24 de agosto de 2018
24 de agosto de 2018

Ai, as pesquisas
O resultado das apurações de intenções dos eleitores está pregando um susto coletivo. A pergunta geral é: como um cara como o Lula, preso, consegue praticamente o dobro da soma dos demais candidatos? Conviveremos com esse fenômeno até o final de setembro. É o prazo para a luta jurídica do seu Lula; e deu para ver o que pode acontecer caso ele seja substituído pelo Fernando Haddad.

 

Nada no meio
O Brasil é de fato um país que merece uma revisão sociológica. Como se explica uma massa de 39% do eleitorado apoiando o Lula, um nome de esquerda, e numa outra possibilidade, com ele fora da disputa, aparece um nome da direita? É um balacobaco.

 

Alckmin
Se a eleição pudesse ser ilustrada com os cavalinhos do Fantástico, Alckmin estaria em velocidade supersônica por fora. Pode ter menos porcentual nas pesquisas, mas possui um tempo enorme de televisão e um mundo de prefeitos, deputados, senadores, muita gente puxando voto.

 

Bolsonaro
Bem nas pesquisas e na saia-justa em matéria de horário eleitoral. Caso o Jair Bolsonaro gagueje, como numa recente entrevista, não conseguirá pronunciar o nome em sua aparição na TV. Corre o risco de se tornar o novo “Eneas”.

 

Estratégias
Corvo, estou vendo essa correria desenfreada dos candidatos preparando-se para a cata de votos. Eu e minha família decidimos que vamos analisar isso mais a fundo perto da eleição, ou seja, vamos deixar para decidir depois de ouvir, ver os programas eleitorais e falar com os vizinhos. Sendo assim, você não acha que eles poderiam começar a campanha um pouco mais tarde?
Gilberto R. M. Bataglini

O Corvo responde: meu caro, o período eleitoral é exatamente para isso, para as pessoas terem tempo de analisar os candidatos. Se eles não aparecerem, como os eleitores saberão que existem? De que forma pesquisarão suas vidas e carreiras? Há vários formatos e estratégias de campanha. Cada candidato sabe o momento de largar a campanha. Nesse aspecto, o bolso é que manda.

 

Mais candidatos?
Corvo, ouvi dizer que tem candidato que está esperando a desistência de alguém da coligação para conseguir entrar na disputa. Isso é verdade? Para uma cidade como a nossa, o certo não seria só diminuírem os candidatos? Mas querem aumentar? Colocar gente no lugar de quem está saindo? Por favor, Corvo, não posso crer numa coisa dessas! Será que essas pessoas estão sintonizadas com a realidade? Eu não voto em quem atrapalhar a cidade. Quem insiste em entrar numa disputa, na qual já há quase 30 candidatos, sabe que mais atrapalhará do que contribuirá.
LMB (O leitor pediu para não ter o nome divulgado.)

O Corvo responde: sim, é verdade, há pessoas tentando arranjar uma boquinha na disputa. E o pior é que o partido já lançou candidatos. Mesmo sabendo disso, há quem insista em entrar na briga. Iniciativas assim ficarão sob a análise dos eleitores.

 

Vai mudar?
Corvo, será que o resultado das pesquisas influirá na cabeça dos ministros do Supremo, ou do STJ, a ponto de modificarem os resultados em favor do Lula? Um ministro deve ver o noticiário e pensar nisso, não é?
Paulo de Tarso Oliveira

O Corvo responde: os ministros são técnicos e objetivos em suas análises. Pressupor o medo e uma pressão popular, em razão de pesquisa, é algo muito subjetivo para alguém com tanta responsabilidade, não é? Mas vamos acompanhar de perto a análise dos processos.

 

Sem Maluf
E olha que demorou para arrancarem o Paulo Maluf da Câmara. Mas esta nota do Corvo abre uma carta de uma leitora, diga-se, uma comunicação muito sugestiva, bem escrita e imaginativa, assinada pela professora (aposentada) Elza Vaz (O Corvo faz questão de respondê-la a seguir): “Senhor Corvo, as pessoas se queixam que as coisas não andam, mas vamos imaginar que ocorresse algo como numa novela de ficção, onde as pessoas congelassem e acordassem 100 anos no futuro. Nem precisaria tanto tempo. Pois bem, se eu dormisse 50 anos que fosse e acordasse nos dias de hoje, ficaria incrédula: Maluf preso em casa e cassado; Lula na cadeia; políticos denunciados por corrupção; colarinhos brancos usando tornozeleiras; eleições livres; imprensa atuante; movimentos pela igualdade; intervenção no Rio de Janeiro para coibir o crime organizado… Puxa vida, quantos avanços ocorreram enquanto eu “dormia”? Acho que as pessoas devem refletir sobre isso, pois quando uma sociedade se organiza, ela muda o destino de um país!

O Corvo responde: precisamente isso, professora, mas é necessário meditar sobre quem esteve acordado ou no empenho dos órgãos que investigam, lutam e punem quem meteu a mão no jarro. Se a Justiça se faz, esclarecendo o tamanho dos rombos, convivemos ao lado do que eles causaram, como o aumento da pobreza, o distanciamento entre as classes sociais, a carência dos serviços básicos na área pública, a depredação do Estado, o desemprego, entre outros fatos que seriam um pesadelo caso muitas pessoas acordassem para a realidade. Devemos pensar nisto também, no que devemos reconstruir depois do assalto.

 

Hospital Municipal
Que barbaridade isso, seu Corvo. Desde que esse abençoado hospital abriu é um tal de escândalo, de arrumarem solução pra isso, pra aquilo… Que coisa! Será que é assim em todo lugar? Antes o problema era a Santa Casa, agora é o Hospital Municipal, no futuro serão as UPAs, e o que mais? Nada funciona na Saúde?
Laerte José

O Corvo responde: ao contrário, com dificuldade, mas funciona. Encontrar soluções e modelos de gestão para melhorar o atendimento ao público é o dever de todos os políticos em mandato. Pior se não estivessem fazendo, não acha?

 

Retrocesso
Corvo, li a matéria e a sua nota sobre a estatística do DIAP, em que 75% dos deputados federais podem conquistar a reeleição. Será que depois de tudo o que este país passou nos últimos anos, não teremos coragem de renovar o ambiente político? Pelo amor de Deus, a população deveria estar organizando-se para dar é uma lição nessa gente, propondo uma renovação de 100% no Congresso Nacional!
Paulo Roberto James

O Corvo responde: um país que não investiu em educação, não incentivou os movimentos culturais e não olhou com carinho para o futuro só poderia estar numa situação assim. Sem educação e cultura não há formação de opinião consciente, não há uma massa crítica que atemorize os políticos, portanto fica difícil organizar um movimento que estabeleça uma meta de renovação. É uma cruel realidade deparar-se com uma situação assim. Mas o Corvo não é pessimista, nem o cidadão dever ser; “bora” escolher gente boa nas eleições, e desta forma vamos melhorar o Brasil.

 

Como envio
Corvo, adorei essas novas colunas que mostram a turma da “melhor idade”, as crianças e os animais. Lá em casa tem um pouco de tudo para eu mostrar para vocês. Tem os avós, os netinhos e o Pingo, nosso pinscher, e a Natasha, a gata encrenqueira. Para onde eu posso enviar as fotos?
Dolores Silva

O Corvo responde: prezada, as novas colunas possuem exatamente este objetivo: interagir com os leitores. Para enviar fotos de crianças e idosos, escreva para galerinha@gazetanews.inf.br; já as fotos de animais, envie para turminhapet@gazetanews.inf.br. O Gazeta Diário é um jornal dos 8 aos 108 anos! Ou mais até. Obrigado pela colaboração!

 

Alta do dólar
Veja bem, caríssimo Corvo, as pessoas estão atemorizadas com o fato das lojas francas quebrarem o comércio no Paraguai. Não deveriam preocupar-se com isso, porque a alta do dólar já está causando esse desastre. Vários comerciantes que conheço em Ciudad del Este estão prestes a fechar, não estão conseguindo pagar os salários em dia e começaram a escolher colaboradores para demitir. Outra coisa, seu Corvo, estão deixando também de repor os estoques. Sendo assim, quem terá ânimo de entrar num negócio de free shop sabendo que enfrentará o mesmo problema?
Paulo Roberto Serez Almeida

O Corvo responde: prezado, tomara que a alta seja sazonal, mas ao que tudo indica o dólar continuará nervoso por algum tempo. A recente alta se deu em razão das pesquisas eleitorais, logo teremos um futuro bem imprevisível pela frente. Com um dólar nas alturas, fica difícil atuar nos mercados comandados pela moeda. Não é uma análise fácil a da atual conjuntura.

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GDIA