29 de agosto de 2018
29 de agosto de 2018

Reportagem importante
Seu Corvo, queria parabenizar a redação pela matéria jornalística que ouviu a população sobre as eleições. Há muita importância em saber que os iguaçuenses estão preocupando-se mais com a cidade e em atribuir responsabilidade aos políticos nativos. Como dizia o meu avô, cada um cuida melhor da sua casa, do seu quintal, da sua horta… Quem entrega a propriedade para o vizinho cuidar não pode cobrá-lo caso um porco escape, o mato cresça, aconteça uma queimada ou alagamento. Os deputados de outras cidades, por mais devotados e simpáticos às nossas causas, sempre defenderão os seus currais eleitorais e, quando houver um impasse, optarão pelos seus redutos, pode escrever isso, seu Corvo. Devemos agradecer quem nos ajudou e jamais fechar as portas para essas pessoas, mas também temos a obrigação de dar uma chance para as pessoas qualificadas da cidade, pois elas podem fazer a diferença quando o assunto é desenvolvimento. É simples, vamos simplesmente encarar a meta de votar menos em candidatos de outras cidades e mais nas pessoas de Foz. Pode ser que assim a balança faça justiça.
PRB (Lamentavelmente o colaborador pediu para não ter o nome revelado.)

 

Foz e o PIB
Como pode, hein Corvo? Foz possui um PIB bem acima da média nacional, segundo o IDESF, no entanto não é competente para eleger seus deputados. É pra boi dormir, não é Corvo?
Luiz Amâncio Valverde

 

Se levassem a sério…
Pois é, né Corvo, se essa “montueira” de candidatos levasse a sério o que pensa a população, boa parte desistiria e a cidade elegeria pelo menos dois deputados federais e uns três estaduais. No dia em que isso acontecer, começarei a acreditar que estamos amadurecendo.
Jacob V. Salstinner

 

Vergonha
Pois é, Corvo, a população em massa quer dar chance aos candidatos da terrinha. Também ouvi muita gente, e a opinião bate com a reportagem que vocês publicaram ontem. Devemos “votar certo”, e isso quer dizer “votar em Foz”.

 

Os bicudos querem saber
Um leitor do Corvo muito atento e que pediu para não ser identificado quer saber “se os candidatos que estão vindo para Foz produzirem seus vídeos conseguem andar em Foz sem GPS, se sabem onde a Joanita enrola a chipa e se estão antenados com o que a cidade precisa, porque vir aqui tirar foto ao lado de churrasco de costela é fácil, quero ver ajudar a lavar os espetos”!

 

Candidatos de Foz
Respondendo às notas acima e uma porção de pessoas preocupadas com o assunto, este Corvo diz, com toda a convicção, que algo beira o impressionante: a reportagem publicada ontem, e com chamada de capa, quis averiguar, e de perto, o interesse dos eleitores por candidatos locais. A cada dez entrevistados, 100% quer gente de Foz em Brasília e em Curitiba, e todos sabem discernir as razões e preocupações com a falta de representatividade. Diante de uma constatação assim, qual o fenômeno que causa resultados diferentes nas urnas?

 

Insistência
O que quer a população não é um segredo, sendo assim qual o interesse de algumas pessoas em subverter a vontade da população tentando enfiar goela abaixo candidatos de outras cidades? Está na hora de a população dar uma resposta a esse drama que enfraquece a cidade e que anula o seu potencial. Chega de pedir deputados emprestados!

 

Áreas de influência
É natural que em épocas que antecedem uma eleição apareçam candidatos de todos os quadrantes do Paraná. É a democracia, mas em Foz a pescaria de votos por parte dos “estrangeiros” é algo muito acima da normalidade, sobretudo se comparado a outras localidades. Isso demonstra uma fragilidade no aspecto político, a falta de união, de lideranças, criando um vácuo desconforme perante as necessidades da população. Seria mais ou menos como atribuir a todos os políticos um atestado de incompetência, pela falta de crédito, nulidade de capacidade num setor que é fundamental para a sociedade — e sabemos que não é assim. Pelo contrário, Foz possui gente muito competente e disposta a representar o município.

 

Enfraquecimento
A quem interessa tanto enfraquecer o setor em Foz do Iguaçu? Quais as razões de preterirem os candidatos da cidade aos que vêm de longe e de outras regiões? O que há por trás disso? Quem age assim deveria sentir vergonha, pois comete um ato de traição com a cidade. Uma pergunta: olhando para o que Foz sofreu ao longo dos anos, como alguém tem a cara de pau, a desfaçatez de tentar empurrar para cima da sociedade pessoas estranhas e que pouco sabem sobre as necessidades do povo?

 

A culpa não é deles…
Os candidatos investem em Foz porque sabem que a cidade vive esse dilema, essa fissura política. Não se pode culpá-los, afinal de contas exercem as regras eleitorais e os limites impostos por elas. A desunião e a falta de entendimento local não são algo que foi criado por eles. Os meios de comunicação, por exemplo, abrem espaço por questões comerciais, e dizer “não” para um anunciante em época de eleições pode resultar em demanda judicial. Agora, as pessoas da cidade que se dedicam à redução das suas potencialidades, isso é coisa muito séria.

 

Bola nas costas
Contaram para o Corvo que o prefeito foi chamado para a gravação de um vídeo oferecendo apoio aos candidatos de seu partido. Quando chegou ao local da gravação, havia várias pessoas, inclusive gente de fora. O vídeo, ao ficar pronto, causou um certo constrangimento, porque foi editado de maneira que o Chico apoiasse apenas um candidato, e ele é de Cascavel. Como o papel aceita tudo, a edição de vídeo também faz os seus milagres. Mas quem assistiu não gostou da maquinação para usar a figura do prefeito.

 

Chico e os candidatos
Ele é prefeito de uma das cidades mais importantes do Paraná. Na verdade, Foz do Iguaçu é notavelmente um ponto de extrema atenção no mapa; uma das áreas mais em evidência abaixo da Linha do Equador, logo Chico precisa manter boas relações com deputados, ministros e pessoas de várias esferas da política, independentemente de pertencerem ao seu partido. Em época de eleição, ele precisará vestir-se de diplomata, e com uma armadura bem resistente, pois levará tijoladas de todos os lados. Se apertar a mão de alguém e sorrir, já levará uma raquetada; se abraçar, então, estará lascado. Mas isso logo terminará.

 

Jupira e Vila Portes
Quando a BR-277 passou entre o Jardim Jupira e a Vila Portes, os comerciantes sabiam que o Jupira sofreria, até agonizar, como nos dias de hoje. Saiba, Corvo, apesar dos problemas que há lá, é um dos locais mais bonitos da cidade e poderia ser reativado. Como uma estrada pode causar tantos problemas quando deveria ser uma solução?
Abdo Hanazzi

O Corvo responde: prezado, quando o Jupira foi descoberto pelos comerciantes, já existia a BR-277, e fazia muito tempo. O que prejudicou o centro comercial de lá foi a falta de acessos diretos, ou seja, ligações mais eficientes com o resto da cidade. Os motoristas não possuem tanta paciência para dar a volta em um quarteirão ou fazer um retorno. Segundo publicamos na edição de ontem, a prefeitura está buscando alternativas para reviver o local, e uma das iniciativas é a interligação com a BR-277. Mas as estradas causam alguns efeitos sim, veja o que aconteceu com o Castelinho em Matelândia, pois depois que fizeram um muro com cerca, dividindo a pista, o movimento despencou. Os retornos são distantes, e visitar o local se tornou uma complicação. O muro, aliás, está transformando Matelândia em duas cidades. É normal ouvir as pessoas dizerem: “Ih, é do outro lado da cerca”.

 

Rogério Quadros
Seu Corvo, de uma coisa ninguém pode se queixar do presidente do Legislativo: ele faz um balanço a cada 15 dias na imprensa! Se bem que isso mostra que estão trabalhando, coisa que todo mundo quer.
Roberto Silva

O Corvo responde: prezado, o presidente do Legislativo presta contas sim, mas com um prazo um pouco maior, num espaço de dois meses. Falar das atividades do poder é uma maneira de esclarecer a população, e isso ajuda muito a reverter o índice de intolerância com a classe política/legislativa. Se os vereadores desempenham seus papéis perante as comunidades que os elegeram, a credibilidade aumenta. Divulgar parte dessa atividade é uma missão de quem preside a Casa de Leis. Os meios de comunicação colaboram porque consideram importante o desempenho desse papel.

 

Deportação
Que coisa, hein Corvo, esses nossos vizinhos paraguaios, vou te contar… Prendem os bandidos e deportam eles? Deviam segurar um tempo por lá, onde, sabemos, as prisões são piores que as brasileiras, pelo menos no que diz respeito à comunicação dos presos com as facções. Então quer dizer que teremos 104 anjinhos de volta, apenados que fugiram, foram capturados, e teremos que tratar em nossos presídios? Que situação!
Ângela Cordeiro

O Corvo responde: são brasileiros e, sendo assim, cumprem-se os acordos de extradição. Da mesma forma, paraguaios também são devolvidos para cumprir pena em seu país. Não é justo o cidadão do país vizinho sustentar a grande quantidade de presos brasileiros. Agora, quem comete um crime do lado de lá cumpre pena severamente. Mas os presídios paraguaios estão bem parecidos com os nossos. Não há o que segure a comunicação entre presos e facções. É um problema sério.

 

Alô alô, artistas!
A Fundação Cultural está contratando artistas para a Feira do Livro de Foz do Iguaçu. O evento será realizado entre os dias 16 e 24 de setembro, no Complexo Bordin. As inscrições estarão abertas até dia 10 de setembro (gratuitas). Os interessados devem procurar a Fundação Cultural. O edital foi publicado no Diário Oficial da última sexta-feira (24), abrindo oportunidades para contadores de história, oficinas de arte, literatura e apresentações musicais, de circo e de teatro. Como o ano é político, parece que o anúncio só não vale para “atirador de facas” e “engolidor de fogo”. Engolidores de cobras serão bem recebidos!

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GDIA