28 de junho de 2018
Concurso do Hospital Municipal tem mais de 2 mil candidatos
29 de junho de 2018

A impunidade
No geral, quem possui lá um distúrbio de desvio de conduta vai pensar assim: a pessoa pode roubar milhões da coisa pública, deve preparar-se para devolver uma parte, mas se o resto ficar bem guardado, poderá ser muito bem aproveitado num futuro próximo. Se constituir um bom advogado, o corrupto ficará preso um, dois, no máximo três anos, pois o caso entrará em debate e se perderá nas lacunas legais e judiciais, de um código confuso e cheio de válvulas de escape. É o que muita gente honesta também conclui após a decisão da Segunda Turma do STF, que mandou soltar o ex-ministro José Dirceu, condenado a 30 anos e nove meses de prisão pelo TRF-4 e que cumpre pena no Presídio da Papuda, em Brasília. Com a decisão, ele aguardará em liberdade julgamento de recurso no STJ. O povo pensa: como um homem que responde a tantos processos e já foi, inclusive, condenado em alguns pode ganhar a liberdade?

 

Mais impunidade
A interpretação dos ministros pode abrir precedentes, embora os casos não sejam similares, mas no âmbito da Justiça são “semelhantes”. Há uma massa convicta de que Lula poderá sim ser libertado e aguardar o resultado de recursos em seu apartamento em São Bernardo do Campo. O que os advogados do ex-presidente mais temem — e todos os seus milhões de partidários — é que antecipem a discussão sobre a elegibilidade do Lula. Há quem acredite que ele possa ser candidato preso. Não é segredo que ele poderá ser feliz nas urnas até habitando o quartinho da PF em Curitiba. Mas, segundo os comentários de especialistas, Lula vai sofrer um pouquinho essa ansiedade pela liberdade; seu caso será provavelmente julgado após o recesso, em agosto.

 

Destaque
Uma evidência de que as coisas estão mudando no país pôde ser medida pelo destaque que se deu na mídia com a soltura de José Dirceu. A notícia ocupou peso similar aos preparativos da seleção brasileira para o jogo de ontem. Falaram mais tempo sobre o Dirceu do que do Neymar Jr. Nem tudo parece estar perdido se o assunto é melhorar o entendimento da população sobre a política.

 

25 candidatos
Corvo, não deixaria de enviar esta carta. Mais uma vez a cidade está patinando na escolha de seus representantes. Cadê as instituições como ACIFI, OAB, Observatório? Agora é o momento de lançarem uma campanha pela valorização do voto, só assim os políticos pegarão mais leve e se tocarão de como a sociedade está incomodada com a forma como agem. Alguém precisa fazer alguma coisa, Corvo!

O Corvo responde: prezado, as instituições civis olham para a Constituição, mas certamente sabem o que é moral ou não. O Corvo conversou com algumas pessoas que fazem parte da sociedade civil organizada e sentiu que estão bem preocupadas com a situação. “Se todos fazem a sua parte, é natural que os políticos também devam fazer a lição de casa, não podem deixar Foz nessa pendura de novo”, disse uma dessas pessoas, que pediu para não ter o nome publicado.

 

Pendura?
Sim, o termo é corretíssimo ao justificar que Foz vive na pendura, porque sempre pede deputados emprestados para uma situação ou outra. Levando isso em conta, e o atendimento que prestam esses parlamentares, há um certo constrangimento por parte do governo e governantes em rejeitá-los em períodos eleitorais. Como vai fechar-se a porta para alguém que em algum momento ajudou? É por isso que Foz se tornou esse imenso campo de colheita de votos. Está na hora de mudar. A cidade precisa eleger seus deputados e cobrar deles a eficiência na representatividade.

 

Muitos candidatos
E, para variar, nossa linda e querida Foz do Iguaçu possui, até o momento, aproximadamente 25 candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal. É de se estranhar que uma cidade politicamente tão difusa não possua ainda candidatos ao Senado, Governo do Estado e Presidência da República!

 

Falta de compreensão
Uma coisa é certa: os políticos pensam diferente da população. Em grande maioria, se consultados, os eleitores de Foz dirão que a cidade precisa de representantes e que, diante disso, deveria haver um consenso para um mínimo de candidatos. Mas isso, no fim das contas, é uma utopia, o sonho da perdição de tempo, ao se imaginar que é possível algo como alguma “união por Foz”.

 

Enfim a usina
Hoje, quinta-feira, finalmente o prefeito inaugura a sua tão sonhada Usina de Asfalto, iniciativa a qual esperamos que desfaça o apelido de Chico Buraco! Jogue piche nos buracos, Chico Brasileiro. Destrave de vez esse assunto! O ato inaugural será logo mais, às 11 horas, na Rua Angatuba, Jardim Cedro.

 

A lista
O Corvo nem entrará em muitos detalhes, porque chega a embrulhar o estômago essa falta de entendimento entre os partidos, quando não se importam com a soma dos interesses pelo objetivo tão nobre e necessário de eleger representantes para uma cidade cheia de carências administrativas e legislativas. Mas olhando a lista e analisando os nomes, veremos a maior de todas as possibilidades: a grande maioria não possui a mínima chance de eleição.

 

Esculhambação
Todos estão e estarão resguardados constitucionalmente pelo livre e sagrado direito de enfrentar as urnas, caso sigam os ritos eleitorais. Mas o que é permitido pode não ser o certo, considerando a fraca representatividade da cidade ao longo da história. Foz é a Babel da política na hora de escolher deputados estaduais e federais; o processo é bem diferente em outras cidades do mesmo porte. Agem com muito mais inteligência do que emoção e ganância pessoal.

 

Todos os tipos
Bom, o iguaçuense pelo menos terá uma grande opção de escolha, pois há candidatos de todas as cores partidárias e até mesmo de outras cidades. O tempo passa e é difícil a cidade aprender a lição.

 

E os eleitores?
Como este Corvo mencionou em outra nota, os eleitores continuam ressabiados, pois quase nada podem fazer quando são desrespeitados. Ou não é um desrespeito esse comportamento? Tomara que, com um pouco de sofrimento e maturidade, saibam escolher perante a enorme lista, diminuindo a divisão dos votos. Se bem que muitos nomes estão na condição de pré-candidatos, mesmo assim, dependendo das convenções partidárias, a lista pode ser ainda maior que em anos anteriores.

 

Letra do médico
Seu Corvo, esses dias fui até a farmácia, comprei o remédio e depois de dois dias minha filha percebeu que me entregaram o produto errado. Eu bem que desconfiei. Voltei à drogaria e levei a receita. Fiquei com dó da moça que trabalha lá. Ela, coitada, confundiu-se com a letra do médico. Puxa vida, Corvo, por que os médicos precisam escrever desse jeito? Eles aprendem isso nas faculdades? É um tipo de código?
Tamara Rosa

O Corvo responde: prezada, é letra ruim mesmo. Fazem o garrancho porque não querem caprichar na caligrafia. Hoje isso está acabando porque muitos profissionais da medicina imprimem as receitas direto do computador. Muitos problemas já ocorreram em razão da letra ruim de médico.

 

Tchau, Alemanha
Depois do fiasco alemão não ficará feio o nosso time voltar mais cedo para casa. E com a despedida da Alemanha, não há risco de alcançarem o Brasil nesta Copa. Agora, só se for na próxima. Ai que dozinho…

 

México cortou dobrado
Por pouco a Coreia do Sul não passou para as oitavas, junto com a Suécia. Depois desses dois jogos, entre México e Suécia, Alemanha e Coreia, dá para escrever que “o futebol é uma caixinha de surpresas”.

 

É a musa?
Corvo, quem é a musa da Copa na Rússia? Pelo visto não é repórter da Globo, né? Vai ver que depois da Copa no Brasil, com aquela Fernanda Gentil de musa, desistiram da ideia. Pergunto porque ontem alguém me falou que a musa é o Pablo Vitar; é verdade isso?
Valéria Gonzales Giusti

O Corvo responde: o Corvo francamente não sabe. Mas se for o Pablo, qual o problema? É um ponto para a diversidade.

 

Sofrimento
Este time brasileiro cansa a gente. Falta ofensividade e conclusão. Venceu e ainda não convenceu. Contra o México não haverá a mesma maria-mole sérvia. Sofremos mais pela falta das conclusões do que por outra coisa. Mas no fim, duas vitórias e um empate não constituem uma campanha tão ruim. Saiu em primeiro lugar do grupo, afinal.

Share

GDIA