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27 de agosto de 2018

E é sábado!
Nada como um sábado de final de agosto para ouvir lero-lero de políticos e bate-papos sobre eleições nos botecos. Este Corvo até suporta isso, mas com algumas restrições, como é o caso de candidatos que aparecem num lugar onde em tempo nenhum frequentaram. É muita cara de pau.

 

Feliz aniversário
E este Corvo foi surpreendido com o telefonema de um político desejando felicidades por mais um ano de vida. Acontece que o aniversário foi em junho, quase três meses antes. Ao ser informado sobre isso, o candidato deu aquela risadinha calhorda e completou: “Desculpe, é que só fui ver a minha agenda hoje”. Nesse cara eu não voto!

 

Agenda dos candidatos
Os telejornais, a começar pelo lendário Jornal Nacional, divulgam a agenda dos presidenciáveis. Mostram o que fez um, aonde foi outro, o que disseram, parte dos discursos e tudo mais. Segundo a lei eleitoral, essa exposição deve ser igualitária, ou seja, o mesmo espaço para todos. A Globo e outros veículos se restringem aos que estão em melhores condições nas pesquisas. Mas os grandes veículos se dão a esse luxo, independentemente das multas. Pois bem, falaram do Bolsonaro, Ciro, Marina, Alckmin, e o Corvo colou a cara no televisor para ver e ouvir sobre a agenda do Lula!

 

E qual a agenda do Lula?
Todos os dias, o candidato levanta, escova os dentes, toma o café, almoça, olha pela janelinha onde o Sol nasce quadrado, lê gibi do Fantasma, joga paciência, bate papo com a carceragem, recebe visita da Gleisi, do advogado prometedor, da moça que vai buscar a roupa suja, janta, assiste aos telejornais e deve retorcer-se quando mostram as agendas dos adversários. Que barbaridade! Imagina o comichão que um homem desses sente ao saber que lidera as pesquisas e não pode abrir a boca, dar um aperto de mão, fazer um discursinho… Que vida, hein?

 

Águas mansas
E na política segue o baile calmamente, “com muita gente dando voltas no salão”. Metaforicamente há olheiros por todos os lados, esperando que o adversário pise na bola ou cometa alguma irregularidade. O que não vai faltar é denúncia sobre materiais gráficos, supostos apócrifos, abusos e tudo mais.

 

Sobrenome abrangente
Não é a primeira vez que esta coluna recebe informações truncadas e desesperadas de alguns leitores. Não se sabe se isso é por ignorância ou os fatos simplesmente são espalhados boca a boca. Com o advento da internet, os leitores vão na onda da síntese e muitas vezes formam a opinião pelo título daquilo que circula nas redes sociais. Ontem alguém teve o cuidado de telefonar querendo saber o que houve com o Chico Brasileiro e se era verdade que ele havia sido espancado e roubado no Paraguai. Durma-se com um questionamento desses! Na verdade nada ocorreu com o prefeito, e sim com um brasileiro, um cidadão do nosso país que passou um perrengue no Paraguai, coisa que não é novidade.

 

Ser um “Brasileiro”
Como hoje é sábado, vale uma descontração. Muita gente acredita que o sobrenome do prefeito Chico, “Brasileiro”, foi adotado para se identificar com as campanhas. Nada disso, faz parte do nome de batismo. O nome do homem é Francisco Lacerda Brasileiro, claro, com a predominância para o “Chico”. Tom Jobim, por exemplo, era Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. Ter o nome ou sobrenome “Brasileiro”, enfim, é comum entre muitos cidadãos desta terra amada e abençoada!

 

No Paraguai
Não é de hoje que brasileiros sofrem no país vizinho. Até jornalistas já foram sequestrados e levaram coça. E de um tempo para cá cresceu violentamente a segregação contra brasileiros. Não está bom para ninguém: fazendeiros, empresários, comerciantes, visitantes e turistas. Para muita gente, os brasileiros são colonialistas e, pior, imperialistas. Se os brasileiros, em algum tempo, fossem massacrados pelos paraguaios, com 90% da população de homens dizimada, agiriam muito pior. Essa fissura ainda é recente, e o que o Brasil faz para atenuar ainda é pouco.

Caso Aline
A comerciária, ou atendente da loja de suplementos, sumiu e sem deixar rastros. O namorado, da raça pit bull, também está desaparecido. Logo vão espalhar cartazes. Agora surgiu uma versão de testemunha, que ele teria espancado a moça até a morte e depois enrolado o corpo num tapete, enterrando-o em Hernandarias. A polícia ainda sustenta a possibilidade de Aline estar viva. Segundo a tal testemunha misteriosa, possivelmente um vizinho(a), o namorado marombado da vítima estaria em terras holandesas. O Corvo espera que a sociedade de criadores de pit bulls e as ONGs protetoras dos animais não processem este Corvo.

Acidente
Corvo, com a ventania que anunciaram ontem, meu vizinho me chamou para ajudar a podar umas árvores em volta da casa dele. Como choveu esses dias, o telhado estava úmido e escorregadio. Não deu outra: o homem caiu e por sorte foi amortecido por um arbusto. Mesmo assim quebrou a perna. O mês de agosto tem se tornado um pesadelo na cabeça de muitas pessoas.

João Antonio Filatto

Tempestade
Quem assistiu aos telejornais no horário do almoço ontem saiu em busca de lonas e outros apetrechos; procurou uma garagem segura para guardar o automóvel e deu um jeito de se proteger do furação anunciado, com chuva de pedras, vendaval e tudo o que acontece numa catástrofe natural. No fim das contas, prevenir sempre é bom. Não vamos esquecer um 7 de setembro recente, que devastou o Porto Meira e outras regiões da cidade. Se a imprensa não alerta, apanha.

 

Postos de trabalho
É uma boa notícia saber que Foz do Iguaçu gerou mais de dois mil empregos em um ano. O número é de empregos formais. É muito difícil mensurar a informalidade, ainda mais em região de fronteira.

 

Desemprego
O Corvo publicou uma notinha sobre a crise no Paraguai, e algumas pessoas entraram em contato para atestar a situação. Vários trabalhadores já ficaram na mão.

 

Crise do dólar
Disseram para o Corvo que muitos comerciantes estão entrando em desespero, inclusive como este jornal já informou. Quando a moeda norte-americana começou a subir, não esperavam que fosse tanto. Depois de apanhar, alguns empresários criaram uma espécie de prevenção para conter uma provável alta, mas quem fez isso já erradicou as reservas. Os sintomas não são nada bons para a economia local.

 

Software
O aparato que controlará as lojas francas é bem mais sofisticado do que imaginavam. Quem pensa que vai enganar a Receita, ou que o órgão não controlará o fluxo de compradores nas free shops, está muito enganado. O Corvo não viu um documento que garantisse isso, mas parece que a colocação de câmeras será controlada por centrais de reconhecimento facial. A intenção é saber se o CPF do comprador bate com a fotografia da cédula de identidade. A rapadura é doce, mas não é mole.

 

No Jardim Guarapuava…
…os funcionários tentavam sinalizar uma pista, ou seja, aplicavam a pintura de faixas no asfalto. Para isso, precisaram colocar cones na tentativa de alertar e desviar o trânsito. Alguns motoristas gritavam, buzinavam e ofendiam os trabalhadores, que estavam cumprindo ordens e ajudando a melhorar a segurança no trânsito. Alguém teve a pachorra de descer do automóvel e chutar um dos cones, fazendo cara feia. Que coisa, hein? A educação passou longe dessas pessoas.

 

Sacola na cabeça
Seu Corvo, estava em casa e senti um odor de carniça. Saí, dei alguns passos e eis que me deparei com uma judiaria: um cachorro morto, com a cabeça enrolada num saco plástico. Não sou legista nem nada, mas dá para ver que o bicho foi esganado, coitado, sufocado. Quem será o marginal que comete um crime assim?
Geraldo Bettega

O Corvo responde: seu Geraldo, há animais humanos irracionais capazes de tudo. Semana passada alguém informou ao Corvo que uns meninos estavam pisando em cima de uma ninhada de gatinhos, com a gata desesperada avançando sobre eles. Sobrou para a coitada também. Se fazem isso desde crianças, imagina mais tarde? É questão de conscientização e educação. Infelizmente temos de lidar com gente insana. É revoltante.

 

Fiscalização
Corvo, acho importante a ação dos vereadores sobre os locais onde há música ao vivo. Isso serve pelo menos para esclarecer alguns pontos. Mas veja, o barulho não acontece apenas nos bares, há igrejas e templos onde a gritaria e o som alto são muito piores. Se é para lidar com o problema, que se trate de tudo, não apenas dos bares. Será que fiscalizam esses templos também?
Norilda Silva

 

Som nos bares
Corvo, o que quer dizer exatamente “flexibilização”? Esse projeto não flexibiliza coisa alguma. Se fizerem barulho no boteco que tem perto de casa, vou chamar a polícia, e fim de papo. A lei é muito clara, e as pessoas terão de aprender a obedecê-la. Tudo bem que os músicos precisam trabalhar, que o entretenimento é necessário, mas vá morar ao lado de um estabelecimento noturno pra ver se consegue dormir. Não consegue! O certo é fiscalizar, multar e, se for o caso, fechar esses locais.
TBU (O leitor pediu para não ter o nome identificado.)

O Corvo responde: prezados, temos duas visões interessantes sobre a questão. Mas como este Corvo já comentou, uma lei municipal não sobrepõe a federal. É proibido perturbar o silêncio. Portanto é preciso fazer a lei, sobretudo se é constitucional. Mas apenas a análise do zoneamento, ou seja, onde é possível ou não haver certos estabelecimentos, reduzirá a perturbação em bom nível.

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GDIA