6 de junho de 2018
6 de junho de 2018

Dona Nanci
Este Corvo recebeu a seguinte mensagem via rede social: “Aos cidadãos iguaçuenses; Há mais de uma década tenho uma doença degenerativa no joelho. É possível que com o passar dos anos talvez nem consiga brincar em pé com meus netos. Quando viajo de avião, pela posição das pernas, não são incomuns as fortes dores. E foi isso que senti no Rio de Janeiro, quando fui acompanhada das minhas filhas desfrutar de um presente que me deram, em setembro de 2017. Agora as forças políticas que não aceitei me aliar, no passado e para o futuro, fabricam uma mentira! Assim, por lealdade aos meus eleitores e aos meus pares explico o que já havia esclarecido no Conselho de Ética da Câmara. Uma pessoa de minha confiança afirma ter buscado o atestado das mãos do médico. Já provei isso em minha última defesa, protocolada faz mais de 15 dias. Portanto, devo esclarecer apenas a utilização do documento. Não sua confecção. Os responsáveis por eventual ilícito deverão ser identificados e punidos. E isso cabe ao Ministério Público, com seus poderes investigativos. Irei até o fim para defender minha honra e provar a verdade. Doa a quem doer.  Nanci Rafain Andreola; Vereadora”.

 

Só poderia ser um fake
Como a mensagem assinada pela Nanci chegou de madrugada, e com um teor tão inusitado, o Corvo imaginou que se tratava de um fake, ou seja, mais uma das falsas intrigas espalhadas nas redes sociais. E não é que era verdadeira? Que barbaridade!

 

Roleta-russa
De onde Nanci tirou a ideia de escrever um nota pública assim, até agora ninguém sabe. Vai ver escreveu no impulso, na emoção, no recente clarão das noites difíceis de achar o sono. O caso é que se ficasse quieta, o braseiro hoje não estaria tão escaldante. Isso de escrever que “pediu para alguém ir buscar o atestado médico”, por favor? Médico emite atestado mediante consulta! Com um problema tão sério no joelho, visitar o ortopedista é obrigatório. Consulta por telefone não dá certo.

 

Ajoelhou, tem de rezar
A agora, meu Deus? Quem escreve um documento assim para se defender não precisa de inimigos. Este Corvo deve esclarecer apenas a utilização deste texto, e não a sua confecção! Agora, com um joelho desses, não dá nem para “ajoelhar” para rezar; que situação!

A travessa das maçãs
Como todo o mundo político sabe, a Comissão Executiva do PSD de Foz pertence ao estágio do “provisório”. Diga-se, é uma agremiação de nomes importantes da política local, muitos dos quais pessoas sérias, comprometidas com os valores primazes da vida pública. Mas entre essas pessoas há uma que gosta de articulações contemporâneas, o tipo que acende o fósforo, joga a gasolina e diz que foi quem chamou os bombeiros. É uma pena atuarem assim num cesto de maçãs maduras. Há um ditado que diz: macaco gordo não pula em galho seco. No fim das contas, o mestre da articulação queimou o churrasco, e os companheiros não gostaram nada do resultado. O Corvo teve o cuidado de apurar a situação.

 

Erros sucessivos

Primeiro, a tal pessoa reclamou aos bofes sobre a filiação do Vermelho. Até aí tudo bem, ele tinha o direito de se sentir enciumado pelo fato de o Vermelho ser mais bem relacionado com os caciques do partido em Curitiba do que ele. Não contente, nosso mestre induziu os colegas da Executiva Provisória ao erro, ao anunciarem uma definição quase “unânime” de pré-candidatos do partido, claro, deixando o Vermelho fora, numa vingança “sara maligna”, como fosse o vampiro Bento Carneiro, personagem do Chico Anísio. Pior, incluiu um candidato de Cascavel em sua lista. E depois de pisar feio no tomate, ainda espalhou o feito aos quatro ventos, com galhardia, como fosse um gênio da política. Causou foi um desastre.

 

Release malfadado
Na semana passada chegou um release do PSD à redação. Este Corvo cheirou e sentiu um aroma meio estranho, na verdade nada agradável, pois tinha o tom de briga pessoal, vingança e provocação. Vários veículos de comunicação o publicaram, obviamente acreditando no conteúdo. Levaram bola nas costas. Mas o Gazeta Diário preferiu esperar. O Corvo publicou o resultado e brincou com a situação, afinal sabia de uma informação de bastidores. Ontem ela explodiu. A Executiva Estadual contradisse a posição local e reconheceu a viabilidade da pré-candidatura do Vermelho. O Corvo não vai se alongar, pois certamente há uma matéria de destaque na edição de hoje.

 

E agora?
Que situação! Segundo a Executiva Estadual, Vermelho é um pré-candidato viável nas regiões onde atua e, além do mais, conta com o apoio do prefeito Chico Brasileiro e do Ratinho Jr. Alguém andou desmoralizando-se com o partido e os companheiros e se enroscou no cenário político. A saída é alinhar-se ou pedir o boné e atuar em outra freguesia. De um gênio assim, partido político algum precisa.

 

Os mortos
Prezado senhor Corvo, pelo visto uma coisa os militares sabiam fazem muito bem: enterrar os opositores. Que eficiência, hein? Os arqueólogos encontram múmias egípcias perdidas no deserto com mais facilidade do que os peritos à procura dos corpos de guerrilheiros. Que coisa, hein? Esse assunto merece mesmo uma revisão urgente por meio dos órgãos de Direitos Humanos. Imagina quantas pessoas “desapareceram” e até hoje não se sabe o destino?
Henrique Velho

 

Atrocidades
Corvo, Brasil, Argentina, Uruguai e até o Paraguai trataram de modo indecoroso os opositores. Sabe-se de casos que as pessoas eram simplesmente atiradas dos aviões (sem paraquedas). Segundo meu pai contou, faziam até cursos para “desovar” os corpos de pessoas consideradas “indigestas” pelos governos da época. Taí uma prova disso, a procura dos corpos desaparecidos nas matas do Parque Nacional do Iguaçu.
Rodolfo Maia

 

Guerras e guerrilhas
Corvo, como assim “chacina”? Havia uma guerrilha declarada, com vários “exércitos do povo” em operação, na verdade grupos fortemente armados para combater e derrubar o regime. Claro, os militares respondiam aos combates. E os inocentes mortos durante os assaltos a bancos em nome da revolução? E as bombas que explodiam nas mãos das pessoas? E as emboscadas contra recrutas inexperientes? Puxa vida, em guerras, os inimigos são abatidos, não chacinados.
Pedro Gouveia

O Corvo responde: apesar dos cerca de 40 a 50 anos que se passaram, o Brasil deve sim dar uma resposta aos ocorridos no conflito, já que foi armado. Sim, os métodos eram truculentos, como o uso frequente de choques elétricos, pau de arara e mortes disfarçadas de “suicídios”. É natural que tenham dificuldade de encontrar corpos numa mata tão cerrada e grande, como o Parque Nacional. Por fim, o Corvo não quer fazer juízo sobre o caso, mas ele deve ser revisto de ambos os lados. Até porque isso pode voltar a acontecer num Estado tão conturbado.

 

 

 

Demolição
Cada marretada dói no coração do iguaçuense ao passar em frente ao edifício onde funcionava A Jóia Esporte e Som, um dos sonhos do saudoso Omar Tosi. O prédio, aparentemente demolido, foi muito bem frequentado na cidade. Lá eram vendidos troféus, relógios, embarcações e artigos esportivos dos mais diversos. A suposta demolição é uma paulada na nossa memória. Segundo informaram, lá deverá funcionar a agência central da Sicredi.

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GDIA