13 de junho de 2018
Ex-vereador Narizão sofre condenação judicial em segunda instância
14 de junho de 2018

Olá. Bom dia, leitor!

‘Carpe diem!’
– Hoje, quarta-feira, dia 13 de junho, comemora-se o ‘Dia do Turista’;
– Também hoje se comemora o ‘Dia de Santo Antônio’.

 

Uma reflexão pra gente entender o Brasil hoje
Palavras de José Eduardo Faria à jornalista Renata LoPrete, no programa ‘Painel’ da GloboNews. Faria é professor de direito na USP e na FGV-SP:
“Vamos imaginar que o melhor aconteça em 2018, e em vez de uma tempestade perfeita a gente tenha uma saída surpreendente e que todos nós possamos ingressar em 2019 com uma situação (vinda) de uma eleição que resulte num presidente que tenha sido eleito de forma insofismável. Há uma série de reformas e essas reformas exigem projetos de emenda constitucional que requerem quórum elevado de 3/5 e quatro votações, duas na Câmara e duas no Senado. Quando nós olhamos o Brasil, pagamos até hoje o preço que vem da era varguista ou até antes, que é uma representação dividida entre Estados economicamente pobres, porém politicamente fortes e Estados economicamente fortes, porém politicamente fracos. Isso vem muito do Getúlio (Vargas) que dizia que o federalismo brasileiro era um grande comboio, que São Paulo era uma locomotiva e o resto eram vagões vazios. E com isso ele dizia que São Paulo deveria ser controlado politicamente pois senão haveria um grande desequilíbrio no Brasil.
Qual o efeito disso? Do ponto de vista da representação, os Estados mais desenvolvidos, que são do Sul e do Sudeste devem ter alguma coisa como 62% do eleitorado, mas tem apenas 48% da Câmara e tem apenas 21 ou 23% do Senado. Os Estados que tem alguma coisa como 38% do eleitorado tem 52% da Câmara (e cerca de 77% do Senado. Daí a explicação para uma força política de um senador como) Romero Jucá, que sai governo, entra governo e ele é o líder do governo. Foi líder do governo do PSDB, do PT. Isso explica a força de algumas bancadas, e se nós olharmos isso explica a força notadamente da bancada que poucas pessoas na imprensa dão algum valor que é a bancada da região Norte, fortemente liderada por Jader Barbalho, José Sarney e Romero Jucá. Eles têm um quinto do Congresso.
A bancada amazonense tem um quinto do Congresso; no fundo ela tem poder de veto. O que significa que na aprovação das emendas constitucionais, quem não negociar com esses três homens políticos – Sarney não é mais senador, mas Romero Jucá é e Barbalho ainda é – não consegue aprovar as propostas de emenda constitucional. Então há uma engenharia, uma necessidade de habilidade para tocar essa engenharia que vai exigir alguém que tenha uma grande capacidade de diálogo com o Legislativo. Caso contrário, se nós tivermos candidatos que não tenham essa capacidade de diálogo, nós vamos repetir o que aconteceu em 1960 com Jânio Quadros, vamos repetir o que aconteceu em 1964 com João Goulart, vamor repetir o que aconteceu em  1992 com Collor e vamos repetir o que aconteceu em 2015 com Dilma Rousseff. Há um ex-ministro do STF, ex-presidente do STF que pode ser um grande renovador, um grande moralista do país. Mas uma coisa é ser moralista e ter um discurso ético; outra coisa é sentar e governar, dentro das regras do jogo. Essas regras do jogo são distorcidas para favorecer uma não renovação do processo político. Precisamos destravar isto”.

 

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Já estamos no meio da semana, leitor! Boa quarta-feira e ótima e profícua jornada.
Sorte e saúde sempre a todos!

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GDIA