Taxistas de Ciudad del Este cobram um maior controle dos concorrentes
14 de setembro de 2018
14 de setembro de 2018

Seu Tony
Contaram para o Corvo que o empresário Tony Garcia sempre andou armado de gravadores nas reuniões com os políticos que ele se propunha a “auxiliar”. Depois da prisão de Beto e de outros 14 colaboradores, será difícil alguém requisitar ajuda ou “auxílio” do empresário. Mas os jovens de hoje perguntam: “Quem é essa figura com pinta de galã?”.

 

O Corvo lembra bem
Seu Tony é velho de trecho na política do Paraná. Foi candidato a prefeito de Curitiba, e não levou; disputou o Senado por três vezes, e também não chegou lá. Foi sim deputado estadual com num mandato apagado. Sempre bronzeado, usando terninhos da moda, prometia revolucionar a política. Era bom de papo e ruim de voto.

 

“Collorido”
Para Tony, Fernando Collor de Mello era um homem pintado de ouro! Fã incondicional, ele imitava e repetia os jargões do ex-presidente — cassado, prometendo perseguir e prender os marajás. Mesmo sendo “o cara do Collor”, na briga por uma única vaga, perdeu o Senado para o Zé do Chapéu, ou José Eduardo Vieira, então dono do Bamerindus.

 

Na PF
Em 2004, a Polícia Federal amanheceu na porta de Tony, que foi preso e depois acusado de gestão fraudulenta no Consórcio Garibaldi. Foi julgado e condenado por ninguém menos que o juiz Sérgio Moro. Em 2008 recebeu a pena: seis anos de prestação de serviços comunitários.

 

Amor e ódio
Segundo a lenda, Tony e Beto eram amigos desde os tempos de piás, em que Tony já se queixava do Beto para a família. É difícil entender algum tipo de relação com o ex-governador Beto Richa hoje, de quem Tony dizia ser um desafeto natural. Afinal quem engoliria um ex-amigo, declaradamente assim, metido em negócios de natureza duvidosa? Nas rodas íntimas, Tony dizia que a bomba iria explodir nas mãos do Richa. Usava o jargão tique-taque-tique-taque. E a bomba explodiu.

 

Habeas negado
Pelo visto, Beto e a esposa cumprirão os dias de prisão temporária. Pode ser que o STJ alivie, se é que dará tempo. Os estragos na campanha começaram a surgir via adversários. Deve haver certa preocupação em alguns comitês, evidente o passado não tão distante. O fato de pertencerem ao governo é encarado como munição de grosso calibre por quem vem atrás. Apesar disso, João Arruda foi muito comedido em sua entrevista.

 

Cavalaria
Corvo, não sei se ouvi bem, mas um repórter disse ao vivo que o ex-governador e esposa estavam presos num regimento de cavalaria montada? Quem será que os cavalos montam, seu Corvo?
Irene Figueira

O Corvo não viu isso. Nas intervenções jornalísticas que esta ave assistiu, os repórteres disseram ou Regimento de Cavalaria, ou Batalhão.

 

Sumiço
Corvo, o que está acontecendo? Estamos a menos de 30 dias das eleições e até agora não recebi um único telefonema de candidato, ninguém me visitou nem invadiu o meu perfil na rede social com propaganda política. Ligo a televisão e vejo mais tela azul, com os dizeres do Horário Eleitoral Gratuito, do que alguém contando vantagens e mostrando a careta! Isto é no mínimo inusitado, não acha?
Pedro La Conceición

O Corvo responde: prezado, algo de fato mudou no horizonte da política. Os candidatos estão mais discretos porque sabem da intolerância por parte da população. Tem gente literalmente pisando em ovos. Mas o Corvo deu uma pesquisada e concluiu que as campanhas só vão mesmo pegar mais firme nos últimos dez dias que antecedem a votação. Uns farão isso por estratégia e outros pela simples falta de dinheiro.

 

No fórum
Ao passo que os candidatos tentam se virar com os meios que possuem, alguns muito limitados, há quem esteja de olho em algum tropeço. Ainda há uma certa calmaria no Fórum Eleitoral, mas há advogados ensaiando rojões contra alguns candidatos. Contaram para o Corvo que há pessoas na lida da propaganda eleitoral fora da regulamentação.

Jogo eleitoral
O G1, portal da Globo, elaborou um jeito de o eleitor “construir” o candidato ideal. A experiência é interessante, mas no caso deste Corvo apareceu na telinha um candidato totalmente diferente da intenção de voto. O jogo nos oferece uma espécie de Frankenstein político. Há quem questione a inovação, porque ela pode induzir o eleitor. Mas o “jogo eleitoral” é claro, assim que aberto: “Não se trata de pesquisa nem de enquete eleitoral. O jogo é apenas uma ferramenta criada para ajudar o eleitor a conhecer e ver com quais propostas dos candidatos se identifica”.

 

João Arruda
O candidato do MDB se saiu relativamente bem em entrevista na RPC ontem. Os entrevistadores perguntaram como ele se sentia ao fazer menos de cem votos em Cascavel. Arruda só faltou dizer que não quis atrapalhar a penca de deputados federais eleitos por aquela cidade. Hoje é a vez do Ratinho Junior.

 

Desvios
O Ministério Público Federal pediu o fechamento das estradas vicinais que ajudavam a turma desviar a praça de pedágio em São Miguel do Iguaçu. A segurança viária seria o motivo. Os procuradores sabem que o valor é muito alto e a medida gerou uma certa revolta por parte de agricultores e pessoas que vivem do relacionamento entre duas cidades, ou seja, gente que vai de Santa Terezinha a São Miguel, e vice-versa, várias vezes ao dia. Choveram cartinhas para o Corvo.

 

“Rallies”
Furar praças de pedágio por meio de estradas vicinais passou a ser uma modalidade esportiva ao longo da BR-277. Existem até mapas na internet. Há desenhos de escapatórias em vários locais, como é o caso de Céu Azul, entre lavouras, hortas e belas paisagens. O povo entra antes do posto pepinão e sai em Santa Tereza do Oeste. E há saídas similares nas praças de Cascavel, Laranjeiras do Sul, Candói, Irati e Palmeira. Há quem adore aventuras assim, com uma graninha sobrando para o milho verde cozido e pinhão entre as plantações.

 

Fiscalização
Alguns empresários da hotelaria e do comércio ligaram para o Corvo para relatar uma ostensiva da Polícia Militar. Seriam os reflexos do incêndio no museu? Mas ao que se sabe, o alvo são estabelecimentos que já foram fiscalizados após o incêndio da Boate Kiss, e até o momento não adotaram as providências, e também pequenos estabelecimentos. O Corvo conversou com alguém da área, e há hotéis de dar medo, com fiação exposta, falta de hidrantes e extintores, cozinhas totalmente fora do padrão e falta total de documentação. Militar ou bombeiro, quando prevarica, paga caro e leva a culpa caso algum acidente ocorra; quase sempre há vítimas. No incêndio do Museu Nacional, as múmias não escaparam. Imagina? Tiveram o trabalho de preservar corpos por três mil anos, mas não contavam com o desleixo e as faíscas elétricas.

 

Lar dos Velhinhos
Como o Corvo antecipou, haverá uma prestação de contas sobre o emprego dos quase R$ 60 mil arrecadados para salvar a entidade. Ainda falta o dobro para aliviar a situação. Mas a entidade enfrenta outro drama: com a crise, muitos funcionários se ausentaram, alguns por força de atestados, o que de certa forma é normal; as pessoas ficam doentes. Olhando para isso, a entidade resolver “convocar” voluntários. Sendo assim, quem de alguma forma puder ajudar pode entrar em contato pelo telefone 3527-4014 e falar com as pessoas responsáveis pelo RH, no caso Ermelinda ou Karoline. O Lar dos Velhinhos precisa de pessoas aptas ao trabalho de cuidar, limpeza, enfermagem e outros serviços. Quem sabe um convênio com algumas universidades não aliviaria? É uma causa nobre e um enorme laboratório geriátrico.

 

Jovens velhos
Corvo, tenho acompanhado as matérias e as fotos que vocês publicam e postam sobre o Lar dos Velhinhos. Parabenizo a iniciativa de vocês, ela de fato chama muito a atenção, especialmente dos formadores de opinião. Mas Corvo, vejo que lá há pessoas com 60, 62 anos e até menos. Eu tenho 75 e estou na lida, fazendo bordados, ajudo na elaboração de trabalho para universitários, passo meio dia ajudando o meu filho na padaria, enfim, estou ativa o dia todo. Essa gente precisa fazer algo, Corvo, pois eles são muito novos para se considerarem velhos!
Jacira Silva Lunardi

O Corvo responde: prezada professora, sua observação é pontual, o Corvo também pensou o mesmo ao acompanhar a história dos abrigados. Pesquisando mais de perto, notamos que muitas dessas pessoas, apesar da idade, aparentam muito mais, e isso se deve às dificuldades que enfrentaram, os problemas psicológicos e mesmo a vida difícil na lavoura, desde crianças. Devemos atentar para questões de sensibilidade, pois o envelhecimento não se dá apenas com o “tempo”, e sim com o modo de vida.

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GDIA