5 de setembro de 2018
5 de setembro de 2018

 

IDEB
O Corvo detesta estragar prazeres, mas enquanto muita gente comemora o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2017, há quem garanta que ele foi bem abaixo do esperado, num contexto geral. Os números divulgados segunda-feira pelo Ministério da Educação apontam evolução na qualidade do ensino, mas seria um progresso do tipo “tartaruga”. A média nacional foi de 4.3, um número que aponta a falta de investimentos na área. As notas das escolas particulares são bem mais altas.

 

Foz bem
A cidade alcançou a nota 7.2, a mais significativa entre as dez maiores cidades do Paraná, na frente de Curitiba, inclusive. A capital obteve 6.4, um placar similar ao de Guarapuava; Cascavel, 6.5; Londrina, 6.8; e Maringá, 7. A média do Paraná é 6.3, atrás apenas de São Paulo, com 6.5, que por sua vez empata com Minas Gerais e Santa Catarina. E aqui entre nós, os verdadeiros méritos do que consideram conquistas não são dos políticos, e sim dos professores.

 

Dedicação
Mas há a leitura de que professores satisfeitos com os governos municipais obtêm colocações melhores. E como um professor é grato? Apenas com aumento? Não, professores levam muito a sério as condições de trabalho e a satisfação dos alunos. Professores são dedicados, independentemente do apoio governamental. Veja, o Corvo faz a observação generalizada, em Foz os números são bons por uma série de elementos que contribuem para o índice de educação na área básica. A cidade vai bem na taxa de aprovações e na preparação da Prova Brasil.

 

Pesquisas
O laboratório da UDC tem fornecido as informações que se tornaram referência quando o assunto são as travessias para Paraguai e Argentina, turismo, perfil de visitantes, entre outros dados importantíssimos para “nortear” várias ações. A serventia é ampla, vai da atividade no turismo à segurança. É trabalho de campo e de gente grande.

 

Orçamento da Câmara
Toda vez que o Legislativo divulga uma estimativa de gastos, causa uma polêmica natural. O problema é que a Câmara tem os seus custos e é em razão disso que o presidente Rogério Quadros tem peregrinado em prestações de contas; ele quer mostrar que o trabalho dos vereadores no atendimento à população oferece retorno. Rogério rema contra a maré, sabe do desgaste que há no setor político, mas vai remando…

 

Comparativos
Quando a atual Legislatura assumiu, os vereadores sabiam que o trabalho deveria ser triplicado e que não seria nada fácil a vida de vereador, sobretudo levando em conta o desempenho dos antecessores, o amargor das decisões judiciais, os sucessivos escândalos e a consequente baixa na credibilidade. E no fim ainda precisaram dedicar um considerável tempo a cassações e processos disciplinares. Mas no geral estão atendendo a população, cobrando o Executivo e produzindo leis. Muita gente voltou a procurar a Casa de Leis para reivindicar algo, o que não deixa de ser um bom sinal.

 

IBOPE apanha
Pois então, Corvo, essas pesquisas, independentemente de quem contrata, são seriamente induzíveis e causam um estrago na vida de muitos candidatos. Muita gente acredita em qualquer número apresentado, daí acha que o candidato (que contratou a pesquisa) está na frente, quando tudo não passa de uma mentirada. No mais, como o senhor comentou em outra ocasião, como podem fazer uma pesquisa para deputados se eles recebem votos de muitas cidades?
Oswaldo Paskalitchk

O Corvo responde: a Justiça Eleitoral está de olho nos institutos. Se há desconformidade com as regras, as pesquisas são suspensas, como aconteceu com a do IBOPE recentemente. Não é impossível realizar um trabalho eficiente para deputados, desde que a empresa contratada faça o apanhado nos 399 municípios paranaenses. Desta forma a margem de erro será bem menor. Mas realizar algo assim custaria muito dinheiro, então há pesquisas para consumo interno. Quem se deixa levar por pesquisas pode sofrer com o resultado das urnas.

 

O que acontece?
Corvo, não sei explicar, meu computador ficou lento, achei que era um vírus, já gastei com revisão e continua a mesma coisa. No celular parece que é diferente, mas não dá para trabalhar certos arquivos na modalidade móvel. Sabe informar o que acontece?
Geraldo de Oliveira

 

Lentidão
Os técnicos em computadores estão com dor de cabeça extra por esses dias; muitas máquinas estão lentas, apresentando um certo retardo no envio de mensagens e também ao navegarem pelas redes sociais. Segundo informaram a este pássaro, o problema não é de sinal, nem dos provedores, isso tem origem em São Paulo, numa estrutura que concentra as informações. Vivemos um pouco o tempo das carroças. Tomara que isso se resolva com brevidade.

 

Cobranças
Pois então, Corvo, não sei se você tem acompanhado os telejornais da RPC, mas é uma cobrança atrás da outra; ninguém escapa dos repórteres. Como será que os órgãos criticados recebem essas cobranças?
Marília Pinheiro

O Corvo responde: prezados, todos os veículos de comunicação ouvem a comunidade. Isso faz parte do jornalismo cotidiano, e o objetivo não é a crítica, e sim mostrar as necessidades da população. Os órgãos realmente compromissados com a gestão recebem as informações como importantes indicativos e, diante disso, fazem os reparos e procuram partir para o atendimento. Algumas reclamações são mais fáceis de solucionar do que outras. Enfim, a imprensa é uma saída ágil para o conhecimento das administrações sobre o que acontece fora da normalidade.

 

Soprador
Corvo, esses dias alguém escreveu para o senhor sobre o ruído ensurdecedor que alguns equipamentos públicos causam. Do lado de casa tem um clube, e todos os sábados, logo cedo, acordo com o ruído daquela máquina dos infernos, que fica soprando os ciscos das calçadas. Que coisa mais medonha, Corvo, estou seriamente pensando em entrar com uma ação. A gente espera o final de semana para descansar, não para ouvir um ruído insistente. Afinal sopram a sujeira para onde, Corvo? Isso só levanta o pó que a gente respira. Não vejo nada de eficiente nisso. As vassouras ainda limpam e juntam a sujeira muito melhor! Vassoura nessa gente, Corvo!
Anadir Mendonça

O Corvo responde: prezada, há vários equipamentos que foram desenvolvidos para a manutenção, como é o caso do soprador, muito usado na limpeza das ruas. É difícil saber se limpa de verdade, porque assopra de tudo, até os papéis largados na rua. Mas a senhora já teve a oportunidade de ouvir o caminhão aspirador? Aquilo sim é surreal! Está acima de qualquer medição de decibéis. Mas tenha em mente que a limpeza é temporária e que logo termina.

 

Homem da limonada
Corvo, aqui no Jardim São Paulo, todos os dias, passava um homem vendendo suco, com destaque para a famosa limonada. De tanto a minha filha pedir, comprei um copo para ela. Algumas horas depois, a menina teve uma caganeira de assustar, que tive de levá-la ao médico. Batata, o surto foi causado pela tal limonada. Corvo, como deixam as pessoas venderem produtos assim, à luz do dia, colocando em risco a saúde das pessoas?
Noeli Horta da Silva

O Corvo responde: prezada, muitas pessoas vendem produtos nas ruas como um meio de sustentar a família. O correto é pedir se possuem licença, antes de comprar. Também é aconselhável verificar as condições de higiene em que os produtos são acondicionados ou expostos. Não faz muito tempo, este Corvo se lambuzou todo com um pastel, e as consequências não foram muito diferentes. Por sorte havia um banheiro próximo.

 

Skunk
Então agora surgiu uma supermaconha, Corvo? Será que os traficantes não estão satisfeitos com a venda da erva comum, cocaína, crack e essas porcarias sintéticas? Que coisa, hein? Que diabo é isso? Dizem que o cheiro vai longe. Você, que deve ser chegado, conta mais pra gente, Corvo?
PSS (O leitor pediu para não ser identificado.)

O Corvo responde: primeiramente, este Corvo é careta ao extremo, não aprecia substâncias entorpecentes de qualquer natureza; nem cigarros esta ave consome. O que chamam de skunk não é assim uma novidade. O Corvo conversou com um químico, e ele disse que se trata de um cruzamento entre cannabis. Enquanto a maconha comum possui um thc na ordem de 2% a 4%, a erva conhecida como skunk supera os 12% e chega até 30%. Thc quer dizer “tetraidrocanabinol”. Sim, o aroma do skunk é de fato muito mais pesado. Recentemente a polícia prendeu um paraguaio com 24 kg da substância, com altíssima capacidade entorpecente, afetando diretamente neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, causando alterações motoras e de memória.

 

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GDIA