi recém-entregue à população, depois do espaço um tempão fechado. E pode-se dizer o mesmo da Praça da Bíblia, com aquela megaestrutura de pilares que não serve para nada. Deveriam é trocar umas telhas do Teatro Barracão, onde chove mais dentro que fora. Mas voltando à Praça do Mitre, e aquele chafariz que mais parece um bidê de banheiro?

 

Parou
Corvo, não sei se é impressão minha, mas as obras da Felipe Wandscheer parece que pararam. O que se vê é calçada inacabada e cavaletes. Será que vai ficar assim muito tempo? Por que será que as coisas em Foz param logo quando estão ficando prontas? Isso parece uma tradição em nossa cidade.
Waldir Pasteleiro

O Corvo responde: seu Waldir, antes de mais nada, manda um pastel de carne com ovo aqui pra redação. É uma delícia! Sobre a avenida, as obras recomeçarão assim que o tempo der uma formada. É o que informaram ao Corvo!

 

Cacarecos
Corvo, relutei mas no fim das contas resolvi lhe escrever. Você já parou para ver o estado desses ônibus com placas paraguaias que fazem as linhas de transporte trinacional? Por favor, estão caindo aos pedaços. Há carros com bem mais de 30 anos rodando. Aqui no Brasil a regra é bem mais dura. Mal chegam aos dez anos, a população já começa a reclamar. Dá um cutucão aí, Corvo.
SLM (O leitor pediu para não ter o nome divulgado.)

O Corvo responde: prezado, o estado dos veículos é mesmo lamentável. O Corvo, na verdade, tem até medo de “parar para olhar”, pois vai que um desses ônibus perde a direção e vem na direção da gente! O repórter Roger Meireles fez um registro da lamentável situação. E pensar que é nesses ônibus que os turistas se movimentam de um lado ao outro da fronteira.

 

Fake news
O Corvo recebeu uma porção de cartinhas de leitores sobre esse assunto medonho, de usarem meios de comunicação em favor das mentiras. Resolvemos não publicar, porque o assunto requer uma medida um pouco mais efetiva, e ela está em vias de acontecer por meio de advogados. Algumas pessoas resolveram unir-se em torno de uma ação. O conteúdo traz vários exemplos de como “não” se deve praticar o jornalismo. O Corvo aproveita para agradecer a solidariedade dos amigos.

 

Só isso?
Bom, notícias falsas já são o suficiente para complicar a vida de quem as produz. Mas há um outro detalhe importante e de que muitas vezes os leitores acabam não se dando conta: quem vive de fazer sacanagem por meio de “veículos de comunicação” enfrenta um sério problema com o idioma. Isso mesmo, essa gente não sabe escrever; já é o bastante para comprometer a credibilidade. O Corvo recebeu uma cartinha muito sugestiva sobre isso.

 

Lição moral
Corvo, tenho lido o que escreves e te garanto que sou apaixonada por você, ou melhor, pelas tuas sacadas. A prova disso é que comprei até uma camiseta sua, com o “I Love Corvo! bem grande, em vermelho. Pois veja, pessoas inteligentes se safam das críticas de maneiras bem simples, como é o seu caso, porque, francamente, há uma diferença muito grande entre você e seus críticos, que fazem Camões rolar na tumba com a qualidade do português escrito que praticam. Mas veja, o Pepe Mojica fez algo semelhante esses tempos. Foi duramente criticado por uma oposicionista no Uruguai, e veja como foi a peleia, na foto que estou te enviando.

 

Fim de semana
O Corvo deseja a todos um grande descanso neste sábado e domingo! Aproveitem o tempo para ler, desenhar, cultivar flores, plantinhas e para bebericar um vinho ou um chope se der! A vida é bela e precisa ser aproveitada. No mais, na semana que vem, precisaremos de muita concentração para decidir o futuro do Brasil!

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GDIA