Dupla morre após perseguição e troca de tiros com a PM no Centro de Foz  
9 de agosto de 2018
9 de agosto de 2018

 

Decisão
O PSD mostrou que é um partido preocupado com a pulverização dos votos em Foz do Iguaçu. A evidência disso foi a decisão de não aceitar a candidatura do Márcio Rosa. Neste caso, a Executiva estadual fez uma avaliação bem ampla de conjunturas e mirou o potencial dos votos. Como organização política forte no Paraná, a sigla deve fazer pesquisas e trabalhar muito na avaliação do terreno, firme para uns e movediço para outros. Mas contaram para este Corvo que o assunto ainda está em discussão, ou seja, a Executiva provisória de Foz está a todo custo tentando reverter a situação.

 

E o Márcio?
Contaram para o Corvo que o vereador Márcio Rosa acredita que conseguirá a candidatura, mas, do contrário, receberá o resultado com certa naturalidade; ele está preparado, pois sabe que o seu nome não consta da ata da convenção. Como assumiu o compromisso com a provisória, resolveu ir até o fim, afinal de contas a escolha de candidatos possui um ritual de análise partidária. Isso tudo é muito normal. O mundo da democracia é firmado nesses pilares. Márcio não possui o perfil da desistência, por isso é um jovem político de valor e de futuro; por este aspecto atendeu à base do partido. Ainda tem tempo para fazer uma boa carreira e, quem sabe, sem o canto de sereia.

 

Ratinho em Foz
O candidato ao governo estará na fronteira hoje; deverá ser mais assediado que o Luan Santana, e certamente as filas para beijar a sua mão serão mais longas que as do santuário do Padre Cícero. É no meio desse frenesi que a Executiva do PSD deve pressionar o Ratinho a ceder candidatura para o Márcio Rosa. Será que isso vinga?

 

Revelação
Uns dizem que foi emocionante, outros nem tanto. Mas de todas as formas, foi interessante a manifestação da vereadora Inês Weizemann ao abrir o arquivo confidencial na Tribuna da Câmara, para lembrar os 12 anos da Lei Maria da Penha. Segundo ela, sofreu agressões do ex-marido.

 

Dona Nanci
Os dois últimos anos não têm sido fáceis para a vereadora Nanci Rafagnin Andreola. Se ela soubesse que postar foto em Rock in Rio fosse algo tão perturbador, teria batido o joelho doente com mais força na mesinha da sala. Apesar do inchaço e do Voltarem incomodando o estômago, as coisas seriam menos dolorosas no campo da política.

 

Beira de eleição
Com tanta confusão, Nanci terá pela frente uma empreitada das mais difíceis, e pensar que antes do Rock in Rio a situação era bem tranquila, tanto que nas suas plataformas eleitorais para a Câmara havia a transparente intenção de brigar por uma vaga de deputada estadual, e com pleno aceite do eleitorado. Nanci é talvez uma das poucas pessoas na evidência política que possui uma licença assim. Mas terá serviço redobrado pela frente, em decorrência de dividir o tempo com a defesa. Mal se livrou de um gancho na Câmara, terá de esquentar a cabeça com a Justiça.

 

Ela vai com cautela
O Corvo teve acesso a uma informação de coxia: Nanci está avaliando todo o compêndio condicional de uma eleição. E não está fazendo isso sozinha. Ontem, conforme alguém comentou com este colunista, a vereadora e pré-candidata participou de várias reuniões.

 

Sessão pinga-fogo
E hoje, na sessão da Câmara de Vereadores, está em pauta a discussão sobre os dois pedidos de cassação dos mandatos da Nanci e Rosane Bonho; a tese é a quebra de decoro parlamentar. De novo. Representou contra Nanci o cidadão Maximiliano Kitaichuca Gehlen, e o caso versa sobre o uso de um suposto atestado médico, que para ele seria falso.

 

Arrolados
O promotor de Justiça Marcos Cristiano Andrade e o médico cujo nome aparece no fatídico atestado, Maxwell Almeida, foram arrolados como testemunhas na representação, mas isso não quer dizer que comparecerão. William Elqueder Silvestri é quem justifica que a vereadora Rosane praticou nepotismo ao contratar um parente. A Diretoria Jurídica do Poder Legislativo deu parecer favorável às representações. O dia promete ser longo na Câmara.

 

Queiroga
O Corvo conversou com advogados que acompanham o caso do Queiroga, e ao que parece há uma onda muito grande de otimismo, mesmo que ninguém queira fazer declarações, pois qualquer fala está sob a interpretação da Justiça.

 

Otimismo
Mas este Corvo também fez uma sondagem sobre a expectativa da população acerca dessas questões que envolveram várias pessoas com as fases da Operação Pecúlio. Há de quem o povo não queira nem ouvir falar, mas parece não ser o caso do Queiroga, tanto porque as pessoas leem os jornais, ouvem rádio e assistem aos noticiários. A maioria torce por notícias boas, pois o Queiroga sempre costurou bem a imagem e possui muitos amigos formadores de opinião. Foi um vereador atuante, e isso ninguém pode negar. Deve haver novidades em breve. Pelos prognósticos e recentes decisões, se há alguém em condições de brigar para reaver a cadeira na Oscar Muxfeldt, 81, essa pessoa é o Queiroga.

 

Cidade do Futuro
Prezado Corvo, semana passada uns jovens apareceram em casa pedindo um tempinho para explicar um projeto que deveriam apresentar na escola, com o título de “Cidade do Futuro”. Falar com os vizinhos faz parte do trabalho deles. Pois fiquei pensando: será que esses meninos não têm coisa mais importante para fazer? Ficam aí perdendo tempo imaginando uma porção de coisas que jamais desfrutaremos… Deviam pegar no batente, porque isso sim faz bem à saúde. Onde já se viu elevados para aliviar o trânsito, quando não conseguimos construir uma segunda ponte, um viaduto; sequer realizamos a duplicação da nossa via mais importante. Por favor, aprendem cada coisa na escola, né Corvo?
Juarez Bento

O Corvo responde: pensar uma cidade melhor, independentemente da imaginação futurista, é uma dádiva, e o Corvo quer conhecer esses meninos! O senhor, prezado leitor, deve rever seus conceitos, pois eles estão um tanto desfocados. Se a mocidade de boa imaginação recebesse atenção no passado, teríamos as pontes, viadutos, duplicações e outra porção de ideias geniais que foram derrotadas graças à impaciência e falta de respeito de pessoas como o senhor. Desculpe o Corvo pela franqueza, mas é triste ver a ignorância tentando vencer a imaginação. A juventude tem muito o que fazer, especialmente quando está usando a cabeça para pensar o futuro da cidade onde vive. Não devemos jamais reprimir iniciativas assim. No Japão, por exemplo, imaginação é fundamental para tudo, tanto que naquele país há o Ministério do Futuro. Não faz muito tempo, perguntaram ao ministro o que ele pensava sobre a superpopulação. Ele respondeu: “Isso vocês devem perguntar ao ministro do Planejamento, eu estou no ano 2050”. Vai ver é por isso que o Japão é tão limpo, as escolas são tão sérias, a tecnologia está em tudo… Pode ser graças à dedicação e à imaginação que os jovens japoneses, por exemplo, são minoria entre os usuários de drogas. Imaginar é ótimo!

 

Tentativa de invasão
Como este Corvo já informou, o GDia, portal de notícias do jornal Gazeta Diário, foi parcialmente invadido pela turminha que não se conforma com o conteúdo e menos com o sucesso do endereço eletrônico. Na “tentativa” de vasculhar os setores de notícias e, quem sabe, tentar plantar fake news, o sistema, que é inteligente, desarmou o programa de acesso e, claro, isso causou algumas sequelas, como algumas áreas literalmente apagadas. Há quem não consiga arranjar emprego, por isso se vende para grupelhos que não gostam de notícia séria. Os técnicos e profissionais da BR Digital, responsável pela confecção da ferramenta, estão aos poucos saneando os defeitos. Logo o portal estará de novo a toda.

Convivência com as onças
Corvo, li que lançaram um manual para a gente conviver com as onças de maneira que elas sobrevivam; e a gente, também. Quero um exemplar desse guia, porque tem uma onça lá em casa e qualquer dia ela vai me dar uma dentada, especialmente aos sábados, quando chego tarde do boteco. Semana passada a onça meteu um pau de cortina bem no meio da minha cabeça. Agora, além da felina, tenho um galo cacarejando na minha cabeça.
Maurício Valverde Camargo

O Corvo responde: prezado, o surgimento de onças no Parque Nacional motivou o projeto Onças do Iguaçu a elaborar um guia para orientar quem mora no entorno da unidade de conservação, quando uma onça aparecer. Para lidar com a onça que o senhor tem em casa, o ideal é obedecê-la, fazer uns carinhos de vez em quando e, se puder, dar uns presentinhos do tipo carro 0 km, anel de brilhantes e, quem sabe, um cartão de crédito sem limites. Verá que ela não vai importar-se tanto com as suas idas ao boteco, algo aparentemente mais seguro que a selva do Parque Nacional do Iguaçu e que a sua cozinha.

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GDIA