24 de setembro de 2018
24 de setembro de 2018

Poder360
A pesquisa publicada pelo site, hoje um dos mais respeitados e acessados do país, foi realizada pelo telefone, o que de certa forma causa receio em muitos entendidos do assunto. Mas a tomada de opinião em questão foi a discussão do sábado. Os números demonstram um empate no segundo turno. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, atualmente Jair Bolsonaro contaria com 26%, e Fernando Haddad, 22%. A coleta do DataPoder360 foi realizada nos dias 19 e 20 de setembro, últimas quarta e quinta-feiras, com quatro mil entrevistas por telefone (fixos e celulares) em 422 cidades nas 26 unidades da federação e no Distrito Federal. O registro na Justiça Eleitoral é BR-02039/2018.

 

Eficiência
Apesar da coleta realizada por telefone, quem analisou garante que se trata de uma ótima comparação de dados, melhor até que do IBOBE e Datafolha. O Corvo viu e notou que os perfis de análise são bem diversificados e oferecem vários cenários, de fato, não avaliados pelos demais institutos. A intenção estimulada aponta, além dos dois primeiros colocados: Ciro, 14%; Alckmin, 6%; Marina, 4%; Álvaro, 3%; Meirelles, 3%; Boulos, 2%; Daciolo, Eymael, Amoêdo e Goulart, 1%; Vera não pontua. Brancos/nulos, 12%; não sabem, 3%. Mais informações no site www.poder360.com.br.

 

Cadê o IBOPE
O fato é que muita gente ficou colada no aparelho de televisão, na noite de sexta e sábado, e o IBOPE não divulgou a pesquisa, como se esperava. Pelo menos o assunto vazou. O Corvo fechou a coluna ontem, às 16 horas, portanto não deu para informar se a tão esperada pesquisa foi divulgada ou não.

 

Pauleira
Geraldo Alckmin caprichou na pontaria para descredibilizar os oponentes Bolsonaro e Haddad e, claro, incluiu na encrenca Hugo Chávez e seu sucessor, Maduro, tratando-os como desafetos. Tomara que, até o final da eleição, a Venezuela não declare guerra ao Brasil.

 

Guerrinha boba em Foz
Dois candidatos estão sendo atacados (por outro candidato), juntamente com seus apoiadores. Com isto, quem atacou conseguiu a façanha de atrair Paulo Mac Donald Ghisi e Chico Brasileiro para o terreno eleitoral, quando estavam de certa forma quietinhos nos seus cantos. O motivo seria o fato dos candidatos apoiados por eles usarem fundos partidários. Acontece que o fundo destinado aos partidos foi votado pelo Congresso, e não há ilegalidade em seu emprego, caso os candidatos optassem pela modalidade. Há quem nem passe perto do tal fundo. O diretor-geral brasileiro de Itaipu também não escapou da agressão, em vídeo elaborado e lançado nas redes sociais.

 

Fundo partidário ou eleitoral?
Uma coisa é bem diferente da outra e pode ser que foi aí que um site também trocou os pés pelas mãos, o que teria motivado o ataque aos dois candidatos. Fundo Eleitoral é aquele que pode ser usado por candidatos que possuem mandato. Logo, postulantes sem mandato não possuem acesso. Outra, a declaração de bens ou o que vão usar em campanha está distante do que realmente usarão. Sendo assim, um candidato pode declarar R$ 2,5 milhões (teto máximo para deputado federal) e utilizar apenas R$ 300 mil ou R$ 400 mil. Isso será sim fruto das prestações de contas de campanha, algo que nem um dono de lâmpada mágica conseguiria prever com antecipação.

 

Sem fundos
Giacobo e Vermelho foram os alvos das peças espalhadas nas redes sociais — eles e seus supostos apoiadores — sobre serem ou não beneficiados pelos fundos partidários. O Corvo foi investigar, e pelo menos o Vermelho garantiu que não utilizou o recurso. Ele disse que faz campanha com o que há em seu bolso, ou seja, recursos próprios. Agora, acharem que o fato de serem ou não apoiados pelo Paulo, Chico e Marcos Stamm é algo que pode prejudicá-los, isso é no mínimo uma piada.

 

Raquetada
E o advogado do Vermelho, Dr. Welington Eduardo Ludke, pediu liminar para retirar a propaganda danosa ao candidato das redes sociais e de onde mais poderia ser usada. A liminar foi concedida, e o que ninguém esperava é que o juiz Ricardo Augusto Reis de Macedo levasse o assunto para o campo da fake news. Ele escreveu: “Entendo que o conteúdo do vídeo está em desacordo com as informações disponíveis em fonte de dados oficial, de acesso livre e fácil verificação, o que permite concluir se tratar de notícia inverídica. Vejo que o conteúdo do vídeo divulgado busca induzir o espectador a acreditar que o candidato representante adotou posturas referentes aos gastos de campanha em desacordo com informações oficiais, o que conduz ao debate sobre as chamadas fake news [confira matéria na edição de hoje]”. Decerto quem fez a publicação não esperava por um puxão de orelhas assim.

 

E a guerra continua…
Há quem dedique a propaganda ao que ela se propõe, por meio de um debate em alto nível, discernindo os problemas enfrentados pela sociedade, sem ligar para os adversários. Por outro lado, outros abusam, propalando informações inverídicas tentando atingir a honra das pessoas. A Justiça está de olhos abertos, e ela é muito eficiente para colocar cada coisa em seu devido lugar.

 

Alvos
Faltando 14 dias para as eleições, a esta altura o propósito de muita gente é atingir quem demonstra força e possibilidade de eleição, do contrário candidatos assim não seriam hostilizados. No caso de Foz, isso é muito triste, um pecado, considerando a luta da sociedade pela necessária eleição de seus representantes.

 

Fake news
E há um recente caso de notícia falsa, fora da política, que vai tirar o sono de alguns pobres de alma, diga-se, péssimos profissionais e de conduta suspeita. Achavam que com as mentiras consegueriam distorcer a verdade? Não demora, receberão a visita de oficiais de Justiça. Eles e quem pagou pelo servicinho sujo. Um dos porcalhões andou abrindo o bico sobre quem foi o pagante.

 

 

Quem “não viu”?
O Corvo viu os jornalistas Vinícius Ferreira e Cláudio Dalla Benetta em confraternização botecária no sábado pela manhã. Apesar de trabalharem juntos, virtualmente, os editores do site www.naoviu.com.br, a publicação (on-line) de longe mais lida e credível da fronteira, resolveram bater um papo, pois estavam morrendo de saudades. “Estamos sintonizados o dia todo, mas faz um tempão que a gente não se encontrava”, desabafou o Vinícius. O encontro se deu no Bar do Juca.

 

 

 

 

Desconfiança das urnas
Outro tema recorrente é a dúvida que espalham sobre as urnas eletrônicas. “Se fulano não ganhar é porque as urnas foram fraudadas.” O caso é que haverá observadores internacionais neste ano, inclusive nas apurações.

 

14 estados pedem apoio
O bicho está pegando em algumas localidades, tanto que muitos estados querem redobrar a segurança em várias cidades. Onde é que o Brasil chegou? E muita gente achava que a rivalidade existia só nos gramados.

 

Terrorista
Alguns amigos de Assad Ahmad Barakat dizem que ele estava mais para um simpatizante de grupos extremistas do que financiador. Há relatos de que, no fatídico 11 de setembro, algumas pessoas abanavam bandeiras e gritavam nas ruas de Foz e Ciudad del Este. Assad Barakat, segundo reza a lenda, foi uma dessas pessoas.

 

Suspeita
Mas em 2002, o então responsável pelo combate ao terrorismo da OEA, Steven Montblat, esteve em Foz e disse para a colônia árabe que haviam identificado dois depósitos de remessas de dinheiro para os extremistas. Os valores rondavam o montante de US$ 50 mil. Assad Barakat seria um suposto “colaborador” e pagou bem caro por isso.

 

Lavagem
Há muitos interessados em saber detalhes sobre o modus operandi da lavagem de dinheiro por meio de cassinos na Argentina. Em Puerto Iguazú, os estabelecimentos eram, ou são, controlados por pessoas de origem judaica; a notícia causou uma espécie abalo sísmico, que fez a terra tremer até Buenos Aires, onde a colônia foi vítima de pelo menos dois bárbaros atentados.

 

Enfim a primavera
Mas parece verão. No domingo a temperatura alcançou a casa dos 40 graus. Meia cidade foi pega desprevenida, sem providenciar a limpeza dos filtros de ar-condicionado.

 

Na Avenida Brasil
Seu Corvo, não é de hoje que há um flanelinha atormentando a vida das pessoas no alto da Avenida Brasil. Segundo me disseram, o caso já foi parar na polícia e houve ocasião em que o boca-suja levou safanão de transeuntes. Mas ele continua por lá, como fosse o dono do pedaço.
Márcia Ribeiro

O Corvo responde: prezada leitora, são muitos os apelos pela retirada do indivíduo do local. Acontece que a rua é pública e pouco se pode fazer, a não ser prestar queixa diante dos insultos que ele comete. Isso é um caso de sanidade, porque não está longe de acontecer alguma besteira, pois a pessoa em questão é muito agressiva. Mas violência não é a solução. Taí um nó para os assistentes sociais públicos desatarem.

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GDIA