11 de setembro de 2018
11 de setembro de 2018

Mistério
Todos perguntam: quem estaria ao volante do Camaro alaranjado, com placas paraguaias, causador de um acidente terrível, vitimando um inocente? Foz do Iguaçu está chocada com mais este caso, certamente em razão de um desses rachas que ocorrem nas madrugadas.

 

Foz violenta
O final de semana prolongado deu muita dor de cabeça para a polícia; acidentes de trânsito, atropelamentos, invasão de residência e incêndio, tudo foi consumir os horários dos telejornais. Ultimamente está difícil começar a semana com notícia boa.

 

Interrogatório
O Corvo vai meter o bedelho onde não é chamado, mas por um motivo justificável: o Gazeta Diário publicou uma matéria de capa, na edição de ontem, informando que a Justiça começaria a ouvir os 98 réus da Pecúlio. Os interrogatórios foram cancelados, conforme despacho. Um documento assim é anexado ao processo e naturalmente acessado pelos advogados dos réus. Não deram um pio. Acontece que no domingo, 9 de setembro, ainda havia advogado que nem sabia do adiamento. A redação chegou a ligar para a Justiça pedindo informações, mas também não informaram sobre o cancelamento. O jornal confiou nas informações e acabou como marido traído. Acontece…

 

Confirmação
Ainda não há confirmação de uma nova data para o início dos interrogatórios, contudo diretores desta empresa jornalística entraram em contato com a Justiça Federal e ficaram mais tranquilos porque a alteração não foi informada para os órgãos de comunicação, tampouco noticiada, o que seria um fato relevante, pois envolve diretamente centenas de pessoas, entre os réus, advogados e demais atuantes no processo. Há mais informações nesta edição.

 

Mais informação
Numa situação assim, que envolve tanta gente, seria providencial a Justiça publicar um aviso fora do processo, afinal de contas um interrogatório tão volumoso é de muito interesse público. Há o caso de um profissional de fora que passou batido; desperdiçou uma passagem.

 

Regularização dos ambulantes
O assunto tomou conta das redes sociais, pois ambulantes que foram notificados e precisaram requerer uma licença não deixaram barato, caíram de pau na prefeitura. Se a medida é dura para quem está acostumado a fazer negócios livremente, foi aplaudida por comerciantes, muitos dos quais de pequeno porte. Se a lei serve para uns, deve atender todos.

 

Parece festa
Que a situação não está para peixe não é novidade, e em tempos de crise a solução para muitos é inventar uma maneira de levantar algum nas ruas, por meio de uma alternativa de negócio “ambulante”. Os criativos se dão bem. Mas as iniciativas, por mais inovadoras que sejam, necessitariam ou não de uma licença? O que as pessoas pensam sobre isso? O Corvo deu um giro pelo centro da cidade e colheu depoimentos; veja nas notas a seguir.

 

Sem lenço e documento
“Eu abro a minha loja e bem em frente, na calçada, há um ambulante vendendo produtos falsificados. Eu vendo os mesmos produtos, mas originais. Pois bem, o que eu vendo custa R$ 75, e o marreteiro cobra R$ 60. Isso é justo? Não é não, eu gero empregos, pago luz, água, telefone, mantenho os impostos em dia. Agora, se o ambulante tiver o negócio regularizado, começo a me sentir melhor, porque há justiça nisso.” Foi o que disse um comerciante que pediu para não ter o nome revelado.

 

Fiscalização é dura
“Tenho que chegar de madrugada para abastecer o meu ponto, daí pego chuva, passo frio, não há um banheiro público onde eu possa usar; não tenho como instalar um ar-condicionado e ainda tenho que pagar uma licença para trabalhar? Isso é um absurdo, pois não estou roubando, e sim trabalhando”, falou um ambulante que não quer regularizar sua situação.

 

Negócio formalizado
“Recebi uma intimação e fui lá na prefeitura saber como deveria proceder para continuar trabalhando. Não fizeram o rapa, graças a Deus, não perdi os meus produtos, mas precisei tirar um alvará, paguei uns R$ 40 e fiquei dono de um pedacinho de chão no centro de Foz do Iguaçu. Me sinto mais seguro e não vejo problema em pagar essa taxa anualmente”, declarou um ambulante.

 

O que muitos não entendem
Este Corvo conversou também com um especialista em negócios públicos (o entrevistado pediu para não ser identificado). O economista disse que se um caminhão de bebidas perder o controle e atropelar um ambulante sem a licença, quem vai pagar o pato é a prefeitura, porque não tratou de fiscalizar e obrigar a se proceder a regulamentação — com a qual, em geral, os ambulantes aprendem sobre as medidas que devem adotar para a higiene, segurança e coisa e tal. Se estourar o botijão de gás do carrinho de pipoca, então, e a licença estiver vencida, o prefeito é que vai se lascar, porque, além de não fiscalizar, prevaricou. É pura bucha.

 

Legalização
As pessoas não possuem o mínimo de paciência para a formalização dos negócios de rua. Acham que simplesmente podem sair por aí vendendo produtos, abordando o cidadão, sem controle. Não é bem assim. Portanto a medida da legalização pode ser prejudicial à imagem do gestor, mas ele vai encostar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.

 

Na Câmara
A discussão vai adentrar os anais legislativos. Bah, que frase mais medonha esta: “Adentrar os anais”, que barbaridade! Mas é isso mesmo que acontece quando os vereadores resolvem aferir questões de interesse público. Caso pesquisem a situação a fundo, entenderão que a prefeitura deveria organizar uma campanha para a “legalização dos ambulantes”. Mas de que jeito a prefeitura vai fazer campanha se a concorrência pela escolha de uma agência encrespou no Tribunal de Contas?

 

Sem agência
Taí um assunto em que a Câmara poderia ajudar, e muito. Faz tempo que a prefeitura tenta licitar uma agência de publicidade para as campanhas públicas, porém não consegue. A agência perdedora entra na Justiça e mela a vencedora do certame, enquanto isso o munícipe fica por fora de iniciativas importantes, como a coleta do lixo, vacinações, pagamento dos impostos e até onde essa arrecadação é utilizada. Sem um contato com a população, por meio de motivação, é difícil conseguir participação.

 

17 anos depois
Pode passar o tempo, entretanto os norte-americanos jamais esquecerão a ousadia terrorista do 11 de setembro. Lá se foram 17 anos, e as marcas ainda são profundas. Aliás, o mundo sofreu com o atentado ao World Trade Center, sobretudo Foz do Iguaçu, acusada mais uma vez de abrigar terroristas. Mas a cidade soube muito bem defender-se. Um dia desses o Corvo fará um retrospecto sobre a sordidez humana, em especial a ocorrida em Foz.

 

Muitas mortes
Perto de completar duas décadas, os norte-americanos formaram uma poderosa força de coalisão e continuam na ofensiva, invadiram o Afeganistão, mantêm exércitos de 12 países no Oriente Médio, prenderam centenas de suspeitos, enforcaram Saddam Hussein, fuzilaram Osama bin Laden… Por tabela caíram líderes como Muamar Kadafi, mas despertaram fantasmas como o Estado Islâmico; centenas de atentados ocorreram em várias cidades na América e Europa; uma das consequências desencadeadas nessa guerra ao terror foi a imposição da ditadura na Síria, onde a manutenção ao poder de Bashar al-Assad está custando a invasão de vários países por meio de refugiados. A indústria cinematográfica contou a história em várias versões; enfim, os extremistas causaram um atentado aterrorizante, com mais de três mil inocentes mortos. Será que o mundo esperava uma reação diferente?

 

Em Nova Iorque
Enfim, centenas de milhares perderam a vida em 17 anos de conflito, e a Big Apple desencava a dor durante todo esse tempo. Para se ter ideia, foi no final de semana que a estação do metrô soterrada no atentado voltou a funcionar. A vida segue marcada.

 

Invasão
Mais uma vez houve uma tentativa de invasão no portal GDia. Os mecanismos de proteção paralisaram a postagem de informações durante toda a manhã da quinta-feira, dia 6/9. Só ontem é que recebemos o relatório do provedor. Em épocas de política, as tentativas de invasão são mais frequentes. O assunto está sendo devidamente encaminhado às autoridades competentes.

 

Sala da PF
O Corvo passou bem em frente à sala ocupada pela Polícia Federal no Shopping Catuaí Palladium. Havia um número pequeno de pessoas. Segundo informaram a este colunista, os processos de expedição de passaportes estão bem agilizados. Como este Corvo pretende fazer uma viagem, vai testar isso na prática.

 

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GDIA