Trabalho desenvolvido pela AFA é referência nacional em reestruturação familiar
25 de setembro de 2018
25 de setembro de 2018

“Radarde”
No sertão de Pernambuco e adjacências, Lula é mais idolatrado que Lampião. Empata com Padre Cícero e, segundo a Folha de São Paulo, há depoimentos cuja fidelidade inspira algo além da canina. Pois bem, na terra onde apelidaram o filme Godzilla de O Calangão e Guerra nas Estrelas como Arranca-Rabo no Céu, o nome Haddad não escaparia de receber outros nomes. Por lá, Lula é conhecido como “painho”; logo, o Haddad é o “fiinho”; mas, conforme o jornal paulista, também é chamado de Redrade, Adraike e Alade, que barbaridade!

 

Alberto Almeida
O cientista político é um velho conhecido de Foz. Realizou um trabalho de bastidores, e os resultados bateram em frações. Isso aconteceu nas duas campanhas de Paulo Mac Donald Ghisi. Pois bem, para ele, vale o resultado da pesquisa eleitoral contratada pela Genial Investimentos, realizada em parceria com o Brasilis, pela qual a disputa está pau a pau e deve pegar fogo no segundo turno, com uma ligeira vantagem para o Jair Bolsonaro. Foram realizadas mil entrevistas em todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%.

 

Desempenhos
Haddad é melhor entre eleitores com ensino fundamental e beneficiários do programa Bolsa Família. Já Bolsonaro está na cabeça de quem possui escolaridade mais elevada. O “x” da eleição, se ela pode ser considerada uma questão, é a classe média.

 

Mais pesquisas
O país está virado em informações eleitorais. Nunca em outra época houve um interesse tão grande pelos números. Há um dado em que a maioria das pessoas que sintonizam os telejornais espera por resultados sobre a corrida presidencial. E nesta eleição, ineditamente, avaliações de institutos menos conhecidos estão sendo levadas a sério, como é o caso do recente trabalho da BTG/FSB, cujo resultado aponta Bolsonaro com 33% e Haddad saltando de 16% para 23%.

 

Segundo turno
É a chance de Bolsonaro consolidar os números e tentar mudar a cabeça de quem o rejeita. Ele terá o mesmo tempo de televisão do PT; e em situações assim muito pode acontecer. Se escolher profissionais competentes, pode ser feliz. Mas sabemos que será uma guerra aberta e sem precedentes na história. O brasileiro que se prepare e pense no que vai fazer na hora de votar.

 

Urnas
Bolsonaro desconfia das urnas e vê a possibilidade de fraude. Ele acredita que o PT tem a intenção de alterar o pleito. Boa parte dos assessores do candidato argumenta que a segurança das urnas não “constitui uma unanimidade”.

 

Visão do procurador
O procurador do MPF Carlos Fernando Lima, que capitaneava a força-tarefa da Lava Jato, concedeu entrevista à Gazeta do Povo e suas declarações foram recebidas com um colar de bombas. Ele, que deixou Curitiba para atuar na Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo, crê que o motivo para a turbulência é a polarização que tomou conta das eleições. “De um lado, o PT lançou a candidatura de Fernando Haddad com o apelo de resgate aos tempos de Lula. De outro, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se coloca como principal opositor do Partido dos Trabalhadores e contra tudo que está aí. O que está acontecendo dos dois lados é uma deslegitimação do processo democrático. Então, se um lado [Bolsonaro] ganhar, vai ser porque o principal líder deles [do PT] está preso. Se o outro [Haddad] ganhar, vai ser porque as urnas estão fraudadas. Quer dizer, qualquer que seja o resultado, o outro lado vai negar a legitimidade, e isto é uma das principais receitas para crises institucionais. E a população repete como papagaio certas coisas que nem lógica tem”, disse o procurador.

 

Fake news
Corvo, o que é exatamente isso, na sua visão? É o que publicam só os apócrifos? Vejo que há uma grande discussão, mas as definições de fake news são muito abrangentes, e o tema, ao que parece, está sendo tratado com rigor pela Justiça. Queria muito saber a sua opinião.
VRG (O leitor pediu para não ter o seu nome revelado.)

O Corvo responde: é simples, fake news quer dizer notícia falsa, e isso não ocorre necessariamente em publicações apócrifas. A má condução do jornalismo, o sensacionalismo, o desejo de prejudicar alguém por meio de um fato inverídico e até duvidoso, resultando em crimes contra a honra, são as essências das notícias falsas.

 

Calçadas
A prefeitura está cobrando as pessoas que não levam a sério a padronização das calçadas. O “projeto calçadas” foi e é uma das melhores inciativas urbanísticas adotadas pelo município de Foz, mas é difícil isso entrar na cabeça de algumas pessoas. É pelas calçadas que a população caminha. Pelo menos deveria caminhar, porque na verdade, por falta de acesso, o povo anda é pelo asfalto, coisa muito perigosa por sinal.

 

Feira do Livro
Corvo, penso que a Feira do Livro seja sem dúvida o evento mais importante do calendário da cidade. É de puro saber, e a garotada adora, apesar da influência eletrônica. Minha filha, por exemplo, fica contando os dias para poder visitar o evento. Mas veja, Corvo, algumas crianças querem ir todos os dias e neste ano enfrentei problemas com o estacionamento. As ruas no perímetro do que chamam de Complexo Bordin estavam entupidas, e sei de alguns veículos que foram arrombados. Eu mesma dei sorte, porque deixo o carro no quintal da minha sogra, que mora nas proximidades. É a minha dica, Corvo, melhorias no estacionamento.

O Corvo responde: este colunista recebeu várias cartas com muitas sugestões para o evento literário de Foz, sem dúvidas a data mais importante em favor da leitura na região. Um evento assim vai firmando-se ao longo dos anos, e não demora o tema “estacionamento” será resolvido. O Corvo viu vários locais dedicados à guarda de veículos e havia muita segurança ao redor da feira. Mas o Corvo vai publicar a sua sugestão, porque é muito bem pontuada.

 

A baixaria continua
Muita gente atira a esmo e abusa das oportunidades de conceder entrevistas aos veículos de comunicação. Falam o que pensam esquecendo-se das regras eleitorais. Hoje todos os programas são gravados e cairão nas mãos dos advogados de campanha. Dançam as emissoras abertas e, na internet, blogues e jornais, porque no mínimo terão de ceder espaço para direito de resposta. Com tantos espaços limitados, especialmente nos impressos, ceder direito de resposta em razão da irresponsabilidade de quem deu declarações é sinônimo de prejuízo.

Bolsonaro ou Haddad?
Corvo, estou muito curioso em saber a sua opinião sobre isso que acontece no país, enfim, uma briga entre a esquerda e a direita. Qual é a sua, passarinho? Qual o seu lado?
Marcos Feitosa

O Corvo responde: para iniciar, o Corvo está do lado do Brasil. Quanto à sua pergunta, estamos vivendo um momento único. De um lado, uma pessoa com princípios de direita e que se diz legalista; de outro, um candidato de esquerda que também se diz a favor das leis, o que nos faz concluir que não haverá autoritarismo, o que é algo importante para os valores democráticos. Por que o Bolsonaro é um nome que ascendeu? Porque é contra tudo o que há no governo e também contra todos nos diversos tipos de modelos partidários. Os demais candidatos pagam pelo preço de terem aliados enroscados em casos de corrupção, alguns presos e condenados. Provavelmente Haddad e Bolsonaro discutirão o país no segundo turno, e os brasileiros terão tempo e paciência para ouvir os dois lados. Apesar do fanatismo em ambos os lados, a disputa é extremamente saudável em favor da democracia. O Corvo, a esta altura, é mais um observador, como qualquer cidadão deste país.

Acidentes
Puxa vida, hein seu Corvo, entra a segunda-feira e não se escuta falar em nada que não seja acidentes graves envolvendo vítimas, atropelamentos, entre outros. Nos finais de semana não durmo com meus dois filhos de carro para um lado e outro. Eles são rodeiros, mas e os outros motoristas que não são? O trânsito é o maior dilema dos brasileiros, e não vejo os candidatos falando nisso.
Érica van Der Poso

O Corvo responde: prezada, se não é o maior problema, é um dos maiores, porque mata mais do que muitas guerras. Mas os políticos não pensam no trânsito de hoje, e sim daqui a uns 30 ou 40 anos; falam em biogás, carros elétricos e tratam da poluição. Passam longe do trânsito nas grandes cidades e deixarão isso para os candidatos a prefeito, daqui dois anos.

Share

GDIA