27 de agosto de 2018
27 de agosto de 2018

Magnífico
O Corvo abre esta segunda-feira homenageando a mãe natureza. Depois de uma semana chuvosa, tempestuosa, com as temperaturas variadas, tivemos uma manhã de domingo simplesmente maravilhosa, com céu de brigadeiro, friozinho e um sol de tirar retrato. Mas preparem-se, segundo os entendidos no clima, iremos dos 4°C aos 32°C nos próximos dias, o que causará diversos tipos de influência no “corpitcho” das pessoas, com uma inversão térmica monumental. Em situações assim, desce mais água nas paredes do Corvo do que no vertedouro de Itaipu. É preciso andar de galocha da sala para a cozinha.

 

Gravações
Por onde o Corvo foi havia um candidato com a sua equipe de TV a tiracolo. O que será que essa gente tanto grava? Não deve ser para mostrar nos horários gratuitos da televisão, porque o tempo é muito curto para tantos concorrentes na disputa.

 

Internet
O Corvo deu uma analisada nos conceitos de aproveitamento das redes sociais. Candidatos que não souberem alguns macetes serão excluídos em dois ou três segundos. É preciso qualidade, criatividade e muito profissionalismo para ganhar a atenção do eleitor, sobretudo depois da boa quantidade de porcarias que já andaram postando.

 

Lançamento
Até o momento, o Corvo foi convidado para três lançamentos de campanha: a do Michele Caputo, a do Vermelho — esta que aconteceu na noite de sexta-feira. Infelizmente esta ave degustadora da carniça alheia estava enfiada no fechamento da coluna, mas teve acesso a fotos e vídeos do lançamento, no Hotel Foz do Iguaçu. Havia gente apinhada pelos corredores e do lado de fora do salão de eventos. O espaço ficou pequeno. Levando isso em conta, pode ser que o candidato faça mais um evento similar.

 

Adiamentos
Um “parêntesis” nas notas políticas: no entardecer da sexta-feira, vários eventos, inclusive políticos, foram adiados em razão de uma nota que se espalhou nas redes sociais com um teor catastrófico quanto ao clima. O mundo estava prestes a acabar, se dependesse da nota.

 

Bobato
Ah, o terceiro convite foi do Nilton Bobato. Ele reuniu os simpatizantes de sua candidatura na noite de ontem, domingo, no Hotel Carimã, para conhecer as propostas do candidato dele ao governo, o João Arruda. Conforme o chamado, estiveram lá os senadores Requião e Nelton (candidato ao Senado). Como o Corvo anda meio “cegueta” ultimamente, quase fez uma besteira um dia desses, trocando a foto do Flávio Arns pela do Bobato, mas foi salvo pelo gongo!

 

Semelhança
Apesar da diferença de idade, Nilton e Flávio já foram confundidos. O Corvo é testemunha disso. Na semana passada, quando Arns visitou a redação, um cidadão apertou sua mão na calçada, em frente ao jornal. Alguns metros adiante, uma mulher perguntou: “Quem é esse que você cumprimentou”? E o homem, orgulhoso, respondeu: “Poxa, você é songa mesmo, nem conhece o Bobato”? Foi uma confusão inocente, decerto por causa da barba e do cabelo ajeitado do lado.

 

Malabarismo
Mas independentemente das aparências, o campo da disputa é um pouco mais saia-justa. Como será que o Chico Brasileiro vai pedir votos para o Nilton Bobato e Professor Sérgio ao mesmo tempo? Vai precisar fazer igual à cantora Anitta na propaganda da Renault ao agradar os dois clientes: “Só estou contando isso pra você”. Pelo fato de o voto ser secreto, Bobato e Professor Sérgio passarão a vida tentando decifrar este misterioso enigma: em qual deles o Chico votou!

 

Colorido
Aos poucos Foz do Iguaçu vai enfeitando-se com o mosaico de cores partidárias. Se todos os candidatos emplacarem as suas peças de campanha, com bandeiras, adesivos, jornais e panfletos, Foz vai ficar igual a uma cidade baiana: multicolorida!

 

Diálogo
“Oi, sou candidato”, disse o político ao transeunte que, de cara, questionou: “Moço, nem sei o seu nome, nunca te vi mais magro, não estou a fim de bater papo com gente que não conheço. Vai querer me assaltar”? O candidato insistiu e foi seguindo o cidadão, ao mesmo tempo falando: “Mas é por isso mesmo que o senhor precisa me ouvir, sou a novidade, o novo, sem os vícios dos políticos em atividade, é em gente como eu que o senhor precisa votar para renovar a política”. O cidadão se virou e disse pacientemente: “Moço, já caí nessa antes e não deu certo, olha o que ‘o novo’ fez com a nossa cidade! Já decidi que também não vou votar nos ‘velhos’, esses caras que estão no poder; também não quero desperdiçar e nem anular o meu voto, por isso, me desculpe, não vou votar no senhor, vou dar uma chance para quem está na batalha e ainda não chegou lá. No meio desses persistentes deve haver alguém que estava certo e que mereça uma chance”. Essa conversa aconteceu no sábado pela manhã na Avenida Brasil. Alguém testemunhou e contou para este colunista.

 

Desistências
E não é que a relação de candidatos pode mesmo diminuir? Há quem já tenha gastado meia sola de sapato e não conseguiu um sorriso nas abordagens. Pelo contrário, levou foi desaforo para casa. E a essa altura as desistências podem causar certo transtorno. Com o nome do candidato inscrito, é quando ele aparecerá com uma miséria de votos. Se bem que muita gente aparece com a mesma desculpa após o fiasco. Muitos serão surpreendidos com o fantasma do placar após o fechamento das urnas.

 

Papo de boteco
O passado sempre ronda as conversas políticas, e não poderia ser diferente, porque ele, o passado, é quem denuncia a vida pregressa de muitos enganadores. Mas na aprazível manhã do sábado, num bar da cidade, a discussão era: quem foi o político que mais acertou nas previsões? E falaram alguns nomes, afinal de contas é uma raridade a margem de acertos no Executivo e Legislativo. Mas eis que do outro lado da mesa alguém diz: “Eu sei o nome de uma pessoa que mais acertou na história da cidade e aposto uma caixa de cerveja que ninguém aqui vai contestar”. Fez-se um silêncio momentâneo. O desafiante disse: “O cara que mais acerto foi o Elvis Gimenes”. Ninguém discordou. E o Elvis nem é mais um político em militância, é advogado e defende os clientes. Relativo aos acertos em suas previsões, poderia abrir uma tenda de adivinho, com turbante e bola de cristal; ele faria sucesso também nessa carreira.

 

Adesivos grudentos
Olá, Corvo, estou contatando o senhor para um assunto que, aposto, incomoda muita gente, mas que ninguém nunca comentou: os adesivos que colocam em produtos. Quem não comprou um copo, panela, louça e até alguns materiais de construção, cujos adesivos de identificação não saem nem com ácido? Lá em casa tem um vaso sanitário com um papel colado que ninguém consegue tirar. Minha empregada foi raspar e riscou toda a superfície da cerâmica. Ontem fui comprar um banquinho de madeira, e o adesivo colado nele (com o código de barras) estava tão bem colado que, ao sair, deixou uma marca quadrada na madeira. Meus protestos, Corvo!
Luciana Nadia

O Corvo responde: vamos a mais esta inutilidade doméstica: prezada, aqueça uma chaleira com água e vaporize a superfície onde está o adesivo, que ele se soltará depois de alguns minutos. Se não soltar, use uma esponja áspera e esfregue até sair. Mas a leitora tem razão, alguns adesivos são mesmo muito chatos.

 

Travestis e a prisão
Corvo, não considere a minha nota como homofóbica, mas ouvi dizer que os travestis frequentam as penitenciárias na ala das mulheres. Você acha que isso está certo? E as mulheres que querem ser homens, elas frequentam as prisões masculinas? Por favor, né Corvo, isso já está ficando muito complicado. Não demora, teremos que construir prisões especiais para LGBTs.
PNB (O leitor pediu para não ter o nome publicado.)

O Corvo responde: questionar as condições públicas não é homofobia. Mas sobre a questão, publicamos recentemente uma matéria na qual a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ao Supremo Tribunal Federal pareceres sobre as normas que regulamentam as prisões. Foi num desses pareceres que a AGU posicionou-se “contra” travestis cumprirem pena em estabelecimentos femininos. O parecer da AGU foi produzido em resposta a uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) aberta pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Na arguição, a ABGLT contesta trechos de uma resolução conjunta editada em 2014 pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e pelo Conselho Nacional de Combate à Discriminação. A norma prevê a permanência de travestis e gays em penitenciárias masculinas, embora devam ser oferecidos a eles espaços de vivência específicos, separados dos demais detentos.

 

 

 

 

Ópera em Foz
Os amantes das boas produções terão oportunidade de assistir em Foz à opera Rita, de Donizetti. A versão será apresentada em “A Casa”, no dia 1º de setembro, às 20 horas. A apresentação faz parte de uma turnê que prestigia várias cidades paranaenses. A ópera em um ato, composta por Gaetano Donizetti e libreto Gustave Vaez, em francês, é uma comédia doméstica típica do Bel Canto, ambientada em una hospedaria, em oito números musicais ligados por diálogos falados. A atração é imperdível.

Share

GDIA