9 de junho de 2018
9 de junho de 2018

Centro de Convenções
Para tocar adiante o processo de se livrar do elefante branco, é necessário reunir os acionistas. E quem são os acionistas daquela estrutura além dos órgãos públicos? Se o Centro de Convenções foi um enorme prejuízo, além de um fiasco ao que se propôs, os “acionistas” enfiaram a mão no bolso para dividir os furos no caixa?

 

Quem são os acionistas?
Há sim empresas privadas e empresários na lista dos acionistas, mas não está errado dizer que a população de Foz forma o maior grupo detentor de ações, porque o Centro de Convenções tem sido bancado pelo município. Quanto será que vale uma ação, ou uma cota, do Centro de Convenções na Bolsa de Valores? Uma cocada da Fartal para quem decifrar o valor.

 

Desvio de finalidade
Há algumas propostas “empresariais” no âmbito de exploração do Centro de Convenções via concessão. Vários segmentos estariam interessados, inclusive igrejas. O caso é que qualquer atividade desenvolvida lá — que não sejam convenções, eventos, feiras e congressos — pode acabar em pendenga na Justiça. Há muita gente de olho nisso, ou alguém esqueceu que o nome desta cidade é Foz do Iguaçu, onde o esporte favorito de alguns é a destruição de ideias? Francamente, boa ou ruim a ideia de concessão do Centro de Convenções, qualquer alternativa é melhor do que deixar como está.

 

Melhor ideia
Por mais incrível que possa parecer, a melhor sacada de aproveitamento do Centro de Convenções é a de tentar passar a estrutura para a Infraero, de maneira que integre o Aeroporto Internacional. Se isso desvia a função ou não, o tema pode ser debatido com calma, pois é uma questão de futuro, seja para estacionamento ou terminais de embarque. Tomara que isso aflore durante as discussões.

 

Destrava Chico
Se a prefeitura conseguir resolver a questão da liberação dos alvarás já será um grande avanço. É um pedido na ponta da língua de nove entre dez pequenos, médios e até grandes empresários que pretendem fazer negócios na cidade. Isso se tornou uma espécie de fantasma que apavora o setor público, de não conseguir reduzir os prazos para a emissão das licenças. Tomara que agora, com o novo projeto em parceria com o Sebrae, a coisa ande mais ligeiro.

 

Alemão supimpa
O Corvo recebeu uma cartinha muito simpática do alemão Heaggard H. Wilmong, sobre a questão da combustão motora. Preferimos deixar o texto tal qual enviado, assim se mantém a íntegra do pensamento: “Prezada senhor Corvo, essa ideia da biogás é simples e foi um descoberta alemã. Um “fritz” comeu muita chucrute e o barriga dele começou a produzir gases; essa gás foi acumulando e uma hora teve que sair, foi quando o fräulein dele acendeu uma fósforo e bummmmmm! Quase explodiu o sala! Não demorou, imaginaram que se colocassem os dejetos dos porcos numa caixa, produziria gás e com ele, poderiam aquecer a casa na inverno rigorosa. Deu certo. Hoje usam a gás até em motores de combustão. Na futuro, todos poderão possuir uma usina de gases em casa, trocando os combustíveis fósseis por orgânicos. O que acha do ideia Corvo, um usina de combustível em cada casa?”

O Corvo responde: em Foz há o Fórum Sul-Brasileiro de Biogás e Biometano que reúne cerca de 300 especialistas no assunto. A empresa paranaense expôs as diversas iniciativas com o biogás, por meio de estações de tratamento de esgoto, e há, inclusive, demonstrativos muito interessantes e que estão na linha do seu comentário. Tudo bem que há um certo folclore em sua nota, pois a digestão do chucrute não é tão poderosa assim, embora muitos países desenvolvam alternativas energéticas a partir de vegetais. O Brasil tira o álcool da cana-de-açúcar; a França, da beterraba, usando menos áreas plantadas, enfim, o mundo busca formas de descobrir novos combustíveis e gerar menos poluição. Sim, é possível que no futuro cada cidadão administre sua usina caseira.

Jota
Hoje a Fratal apresenta uma das suas grandes atrações, a banda Jota Quest, na versão acústica. É talvez o ponto alto da comemoração dos 104 anos de Foz; isso se mede pelo falatório da moçada.

 

A Casa
Corvo, frequentei a última apresentação realizada no espaço cultural conhecido como A Casa. Posso dizer que foi um grande encontro entre amigos, embora eu tenha resolvido aparecer em cima da hora e sem conhecer as pessoas que estavam lá. Moro em Maringá e estava hospedado num hotel bem próximo. É uma iniciativa muito bacana, realizada por pessoas de bom gosto e com uma informalidade extraordinária. Isso é novidade no Brasil. Só frequentei eventos assim em Londres, onde são muito comuns, sem fins lucrativos, apenas o suficiente para pagar as atrações convidadas. E gostei tanto que resolvi voltar para ver o italiano Diego Salvetti, que se apresenta logo mais, e também para acompanhar ninguém menos que a Raissa Fayet, que se apresenta no domingo. Quando soube nem acreditei. Meus parabéns ao Marcus e sua equipe!
João Beto Linhares

O Corvo responde: sim, encontros assim acontecem em várias cidades e são também comuns em Nova Iorque, onde celebridades das artes fazem encontros com plateias seletas, mais pelo gosto de brindar os fãs do que para outra coisa. É uma maneira institucional de se relacionar com os formadores de opinião. A Casa, em Foz, é apenas um projeto semelhante, de trazer amigos artistas para apresentar-se aos iguaçuenses que admiram a cultura, seja pelas formas artísticas ou gastronômicas. Os organizadores devem apresentar um calendário aos amigos que frequentam o espaço. Para as apresentações deste sábado, com Diego Salvetti, e no domingo, com a Raissa Fayet, basta fazer reservas pelo número (41) 99763-5681.

 

Dólar alto
Se o movimento já estava um horror, agora ficou bem pior, com o dólar beirando os R$ 4. Está muito tranquilo andar por Ciudad del Este; em compensação, é preciso levar bem mais dinheiro no bolso. Mas algumas lojas estão facilitando a vida dos visitantes, ou baixando os preços dos produtos, ou seja, diminuindo ainda mais a margem de lucro (que já é apertada), ou oferecendo os produtos em reais, o que é bem mais fácil para a decisão dos compradores.

 

O dólar e a Copa
A alta da moeda norte-americana, reflexo da incompetência política brasileira, está afetando os milhares de torcedores que economizaram para ver a seleção jogar na Rússia. Contaram para o Corvo que algumas pessoas estão simplesmente desistindo de embarcar, mesmo depois de pagar pela passagem. Bom, viajar para a Rússia, e sem dinheiro, é algo um tanto temerário, porque lá os preços são um pouco salgados. Um sanduíche custa em média US$ 16, ou seja, quatro vezes mais do que no Brasil. O jeito será ver a Copa na telinha.

 

Campo ou TV?
Eis a questão. O Corvo já foi ver Copa do Mundo; já frequentou estádios, e com a tecnologia das transmissões não é ruim ficar confortavelmente em casa, na frente da tela, ao lado de uma cervejinha, olhando os lances repetitivamente, sem precisar perguntar para alguém. Já pensou ir ao estádio e um russo vomitar na cabeça da gente? E o pior é distrair-se, perder um lance bacana, um gol e depois precisar ir para o hotel esperar um replay. Que dureza! O Corvo vai ver a Copa em casa mesmo.

 

Sinalização em inglês
A vereadora Inês da Saúde quer a sinalização de trânsito em inglês. Mas acontece que as placas instaladas, em grande maioria, já possuem tradução para o inglês e o espanhol, mesmo algumas sofridas com a ação do tempo. O que ela poderia aproveitar e pedir para mudar é a figura de um “elefante” nas placas que indicam os zoos e refúgios biológicos. Não há elefantes mais nem nos circos que passam pela cidade. Em frente ao Bosque Guarani, que completou aniversário ontem, há uma placa ilustrada com o paquiderme.

 

Festa da bicharada
Quando o Bosque Guarani foi criado, a ideia não era transformá-lo em zoológico, e sim num espaço de educação ambiental e contemplação da mata original da região. Mas como sempre, algumas pessoas se intrometeram e acabaram abrigando os bichos, coisa que rende muita dor de cabeça para algumas pessoas. A unidade comemorou o aniversário ontem com a presença das autoridades e de alunos da rede municipal de educação.

 

Fruet
Contaram para o Corvo que o soldado Fruet quer uma candidatura nas próximas eleições. Ele é muito conhecido nas redes sociais, especialmente pelo tratamento linguístico ao se referir aos bandidos. O Corvo vai voltar ao tema quando possuir mais informações.

 

Os políticos…
Corvo, o senhor já foi à Fartal? Se não foi se prepare porque terá de estender a mão para uma porção de pré-candidatos que está aproveitando a oportunidade para fazer uma aproximação com o povo. Ontem fiquei surpreso com a quantidade de “desconhecidos” que se dizem “disponíveis” para os eleitores. Que coisa isso, né? Falou em eleição, um monte de gente já fica sonhando com a vida boa de deputado.
Anísio Cerqueira

O Corvo responde: prezado, é assim mesmo, isso não é nenhuma surpresa. Em períodos pré-eleitorais, os candidatos precisam dizer que existem, e as festas populares são um prato cheio. Agora, não podem fazer campanha. Isso rende uma senhora dor de cabeça.

 

Parabéns, Foz!
O Corvo quer aproveitar a oportunidade e desejar um grande e feliz aniversário para esta senhorinha maravilhosa chamada Foz do Iguaçu, uma terra acolhedora, cheia de atrativos emocionantes para todas as idades e pessoas de todos os cantos do planeta. Se bem que o planeta, sendo uma bola, não possui “cantos”, e sim recantos! Feliz Foz!

 

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GDIA