8 de agosto de 2018
8 de agosto de 2018

 

Bateu na mesa
Contaram para o Corvo que o prefeito Chico Brasileiro esteve em Curitiba e ficou em cima das decisões partidárias. Ele está de olho nos dois últimos anos de administração e, segundo consta, não quer gastar com gasolina nem com passagens aéreas para Curitiba e Brasília por falta de deputados da cidade.

 

Dói no Chico
A ausência de representantes na Assembleia Legislativa e Câmara Federal é algo que afeta diretamente o exercício de prefeito, pois mesmo que seja necessário manter boas relações com políticos eleitos de outras cidades é muito chato ficar pedindo favores em razão da desorganização política na cidade. Prefeito que não consegue contar com a ajuda de deputados nativos precisa trabalhar em dobro.

 

Sinuca de bico
Com tantos concorrentes, é possível que Foz continue chupando o dedo em matéria de eleger deputados, ao contrário de outras cidades paranaenses. Depois ficam questionando a razão de as verbas atenderem aos interesses de outros municípios, de as cotas do SUS serem melhores, de receberem mais viaturas e ajuda em muitos programas. Deputados são os elos legislativos entre os governos estadual e federal; são eles quem ficam atormentando a vida do governador, ministros e presidente. Enquanto isso, os prefeitos trabalham. Trabalha melhor quem conta com a ajuda desses “centroavantes” da política.

 

É culpa da cidade?
Nunca! Foz é uma terra tão próspera que no fim das contas se vira sozinha, pelo puro potencial estratégico. A culpa é dos políticos e dos cidadãos, que em raras ocasiões foram unidos e objetivos na eleição de candidatos viáveis. Talvez seja mais fácil convencer os eleitores do que os políticos. Vai chegar o dia em que os oportunistas levarão uma “surra” da sociedade. Leia-se “surra” quando a população entender que certas pessoas atrapalharam a eleição de outras viáveis.

 

Certos nomes…
Prezado senhor Corvo, o que leva uma pessoa completamente desconhecida emprenhar uma candidatura de deputado ou deputada? Por que essas pessoas não encararam antes uma eleição para vereador? Penso que existe uma ordem para certas coisas. Veja bem, todos os políticos que conhecemos e que pularam as etapas se deram mal. Veja o que aconteceu com a Dilma, foi direto para presidente sem antes ser vereadora, deputada ou senadora e fez tudo errado; trocou os pés pelas mãos. A pessoas precisam de humildade e começar por baixo, para depois arriscar postos mais altos.
Samira Lúcia Vieira

 

Abandono
Corvo, pense, uma pessoa fica alugando a gente a vida toda para tentar se eleger para a Câmara Municipal. Daí, de tanto encher o saco, deixamos de votar em alguém prestativo para atender ao desejo dessa pessoa e, nem se passaram dois anos, sem dar tempo de esquentar a cadeira da vereança, o político já quer nos abandonar para ser deputado? Faça o favor, né Corvo? É muita cara de pau! Pois vou escolher muito bem em quem votar e usarei essa premissa para escolher na hora de digitar os números na urna. Se a pessoa pelo menos tivesse feito algo na política local, vá lá, mas não é o caso. Só voto em quem possui chances de eleição e preencha os requisitos para merecer a minha atenção.
Marcia M. B. Grando

 

Sem condições
Corvo, sabemos que a maioria expressiva desses candidatos acabará levando uma coça dos eleitores, refiro-me à baixa votação, ou seja, à quantidade insuficiente de votos para eleger alguém. Acontece que essa insuficiência, se somada ao resultado ruim dos demais, vai prejudicar, e muito, a cidade. Imagina a soma de votos dos não eleitos superar a quantidade de votos necessários para alguém se eleger? Será o fim da picada, não acha?
Randolfo Paes D’ávilla

O Corvo responde: prezados, Foz do Iguaçu vive esse dilema, e não é de hoje. Tomara que o eleitor esteja consciente, e é triste concluir que isso pode acontecer de tanto apanhar. Bom mesmo seria os políticos estarem conscientes dessa realidade e do quanto isso poderá marcá-los daqui em diante. A sociedade precisa arranjar uma maneira de dar um basta nisso, fazendo os partidos e seus signatários entenderem que precisam unir esforços em prol da cidade e não de suas vontades e demandas políticas. Tá difícil, e já passou da hora de a população mostrar seu inconformismo. Isso só acontecerá nas urnas.

 

Peças de campanha
Este Corvo teve o prazer de ver algumas produções em favor de alguns candidatos. A conclusão é simples: quem está compromissado com a eleição produz materiais interessantes e de muita qualidade, contratando inclusive profissionais muito gabaritados na área da comunicação. Mas há também situações de desprazer, de gente “produzindo” peças lamentáveis, em nome da “falta de dinheiro”. Pois se não tem dinheiro nem para elaborar uma foto decente, ou escrever o nome sem erros, como pensa que legislará em favor de uma população tão carente? E o pior é que há candidatos querendo eleger-se em nome das “gracinhas”, palhaçadas inúteis e que não fazem cócegas nos eleitores. Vai fazer palhaçada no circo. Opa, nem isso dá porque a profissão de palhaço é coisa séria e de pessoas competentes na arte circense, dos tablados e palcos. Político bancando o palhaço, achando que com isso chamará a atenção, cairá no ridículo.

 

“Los Siete”
O Corvo às vezes conta errado, sobretudo dinheiro. Mas em se tratando de política, na nota intitulada “Los Siete”, publicada ontem, este colunista esqueceu de publicar o nome do presidenciável Ciro Gomes, do PDT. Foi o bastante para depenarem esta ave na rua! Foi um engano, gente! No afã de entregar a coluna, o Corvo acabou comendo o nome de um candidato. É que são tantos que a gente corre esse risco, em especial nestas eleições, nas quais foi batido até um recorde. Um amigo em especial, o Edson Stumpf, e que já anda com a bandeira do Ciro tremulando pela cidade, deu o golpe de misericórdia bem no meio do pescoço do Corvo. Taí a nota que vai amansar a indiada!

 

Sósia
Corvo, morri de rir com a semelhança entre o Carlos Lupi, presidente do PDT, com o João Bafo de Onça, publicado em sua coluna da última segunda-feira. E o homem já tem nome de lobo, vai ver é por isso a empatia com a figura lendária do Walt Disney.
Roberto Silva

O Corvo responde: pessoas públicas sempre são lembradas com humor e irreverência; são inclusive imitadas pelos protagonistas dos programas de televisão. Gente famosa precisa acostumar-se. O Corvo, por exemplo, já foi chamado de urubu.

 

O bicho está pegando
Alguns comerciantes da Avenida Brasil estão pensando em se unir e protestar contra um colega que insiste em instalar uma loja franca no local. A iniciativa que parece ser boa para o empresário, que, aliás, sempre sonhou em possuir uma zona franca, é péssima para a vizinhança. “É simples, vamos fotografar quem compra lá e se alguns fregueses frequentarem o local seguidamente terão que acertar contas com a Receita Federal, pois vamos ficar em cima da fiscalização”, disse o dono de um estabelecimento e que pediu para não ser identificado.

 

Opinião geral
“Lojas francas são um avanço, isso ninguém pode negar. Até nos acostumamos com a ideia, pois será algo muito interessante para a geração de empregos e, com isto, circular mais dinheiro na cidade; a novidade atrairá mais turistas. O que não podemos é deixar que uns se aproveitem da situação em detrimento dos demais. Embora esse tipo de comércio seja liberando onde o zoneamento permite, o que é legal, pode ser imoral quando atenderá aos interesses de apenas um comerciante. Free shops serão ferramentas importantes para o desenvolvimento caso sejam construídos em locais distantes do centro, com grandes praças de alimentação, shows de vez em quando, exatamente como acontece em Puerto Iguazú. Se não for isso, teremos lojinhas do tipo “galerias” e “barraquinhas” como em todas as cidades, coisa que prejudica, e muito, a concorrência”, disse outro comerciante. Essas pessoas não querem ser identificadas por motivos óbvios, mas os depoimentos ilustram muito bem o desejo da maioria.

 

A legalidade
A lei foi atendida, a Receita Federal está fazendo a sua parte; a prefeitura deliberou a discussão para os setores produtivos, no caso o Codefoz, que, por sua vez, encarregou-se de ouvir associações e entidades; um estudo contempla a realidade. Agora falta os comerciantes se entenderem e encontrarem uma maneira de manter a situação em equilíbrio. Tomara que o setor comercial da cidade encontre o diálogo mais facilmente do que a ala política.

 

Piscinão
Jardim São Luiz, em razão da obra para conter alagamentos, pode transformar-se num atrativo turístico em época de verão. O povo da localidade apelidou o buraco de “Piscinão do Copacabana”. Alguém pediu para a prefeitura fazer um calçadão ao estilo da praia carioca, com ondulações de pedras portuguesas brancas e pretas. Era o que faltava.

 

Fundura
O local possui três nascentes e será cercado, para desespero dos futuros e pretensos banhistas. O piscinão é tão fundo que poderia servir para aulas de mergulho. Há quem sempre arranje uma maneira de inventar algo. Haverá uma pista de caminhada que ficará pelo lado de fora, juntamente com os bancos e uma academia ao ar livre. A obra pretende conter o alagamento de algumas ruas, devido ao grande número de nascentes. Tem gente triste porque as lagoas que se formavam nas ruas eram tantas que já havia até traíras e bagres por lá, o que rendia uma boa pescaria em algumas épocas do ano.

 

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GDIA