26 de junho de 2018
26 de junho de 2018

 

 

 

Férias?
O Corvo está desfalcado. Dois Corvos e um colaborador viajaram por esses dias. Lamentavelmente ninguém foi para a Rússia assistir aos jogos da Copa. Um foi visitar a irmã em Santa Catarina, outro foi para Curitiba, e o nosso colaborador Rogério Bonato resolveu ir trabalhar longe de Foz — pelo menos foi o que ele nos disse. Mas o Corvo é enxerido e foi bisbilhotar a vida do Bonato, descobrindo o que ele faz quando viaja para São Paulo: come pastel na feira, entre outras, é claro. Pastel de feira, em São Paulo, é coisa boa.

 

 

 

 

 

Comportamento
Seu Corvo, veja quanta coisa está mudando em nosso país. Será que isso é um reflexo do sentimento? O povo hoje não assiste a novelas como antes, não faz compras nos supermercados como em outros tempos, nem torce mais pela seleção como antigamente. Será que o perfil do cidadão de nosso país está sofrendo alterações? Pode ser que, depois de tanto apanhar, as pessoas estejam mais conscientes. Ou será que isso é medo? Se for medo, Corvo, os resultados podem ser inesperados. Escreva para o que estou externando.
Marcos Vinicius Delgado (professor)

O Corvo responde: prezado, sua explanação é muito eficiente no campo da sociologia. E de fato o medo é um sentimento de reações adversas e podem ser positivas no sentido de mudança de algumas situações no Brasil. É triste constatar que a população aprende por causa do sofrimento, e não pela educação.

 

Abstenção
A eleição para governador tampão do Tocantins mostrou um dado preocupante: a abstenção. Houve um literal esvaziamento das urnas na ordem dos 35%. É evidente o desinteresse da população pela política, e isso é um indicador preocupante para as eleições de outubro.

 

Pesquisas
E pior que a abstenção é a variação entre um e outro político nos mais diversos institutos que se dizem interessados no futuro do país. Com a disparidade dos diagnósticos, é impossível crer nos resultados. Tomara que esse quadro se altere mais próximo das votações.

 

Distração
Os políticos devem estar atentos; os eleitores não estão tão inflamados nem ligados no futebol apresentado na Copa do Mundo. Nesse final de semana, o Corvo perguntou ao frentista do posto de gasolina qual seria o sentimento caso o Brasil vencesse a Copa. A resposta foi contundente: “Quer saber, moço, não fazem mais que a obrigação, pelo que ganham e pelo que querem mostrar, pois são milionários, e a maioria nem vive em nosso país, não pega ônibus, não enfrenta as filas nos postos de saúde, não compra gás, carne, óleo, e não coloca gasolina em seus automóveis. Não estão nem aí com o país. A Copa é só uma vitrine para melhorar seus rendimentos”.
Ufa… o Corvo ficou impressionado. E descontando a paixão pelos gramados, o brasileiro em geral se sente assim, meio traído por quem dita as regras no seu modo de vida. Se alguma coisa mudar, é porque os brasileiros aprenderam algo.

 

Corvo apaixonado
Corvo, esses dias li uma nota sua, que não era enviada por um leitor, praticamente declarando-se apaixonado pelo governo do Chico Brasileiro. Só faltou mandar um beijinho para o prefeito. “Faz favor”, passarinho puxa-saco… Mas no fundo entendo o que quer dizer, porque se comparado ao Reni o Chico é mesmo vinho de outra pipa. Mas, caro Corvo, aproveito a oportunidade para pedir licença para fazer uma denúncia: quero denunciar um buraco medonho, que anda fazendo estrago na suspensão dos veículos e até furando pneus. Ele fica na Rua Otto Ernesto Gotllieb, bem ao lado de uma escola municipal, aquela que fica em frente à Justiça Federal. Toda a cidade praticamente passa por lá e cai no buraco, sendo assim a primeira pessoa que vem à mente é o prefeito. E olha que um pouco mais adiante tem um pátio do DRM.
Marcello Vieira

O Corvo responde: a nota à qual se refere não é assinada pelo Corvo, amigo, e sim por um leitor. Está enganado na observação. Agora, este Corvo é humilde o suficiente para aprovar o que está certo, mas jamais deixa de criticar. Não fazem crítica pelo interesse partidário ou político. Em primeiro lugar, não há comparações entre Chico e Reni — aliás, na história na cidade, não há comparativos com um governo tão ruim quanto foi o do seu Reni. Sobre o buraco, o Corvo também caiu nele e fez a denúncia. A prefeitura deveria ter tapado, e faz tempo. Destrave os tapamentos de buracos, Chico!

 

Redução
Corvo, li com bastante calma a matéria publicada neste jornal sobre a redução dos valores em vários produtos nas lojas francas. É para o senhor ver como é pesada a nossa carga tributária. E quando o governo concede a instalação de um comércio assim, via free shops, reconhece que a mão é pesada nos impostos. E o que o senhor acha? Que efeito uma informação assim nos causa? Que as lojas francas prejudicarão o comércio ou que a população aprova a ideia?
Roni Fernandes

O Corvo responde: a leitura que o Corvo faz é que hoje há produtos oferecidos livres de impostos no Duty Free da Argentina e no centro comercial de Ciudad del Este e que, apesar disso, o comércio em Foz continua firme; veja pela arrecadação de ICMS na cidade, bem maior que em vários outros centros comerciais. Parte dessa arrecadação é oriunda do comércio. Entre outras, a instalação das lojas francas é algo que acontecerá, sendo assim a cidade deve discutir o assunto com a cabeça no lugar. Quem conhece o assunto acredita que para não afetar o comércio local as lojas francas devem ser construídas em locais distantes do centro da cidade e com um perfil mais turístico. Se acontecer assim, só fará concorrência para os argentinos e paraguaios, ou haverá tantos mais turistas que todos viverão em paz para sempre.

 

Na saúde
Corvo, é fogo isso: a gente vai à UPA e lá está cheio de paraguaios e argentinos. E já vi turistas europeus na fila, esperando atendimento. Desse jeito fica difícil para nós, brasileiros. Se sistema de saúde já é precário para atender os brasileiros, imagina recebendo gente do mundo todo?
Janaina Brandão

O Corvo responde: prezada, saiba que em outros países, quando os brasileiros precisam de socorro médico, também são atendidos em hospitais públicos. Este Corvo passou mal na Nova Zelândia e foi atendido muito bem num hospital público. Fizeram inclusive uma cirurgia, porque o problema foi um pouco sério. É natural que os visitantes procurem um local de atendimento. Mas faz tempo que Foz recebe doentes de todas as partes, das cidades da região e dos países vizinhos. É por isso que as autoridades devem exigir repassem maiores do SUS, porque há essa diferença entre Foz e outras cidades. No entanto, os repasses são menores do que em outros locais.

 

Movimento
Corvo, seu jornal publicou uma matéria informando que o Paraguai está vazio por causa da Copa. Mas penso que é em razão do dólar alto. Se a moeda americana estivesse num patamar mais confortável, a clientela continuaria lotando as lojas. Ou vai dizer que foi tanta gente assim para a Rússia, a ponto de esvaziar as compras em Ciudad del Este?
Mariana Bem Luigger

O Corvo responde: são vários os fenômenos que causam prejuízo ao movimento na cidade vizinha. Mas a Copa influi sim, pois é o que mostram os indicadores ao longo dos eventos. O presidente da Federação das Câmaras de Comércio de Ciudad del Este, Antonio Santamaria, disse ao jornal Ultima Hora que nos dias dos jogos do Brasil as vendas estão caindo cerca de 80%. Segundo ele, a desvalorização do real é um problema que vem arrastando-se desde maio, e o futebol aprofunda a crise porque os brasileiros ficam ligados na televisão e deixam de ir às compras. Mas para o conhecimento dele, quando o Brasil joga, ou quando há final de campeonato, o movimento cai em todos os lugares, não é somente em Ciudad del Este.

 

O Corvo na Copa
Prezado colunista, o que você acha, o Brasil vai ganhar, empatar ou perder da Sérvia? Será que com este time conseguiremos encarar as oitavas da Copa? Não seria melhor voltar para casa logo e diminuir o sofrimento da população?
Benedito Alvarez

O Corvo responde: prezado, o Corvo pensa que a seleção brasileira deve passar para a outra fase e encarará os adversários como em outras competições. Se é para simplesmente desistir, não deveria nem ter ido para a Rússia. Algumas pessoas olham para o futebol como fosse vida ou morte, e não é assim; é só esporte, competição, nada além disso. Uma Copa serve mais para a celebração do que para o sofrimento; mirem-se no Panamá, que mesmo diante de uma goleada fez festa e deu uma grande lição ao mundo. O futebol não é mais importante que as outras coisas.

 

Novos horários
Corvo, por que mudaram repentinamente os horários dos jogos da Copa? Antes era bem melhor, porque a gente ficava ligado em todas as partidas, agora, neste novo formato, a gente só vê duas partidas, quando poderíamos assistir a quatro.
Rafael Santos

O Corvo responde: a mudança não foi repentina. Isso faz parte da programação da FIFA; e, de outra forma, há quatro jogos, sendo que dois ocorrem no mesmo horário, assim o resultado de uma partida não causará influência em outra. Isso é assim desde que inventaram o futebol. E como alguém pode assistir a duas partidas ao mesmo tempo? Ou assiste a uma, ou a outra. A televisão fará esse serviço, de transmitir um jogo e informar o que acontece no outro. Por favor, às vezes o Corvo perde a paciência.

 

O Grupo A
O Uruguai manteve o favoritismo e passeou sobre a equipe russa. Os nativos, parece que não gostaram do resultado, mesmo sabendo que a Rússia permanece na disputa. Arábia Saudita venceu o Egito, mesmo assim os dois a esta altura estão no caminho de volta.

 

Grupo B
Fechamento cabeludo. Dois empates de tirar o fôlego. Jogos definidos pelos árbitros de vídeo. Irã e Marrocos jogaram futebol de gente grande, mas prevaleceu a tradição em campo. Nas oitavas teremos duas eliminações de peso. Quem prosperará entre Uruguai, Portugal, Espanha e o time da casa, a Rússia? De uma coisa este Corvo tem certeza: quem vencer vai dar trabalho na próxima fase. Hoje teremos o fechamento do Grupo C, e a melhor partida deve ser Dinamarca e França; e no Grupo D, o Corvo está procurando uma camisa da Nigéria.

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GDIA