27 de junho de 2018
27 de junho de 2018

Um bom sinal
O advento das lojas francas, pelo visto, venceu um duro obstáculo em Foz do Iguaçu: o pensamento sobre a virtual destruição do comércio formal. Os empresários e boa parte das pessoas envolvidas com as atividades comerciais estão convictos de que free shops não causarão prejuízo, pois Foz já aprendeu a conviver com os produtos vendidos no Paraguai e Argentina. As barraquinhas que vendem produtos ilegais, falsificados, quinquilharias contrabandeadas, são bem mais nocivas. O que não se espera é que a cidade seja convertida neste tipo de comércio, do 1,99 importado. Aí sim vai haver quebradeira.

 

Grandes negócios
As lojas francas, no pensamento de muitos, devem existir como empreendimentos de vulto, luxuosos, tais quais os grandes shoppings de compra em Ciudad del Este, com centros gastronômicos, atividades culturais e espaços para o lazer, além das compras. Desta forma, serão recebidas como atrativos turísticos, e isso somará positivamente para os três países que compõem a faixa de fronteira. Muito mais agora, com a possibilidade de a cota de US$ 300 ser mantida. O que acontecerá é um salto no número de visitantes, o que distribuirá muito mais riquezas para os setores correlatos. Hotelaria, transporte, entre outros, também lucrarão, inclusive os atrativos, pois terão os seus índices de visitação aumentados.

 

Outra discussão
Há agora um novo estágio a ser discutido, ou seja, onde vão funcionar de fato as lojas francas. Há o pensamento de que isso pode ocorrer em toda a cidade, mas, segundo uma informação, um estudo muito bem fundamentado dá conta de que o ideal é implantar free shops longe do centro e das áreas onde o comércio é forte. Bom, é a prefeitura que deve regulamentar isso, e a esta altura deve saber quais os locais ideais. Como os investimentos são vultosos, não haverá uma loja franca em cada esquina.

 

Segunda ponte
Isso parece ser a maior “balela” política da história da cidade. Trata-se de uma obra imprescindível para melhorar a vida do povo fronteiriço, mas por enquanto só serve como promessa de campanha, com os políticos deitando e rolando para iludir os eleitores, e olha que faz é muito tempo. É mais fácil um burro criar asas e voar.

 

Viaduto em pauta
Do nada, começaram a surgir várias manifestações sobre o novo viaduto na entrada da cidade e os virtuais equívocos que ele pode causar ao trânsito. Quer dizer, a obra nem começou e já estão fazendo marola apontando defeitos. Alguns dizem que a confusão pode ser tanta que é até melhor deixar como está. Será? O Corvo pensa que não; uma obra assim só beneficiará quem chega ou sai da cidade. No fundo essas dúvidas se dão pelo fato de o iguaçuense não saber o que são vias elevadas. Foz não possui viadutos, é engano pensar assim. O acesso da BR-277 nas proximidades da Vila Portes e Jupira não passa de um pontilhão, e o que está sobre a Avenida Paraná é uma trincheira. Viaduto é outra coisa. Tudo bem que a finalidade deve ser planejada e discutida, mas que alguém manifeste-se sabendo do assunto.

 

Policia Nacional
Os paraguaios lançaram um alerta que está fazendo cair cabelos em quem mexe com dinheiro ou possui um cofre. Segundo a Policia Nacional, do outro lado da fronteira, o PCC está por aprontar mais uma. O alerta está mexendo até com a vida dos comerciantes; há quem olhe para a baixa no movimento e aproveite o alerta para fechar a loja temporariamente. É pra ver a que ponto se chegou!

 

A suspeita
O alerta se deu com a prisão do Arnaldo Romero Ruiz, no sábado passado. O carinha é conhecido como Pânico, imagina? Ele é novo, possui 24 anos, mas é um terror, com diversas passagens pela polícia por crime de roubo agravado. E o que estava fazendo soltinho da silva? A Justiça no Paraguai parece ser mais flexível que a brasileira. Embora o barulho, há quem garanta que não passa de peixe pequeno.

 

Estudo avançado
Já a Escola Superior de Guerra (ESG), por meio de um estudo, mostra que o Sisfron deve ser reforçado. Não é novidade que Foz é sempre citada toda vez que há uma reunião ou encontro para tratar da segurança nas fronteiras. Foz é “a fronteira”.

 

Lobisomem em Três Lagoas
Que coisa, hein? Todos preocupados com os bandidos “importados” do Rio, loucos para explodirem alguma empresa de valores, e as pessoas preocupadas com um bicho peludo que anda pelas imediações de Três Lagoas… Falam que se trata de um lobisomem, porque é magro, rápido e só aparece de noite. Até o momento a aberração não teria causado vítimas, além do arrombamento de um galinheiro. Por favor, cada uma! Foz do Iguaçu seria o último lugar do planeta para onde um lobisomem fugiria, especialmente em razão do surto de leishmaniose canina. É ruim de o bicho usar coleira contra o mosquito-palha.

 

Leishmaniose
Falar nisso, este jornal publicou um dado muito preocupante: milhares de cães estão afetados pela doença. E mesmo assim há quem faça um agendamento no CCZ e não compareça. Os alertas não funcionam, o que de certa forma demonstra a indiferença das pessoas com os animais de estimação.

 

Recape
É verdade, seu Corvo, as estradas rurais, além de bonitas, são muito úteis para desafogar o trânsito. Faz muitos anos que atravesso esses locais para sair lá em Três Lagoas. Economizo uns dez quilômetros se fosse dar a volta pelo centro da cidade. Por isso precisamos urgentemente da perimetral. Sobre o sistema de recape que chamam de fresagem, quero observar que São José dos Pinhais foi quase toda pavimentada com esse tipo de material. Ele é especial, bem abrasivo e dura um monte. Pena que o nosso aeroporto possui apenas uma pista.
Virgílio Belmiro (Curitiba)

 

Despejo
Pois veja, seu Corvo, estou vendo jogarem piche velho em cima das pavimentações poliédricas. Deveriam tirar essas pedras que cortam os pneus dos nossos carros e pavimentar tudo de novo, desde o início, conforme o pagamento dos nossos impostos.
Sérgio Lucas Valle

O Corvo responde aos leitores: é impressionante como as obras de pavimentação, independentemente da qualidade, no caso se asfalto ou reforma do piso, chamam a atenção da população. Bom, depois de anos abandonada, com obras do tipo “casca de ovo”, Foz merece uma revisão geral no piso das ruas. O Corvo conversou com um engenheiro, e ele disse que asfaltar em cima das pedras poliédricas pode ser uma solução muito eficiente, pois o piso já está compactado. Existe toda uma técnica para lidar com esse tipo de serviço. O Corvo vai trabalhar mais o tema para os leitores. Por outro lado, a prefeitura vai iniciar outra demanda de asfaltamento, mediante os convênios que está fechando.

 

Na Rússia
Contaram para o Corvo que uma família ficou surpresa com a visita simultânea de alguns cobradores no portão de casa. Isso aconteceu no Jardim São Paulo. É que o pai gastou além da conta numa construção, avisou aos credores que precisava de um prazo, no entanto foi ver o Brasil jogar na Rússia. Pasmem, ele disse que iria pescar para aliviar o estresse. Os comerciantes que levaram o calote descobriram pelas redes sociais e, revoltados, descontaram na mulher e filhos do ilustre torcedor. Segundo uma informação, somados os débitos, eles ultrapassam a casa dos R$ 30 mil. Ir à Rússia e esperar pela final deve ter custado bem mais. Pague as contas, torcedor, e não minta para a família. Que coisa mais feia! Que pescaria mais cara a sua, não?

 

Encrenca
Fizeram uma festa num condomínio. Havia gente saindo por cima dos muros no recinto destinado às comemorações. Lá pelas tantas, uma convidada ficou pelada e alguém entendeu errado a forma com a qual ela se expressou. O marmanjo também foi tirando as roupas. O namorado da peladona do primeiro andar não gostou, e deu-se um quebra-pau. Precisaram chamar a polícia para acalmar o rebu.

 

Obesidade
Corvo, vocês deveriam pegar mais leve. Toda vez que fazem alguma matéria sobre obesidade, colocam a foto de um gordo ou gorda para ilustrar. Isso é alguma forma de constrangimento e intolerância e, pelo que sei, é crime. O que vocês têm contra os gordos? Não haveria outra forma de ilustrar essas reportagens, ou fazê-las sem fotos humilhantes?
Maira V. Beira

O Corvo responde: prezada, se a informação é sobre obesidade humana, que tipo de foto poderíamos inserir na matéria? Não dá para usar um artiodátilo, por exemplo, aí sim seria uma ofensa. A intenção não é humilhar, e sim advertir, pois a obesidade está tornando-se uma doença crônica, quase uma pandemia, e não está errado considerá-la assim. As pessoas são contaminadas por alimentos com alta saturação de gorduras, o que causa diversos males, e isso desemboca na saúde pública. Obesos custam muito caro e causam enormes prejuízos. A “gordice” é um mal que pode ser tratado, educado e revertido.

 

O Corvo na Copa
Os jogos de ontem não foram menos emocionantes. Fases decisivas são assim mesmo, com dedos nos olhos e mordidas nas canelas. Dinamarca e França fizeram um joguinho de “maria vai com as outras” e se garantiram nas oitavas.

 

Corvo de macumba
O Corvo torceu para a Nigéria — e, para garantir, achou uma encruzilhada, uma travessa de barro, cachaça e deitou na farofa, esperando assim gorar o resultado argentino. Não funcionou. Tomara que a mandinga não volte para a seleção brasileira logo mais. Mas no final da partida este Corvo se convenceu de que seria melhor ver a França jogar contra a Argentina do que com a Nigéria.

 

charge do Corvo

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GDIA