5 de julho de 2018
Brasil enfrenta a Bélgica nesta sexta-feira  pelas quartas de finais
6 de julho de 2018

 

Conselhos para tudo
Cidadão iguaçuense, anote bem: no dia em que precisar cortar a unha, peça antes autorização ao CMUMFI (Conselho dos Manicures para Unhas das Mãos de Foz do Iguaçu). Mas se resolver cortar apenas as unhas dos pés, precisará passar pelo CPUFI, que é o Conselho dos Pedicuros Unidos de Foz do Iguaçu. Agora, se a necessidade for de cortar as unhas dos pés e das mãos ao mesmo tempo, o recomendado é aguardar por uma audiência pública!

 

Capital dos conselhos
O cidadão aguenta o assédio dos candidatos, vai às urnas, vota, gasta uma grana altíssima por ano para sustentar o Poder Legislativo e também o Executivo e, no fim das contas, nada anda, porque precisa do aval dos “conselhos”, e além do mais necessita do referendo das audiências públicas. Tudo bem, ouvir a comunidade é importante, mas deve haver formas de realizar esse processo de maneira mais rápida e eficiente.

 

Quem faz o quê?
Nesse contexto, o que fazem as associações com seus milhares de associados? Há inúmeras entidades, associações, sindicatos, “uniões” disso e daquilo nesta abençoada cidade, e existem também os “conselhos”, muitos dos quais com poderes deliberativos. E o que deliberam, na verdade? Com tudo isso, as coisas só andam na base do tranco em Foz. Ou é mentira?

 

Eficiência
Se todos os “conselhos” e entidades constituídas em Foz do Iguaçu fizessem a diferença, atuando para valer, obras necessárias como a segunda ponte, perimetral, viadutos, duplicações, pavimentações e outras “querências”, tudo isso seria coisa do passado! Até o perfil político de Foz seria outro, pois disputaríamos o segundo turno para a escolha de prefeitos; teríamos uns quatro deputados na Assembleia Legislativa e no mínimo uns três na Câmara Federal. No entanto isso está longe de acontecer, pois a “capital dos conselhos” só engrossa o gesso que sufoca a coisa pública, já emperrada em razão de uma administração que simplesmente arrasou as chances de desenvolvimento.

 

Autonomia
Um exemplo: vivemos um período de grandes perspectivas com o advento das lojas francas; as demais cidades que abarcam a modalidade estão bem adiantadas. Talvez lá as coisas sejam mais simples, com a deliberação do Executivo, do Legislativo e da sociedade organizada por meio de seus pilares representativos, as associações. A impressão que se tem é que os conselhos existem em Foz porque não há entendimento entre as associações, ou muita gente precisa do status para compor as mesas e receber convites para coquetéis. O tema das lojas francas passou por reuniões em entidades de classe, audiência pública e irá agora para o Conselho da Cidade e depois precisará de uma plenária do Conselho de Desenvolvimento; paralelamente passará por discussões no Conselho de Turismo, e assim o mundo gira, enquanto a Lusitana roda. Por favor…

 

Estatutariamente falando
Foz do Iguaçu possui já um Código de Postura, que é a carta magna municipal, ou seja, uma Constituição para os cidadãos iguaçuenses; há também um Plano Diretor, versado em leis advindas de um esforço do Executivo e Legislativo, com a participação de técnicos e pessoas habilitadas na condução dos exercícios. De olho nisso tudo está o Ministério Público, e a Justiça arbitra quando necessário. E por fora toda essa ginástica para deliberar algo que já poderia existir? Oras, vamos botar lenha nessa fornalha e mover de vez a locomotiva.

 

A massa e o objetivo
O Corvo pergunta: de todas as pessoas envolvidas nesse cuidadoso processo de achar pelo em ovo e discutir o sexo dos anjos, quantas de fato investirão em free shops? Quem enfiará a mão no bolso, investindo em estrutura, estoque, atraindo parceiros? Quem se subordinará às regras, muitas das quais rígidas e controladas pela Receita federal? Podem escrever que nesse processo serão poucos, pois os volumes de investimentos não são pequenos. Então, o certo é criar um ambiente para que essas pessoas comecem a trabalhar urgentemente, pois isso será revertido em postos de trabalho, desenvolvimento, distribuição de riquezas. Bora fazer esse trabalho, antes que os investidores escapem para os concorrentes.

 

Redução de passagem?
Taí uma coisa difícil de acontecer, praticamente um milagre: o fato de os empresários do setor dos transportes aceitarem a redução da tarifa. Se bem que é complicado explicar e mais ainda entender como uma discussão que é baseada na redução da alíquota do PIS e Cofins pode ser subtraída de uma planilha, cujos outros valores já enfrentam uma briga de foice no escuro. Enquanto o governo reduz as alíquotas, todo o resto sobe. Os vereadores devem saber que é assim, logo não é simples mexer no vespeiro. O diretor do Foztrans fez um balanço muito real da situação.

 

Estudo
E a quem os vereadores pedirão esse estudo para uma possível redução das passagens? Ao Foztrans. O diretor-superintendente da autarquia, Fernando Maraninchi, explanou o que pode ser o resultado de um estudo: “Entra na planilha o preço cobrado de um ano atrás quando estava muito mais barato que a variação de 46 centavos [concedida pelo governo]. Quando discutirem novamente a tarifa, essa redução no diesel vai aparecer na planilha e determinar o novo valor da passagem”. Se a Câmara for atendida em matéria da redução da tarifa, o valor cairia de R$ 3,55 para R$ 3,52 na tarifa comum e de R$ 1,77 para R$ 1,75 no Cartão Estudante.

 

Estrada do Colono
O Corvo leu com atenção a informação sobre as operações da PF e ICMBio no Parque Nacional do Iguaçu. Judiação o que algumas pessoas insistem em fazer, ou seja, caçar e extrair o que há por lá. Essa insistência acaba sepultando o sono de duas regiões, porque com a devastação na floresta vai-se adiando a possibilidade de reabrirem a Estrada do Colono, um caminho mais curto entre Oeste e Sudoeste do Paraná. O site Não Viu? publicou um resumo da matéria publicada aqui, mas emendou com propriedade: Como diz o ditado popular, “os bons pagam pelos maus”. E esse ditado se aplica direitinho no caso da Estrada do Colono. A estrada foi fechada há anos, e há anos as tentativas de reabri-la continuam. Porém a ação de caçadores e extrativistas torna essa possibilidade cada vez mais remota.

 

Perimetral
Que coisa, hein Corvo, parece que tudo é tão difícil em Foz do Iguaçu! Sentimos imensa falta de uma obra como a perimetral, que nos ligará até a BR-277, mas os políticos só se lembram dela em ano de eleição. Será que desta vez vai?
Silvia Aparecida

O Corvo responde: em ano de eleição vêm muitos anúncios de futuras obras. Mas da publicação do edital até as máquinas começarem o serviço é que há uma diferença. O Corvo sempre é otimista e espera que as promessas se cumpram.

 

O Corvo e a Copa
Quem chega ao final do campeonato, hein Corvo? Se o Brasil seguir, terá de provavelmente eliminar um vizinho sul-americano. Que triste isso, né Corvo? Temos seis equipes europeias e apenas duas americanas. O que está acontecendo com o nosso futebol?
Natalino Josias

O Corvo responde: prezado, vamos então entregar o jogo para o Uruguai, já que você está com tanta pena deles! Amigo, é esporte e devemos levar em conta que isso é assim mesmo. Infelizmente o Uruguai e o Brasil caminharam para um confronto. Nossa seleção pode muito bem devolver o fiasco de 1950, quando os uruguaios nos derrotaram em casa. Se bem que de lá para cá já devolvemos isso várias vezes. Mas veja, se a seleção brasileira seguir, poderá enfrentar (além da Bélgica) o Uruguai ou a França, ou Suécia, ou Inglaterra, ou Croácia, ou Rússia, dependendo de quem for se dando bem. O negócio é jogar a bola na rede e fim de papo. Vamos continuar na torcida, porque chances nós temos.

 

Pode ser Inglaterra ou Rússia
Seria uma final e tanto caso a nossa seleção encarasse um jogo de final ou com a Inglaterra, país que inventou o esporte que aprimoramos, ou com a dona da casa, a Rússia.

 

 

 

A Casa e as atrações
O espaço cultural mais destacado da cidade terá um calendário fixo a partir de hoje. Todas as quintas-feiras serão de noites de jazz. Marcelo Corrêa (piano), Gabriel Rezende (contrabaixo) e Lucas Casacio formam o talentoso Jazz Trio, que embalará a programação. Este colunista pesquisou a carreira dos integrantes do grupo, o que torna imperdível a audição; leia em seguida.

Share

GDIA